Posts Tagged ‘UK’

Skins Season 7, o promo + algumas informações

Junho 4, 2013

s7.jpg-large

Primeiro promo/teaser/trailer da Season 7 de Skins (que é apenas a melhor série adolescente dos últimos tempos) que finalmente está chegando com data prevista para a sua estreia em 01 de julho.  YEI!

Com apenas 3 episódios, a temporada de conclusão de Skins será centrada em apenas três personagens , Cassie, Effy e Cook (contando com pequenas participações de alguns outros personagens conhecidos, como a Naomi e a Emily, que parece que vão se reunir também com personagens introduzidos durante a sexta temporada) e suas histórias serão divididas em duas partes com 1 hora de duração cada (2 horas por episódio), acompanhando a vida de cada um desses personagens, anos após o que já assistimos na série no decorrer de suas três gerações.

O novo promo já é bem sensacional e tem muito do fundamento que a série apesar dos altos e baixos sempre conseguiu manter. (e eles são todos bem bacanas ó: Season 1 – inesquecível!, Season 2 – sendo esse o mais sensacional de todos! -, Season 3, Season 4, Season 5, Season 6)

Cada um dos novos episódios já recebeu o seu título e segue abaixo uma ideia do que já sabemos da sinopse de cada um deles, na ordem em que serão exibidos:

 

Skins Fire, episódio centrado na Effty (Kaya Scodelario)

Effy está trabalhando como recepcionista do London Hedge Fund, meio sem perspectiva de vida e naquelas (apesar do trabalho não ter nada a ver com o que já conhecemos da personagem). Mantendo um caso com o chefe abastado, ela vai acabar descobrindo algumas informações importantes sobre o mercado financeiro, além de descobrir também que o seu chefe anda levando vantagem de forna desonesta nos negócios. Dividindo apartamento com Naomi (Lily Loveless, conhecida também da segunda geração) e vivendo essa nova fase da sua história, Effy sofrendo toda essa pressão entre o trabalho e o seu novo relacionamento, não vai conseguir conseguir encontrar os freios para parar de arruinar a própria vida (e já vimos que ela é bem boa em self destruction), isso até que uma tragédia acaba acontecendo. Dramático, não? E que tragédia seria essa? (acho que esse tem tudo para ser o episódio “Requiem For a Dream” dessa despedida de Skins. Veremos…)

 

Skins Pure, episódio centrado na Cassie (Hannah Murray, atualmente em GOT e que a gente adoraria ver em Doctor Who)

Cassie parece estar se sentindo a garota invisível, vagando por Londres, sempre solitária, tentando encontrar algum sentido para a sua vida. Até que do nada ela percebe que um estranho a está seguindo. Nesse momento, Cassie acaba se voltando para o desconhecido, se envolvendo em uma amizade de solidão para ambas as partes, que talvez não consiga resistir muito bem quando fora do seu universo particular e exposta para o mundo. (nessa caso, acho que ganharemos um episódio “Girl, Interrupted” + “Lars And The Real Girl” de Skins. Lembrando que essas sãos apenas as minhas impressões sobre as sinopses…)

 

Skins Rise, episódio centrado no Cook (Jack O’Conell)

Anos depois, Cook continua a sua vidinha bandida e de caráter duvidoso de sempre, agora transportando drogas para os “necessitados” em Manchester. Isso até que o seu chefe do crime acaba pedindo como favor que ele acompanhe sua namorada na tarefa de encontrar uma casa e obviamente ele não consegue se controlar (típico) e acaba envolvido com a mesma, claro. A partir disso, sua vida passa a se voltar para uma série de acontecimentos que sempre marcaram a trajetória do personagem, em meio a muita violência e selvageria (acho os episódios dele os melhores da segunda geração), até que Cook se vê dentro de um confronto com o seu próprio passado violento. O que será hein? Adoraria ver o seu irmão mais novo de volta, agora em seu lugar e ele apavorado com a situação… (esse eu acho que tem tudo para se tornar o episódio “Trainspotting”, só que dirigido pelo David Fincher com uma alma um pouco mais Tarantino, de Skins. Veremos…)

 

Ansiosos? (cotando os dias para 1º de julho. #HELLYEAH)

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

O red carpet indeed do BAFTA 2013

Fevereiro 15, 2013

Helen Mirren

Talvez o red carpet do BAFTA 2013 só tenha sido bom mesmo porque pouca gente apareceu (mas todos representando muito bem alguém de prestígio na fila do fish ‘n’ chips indeed do lado de lá), portanto, a possibilidade de erros era bem menor. Mesmo assim, uma premiação que tem a Rainha herself aparecendo de cabelo rosa, merece ser comentada.

Por isso já vamos começar com ela, a Hellen Mirren, que não poderia estar mais leve, solta e ou maravileeeandra na fila das Rainhas Disney indeed (se bem que a gente sabe que ingleses tendem a só conseguirem papéis de vilões nos filmes da Disney e ou em qualquer produção americana. Fato, preconceito & magoa de caboclo deles). Praticamente uma adolly de 13 anos se sentindo mocinha adulta moderna na festa de debutante da amiga mais velha de 15.

Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

 

Combo magia ligada por um Alias antigo

bradley-cooper

E tem para todos os gostos, da magia de príncipe indeed do Bradley Cooper de bow tie, que eu não canso de dizer que as espertas estavam de olho desde Alias antigo ( I ♥ Will e por isso a conexão com o Ben) até a magia grisalha precoce que nós AMAMOS do Ben Afleck e sua gravata skinny, que não poderia estar vivendo um melhor momento. Höy!²

ben-affleck

E não poderia mesmo e no BAFTA 2013 ele também levou seus prêmios para casa, de melhor filme e melhor diretor, justiça que o Oscar de logo mais não poderá fazer, já que eles resolveram ignorá-lo como diretor. Suck it!

#BENAFFLECKRISES

 

O que estaria acontecendo com os vestidos de ultimamente, hein?

anne-hathaway

Como esse Burberry preto escuro (rs) da Anne Hathaway, por exemplo, que apesar de quase simples, era lindo, mas diz que teve um leve probleminha na costura no final da noite.

Vamos tomar mais cuidado com esse tipo de detalhe importantíssimo produção? Porque só nessa temporada, esse já é o segundo probleminha envolvendo costuras & afins (todo mundo lembra do probleminha recente da J-Law, não?) e todos nós sabemos ou pelo menos temos alguma ideia de quanto custa uma dessas belezinhas, hein?

Tenham mais cuidado. Força na agulha & linha!

#CONTROEDEQUALIDADENELAS

 

Aliás, gostaríamos muito de saber também o que está acontecendo com a Marion Cottillard e a Dior, viu?

Marion

Quer dizer, com a Dior a gente bem sabe e quem viu o último desfile do Oscar de la Renta em NY, que teve o Galliano como praticamente apenas um assistente da marca, sabe do que nós estamos falando. Mas tudo bem…

Agora, o que estaria acontecendo com a Marion Cotillard desde o seu péssimo final em “The Dark Knight Rises”, hein? Será que ela ficou com trauma ou alguém a está obrigando a usar um look pior que o outro ultimamente como castigo pelo que ela fez no final do filme da morcegona? (acho que nunca vou conseguir esquecer aquilo) Seria a assessoria da Dior, fã incondicional do homem morcego? (Para pensar… rs)

Reaja, Marion!. Afinal, você é francesa e só por isso você já está na vantagem. PÁ!

E sim Marion, nós fizemos essa mesma cara quando você apareceu assim no red carpet. #CREDINCRUZ

ps: aliás, aproveitando o momento, i do declare que a partir de agora, essa é a nossa cara oficial de #CREDINCRUZ por aqui, dito com voz de Chico Bento sempre, é claro. 

 

A hora mais azul quase escuro

jessica-chastain

Maravileeeandra a Jessica Chastain nesse azul Roland Mouret, não?

E olha que ela era outra que não andava fazendo boas escolhas para o red carpet… lembra quando ela apareceu calva no Golden Globes? (#CREDINCRUZ)

You go girl!

 

Três dedos acima e teria ficado perfeito, J-Law

jennifer-lawrence-

Muito colo a mostra dá sempre aquela impressão que o vestido está escorregando, com ou sem bustão e mesmo que ele não esteja escorregando. Fato.

Como esse Dior da J-Law, que estaria perfeito se estivesse 3 dedos acima.

E lembrem-se, sustentação é sempre importante, mas tomem cuidado para:

A) não ficar com o peito ameaçando o seu queixo ou sendo confundido com as maças do seu rosto a noite toda

B) não ficar com cara de mulher interpretando homem no truque em peças de teatro do passado, como em “Shakespeare In Love”, rs (que olhando daqui parece ser o que aconteceu nesse caso)

 

#TEMCOMONAOAMAR o Daniel Day -Lewis acompanhado da sobrinha?

daniel-day-lewis

Não, não tem. (♥)

Aliás, um recado para o George Clooney:

Quer ser visto sempre ao lado de mulheres mais novas só que de forma mais interessante?

Comece a levar a família, que você vai do issue do clichê da crise de 1/2 idade para o foufo em um tapa só. WOO.

 

Em um mundo com homens realmente educados, Sally Field jamais estaria segurando a sua própria umbrella…

sally-field

Shame on you boys. Shame on you!

E sim, ela não só poderia segurar a sua própria umbrella, como assim fez lindamente, só que a diferença aqui é que ela não precisava e algum dos meninos presentes deveria ter feito essa gentileza para Nora Walker, que inclusive já foi uma noviça voadora.

Exijo explicações de Affleck, Day-Lewis, só Lewis, porque o Clooney a gente imagina que estivesse de olho em qualquer par de pernas longas com menos de 22, mas dos outros todos exigimos explicações. Aguardando…

Eu teria segurado a sua umbrella dramaticamente, deixando até uma single tear escorrer e passando pelo menos 5 minutos ali, eu até já poderia acreditar que estava voando com o sobrenome Walker enquanto ligava para fofocar com os meus outros irmãos, viu Sally Field? (♥)

 

Começando a suspeitar que essa é a temporada da escova para os meninos, hein?

damian-lewis

Primeiro foi o JT, que me apareceu escovado e penteado e agora até o Brody? (mais penteado do que escovado, fato. Penteado com uma escova, pronto. rs)

Estou achando que é tandancé…

Aliás, Brody AKA Damian Lewis que é sempre uma visão. Höy!

 

Saindo à magia mágica ruiva

michael-fassbender

Para encerrar, nos despedimos do BAFTA 2013 muito bem acompanhados com ele, Michael Fassbender na neve (sério, cenário perfeito Fassy. Cenário perfeito!), que aparentemente esteve em tudo quanto é after party da premiação e nós gostamos de sair bem acompanhados de qualquer lugar indeed.

Fassy, sempre uma visão. Höy! (nos meus sonhos recorrentes dessa última semana, nos cumprimentamos assim: Ele – Essy!, Eu – Fassy! com respeito. Trocamos olhares mas nada aconteceu. Ainda… humpf! – a não ser o dia em que ele apareceu em uma versão ruiva extremamente saturada que me fez despertar gargalhando de tanto rir. Sério.)

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Cuckoo indeed

Outubro 25, 2012

Continuando a nossa maratona dessa semana dentro das estreias na TV da terra da rainha, encontramos mais uma comédia, dessa vez estrelada por um rosto conhecido de todos nós, um dos ex boys magia do SNL, o ator Andy Samberg e a sua Cuckoo.

Cuckoo é uma série da BBC3 que tem como plot central a história de uma família inglesa que em um belo dia, tem a sua rotina virada de pernas para o ar com a chegada de um novo membro, o marido da filha que havia passado um ano fora tentando se descobrir e que para a surpresa de seus pais, acabou voltando para casa casada com uma figura um tanto quanto exótica como Cuckoo (Andy Samberg).

Ele por sua vez é um daqueles personagens totalmente sem limites (do tipo que nós já vimos antes), que se adapta facilmente a qualquer situação invadindo completamente o espaço alheio e sem perceber muito isso, de forma até que inocente. Folgado, espaçoso e ainda sem trabalho, Cuckoo chega como um pesadelo para aquela casa, principalmente para o pai da garota Ken (Greg Davies), que é quem encontra a maior dificuldade em aceitar o novo membro da família.

O piloto funciona como uma boa introdução para esse cenário, onde descobrimos rapidamente onde eles se conheceram, quem são aquelas pessoas e até temos uma tentativa de suborno do pai da garota para tentar se livrar do seu “novo filho”, o que é claro que não acaba dando muito certo e ainda acaba lhe rendendo um certo prejuízo, além de uma oportunidade de emprego para o próprio Cuckoo, que parece mesmo que veio para ficar.

Nesse caso, as piadas deixam a desejar no piloto e tudo parece meio requentado de histórias e situações que nós já vimos anteriormente no cinema ou na TV. A situação melhora no segundo episódio (a primeira temporada terá 6 eps), onde a série passa a ganhar mais corpo e as situações passam a ficar mais engraçadas, apesar de pouco originais.

E apesar disso, Cuckoo ainda pouco tem do típico humor inglês que nós gostamos tanto e parece mais um hibrido com o modelo americano de se fazer comédia. Além desse detalhe, a série apesar de contar com outros personagens (mãe, irmão, vizinhos e amigos), parece girar em função da dinâmica entre Cuckoo e o sogro Ken, o que com o tempo pode acabar cansando a audiência.

Mesmo assim, acho que vale a pena acompanhar pelo menos a primeira temporada para ver no que vai dar (só porque eu gosto do Andy), ainda mais sendo curtinha desse jeito, do tipo que a gente assiste sem fazer muito esforço. Ou seja, a série pode até não ser nenhuma novidade tão animadora assim, mas é o que temos para hoje.

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Have you tried turning it off and on again? (The It Crowd)

Agosto 24, 2012

Se vc achava que já conhecia os nerds mais legais da TV (que hoje em dia nem são mais tão legais assim e mesmo sem citar nomes, todo mundo sabe de quem é que nós estamos falando), espera só até vc conhecer os  representantes vindos diretamente da terra da rainha em The It Crowd.

Comédia inglesa caricata ao extremo, o que também pode ser muito bom quando é assumidamente assim desde o começo, que é o que acontece aqui e de uma forma quase única que os ingleses conseguem fazer muito bem sem deixar a série insuportável com o tempo (só me lembrava de Ab Fab enquanto fazia minha maratona da série) e que com certeza vai te fazer dar boas risadas com as situações mais simples e comuns do cotidiano da equipe de TI da Reynholm Industries.

Sim, eles são os nerds que entendem tudo de computadores e trabalham com isso, meio que jogados no porão com todas as outras tralhas da empresa, um lugar onde nenhum outro departamento costuma frequentar e que ninguém costuma dar muito valor ou atenção, mas que é exatamente para onde todo mundo acaba ligando quando seus computadores não estão funcionando muito bem e eles precisam de alguma ajuda, o que para o total desespero do departamento de informática funciona quase que como um insulto, uma vez que quase sempre todos esses problemas poderiam ser resolvidos com uma simples pergunta que eles já estão mais do que cansados de fazer repetidamente a todo instante: vc já tentou desligar e ligar de novo? (e quase sempre aí está a solução para todos esses problemas, rs)

Essa é The It Crowd, uma comédia sobre o cotidiano dessa equipe nerd de TI que é quase impossível de não se apaixonar. Seus personagens são hilários, mesmo sendo uma caricatura exagerada deles mesmos ou de um estereótipo qualquer. Na série, eles estão sempre envolvidos em situações típicas de comédias do absurdo, onde aqueles situações todas muito provavelmente não fariam o menor sentido em um escritório comum qualquer, por exemplo. Outro fator que diferencia esses personagens das outras séries do gênero é que eles são nerds bem possíveis e não são exatamente as mentes mais brilhantes do mundo e tão pouco se acham superiores no quesito inteligência (embora eles aproveitem dessa vantagem para fazer piada com os menos favorecidos desse tipo específico de conhecimento que ele dominam). Fora que eles tem interesses bem comuns para todo mundo, apesar do universo nerd aparecer com bastante força na série, mas sempre de uma forma bem natural e nada forçada.

Roy (Chris O’Dowd, nosso header do mês aqui no Guilt, Höy) é um grandalhão irlandês sem o menor talento para lidar com as garotas, mas que nem por isso deixa de se arriscar nesse campo, mesmo obtendo pouco sucesso em suas investidas (ainda mais quando vc sai para um date com “cocô” na cara, rs). É dele a quote mais famosa da série (Have you tried turning it off and on again? – do título do post) além das t-shirts mais invejáveis da TV (esqueçam todas as que o Sheldon usa em The Big Bang Theory – na verdade, esqueça TBBT, rs -, porque as do Roy são muito mais legais. Mas muuuito!). Ele também é meio que o lider da turma, pelo menos é o que parece que ele imagina ser, aquele que tem mais contato com o mundo exterior devido a total falta de habilidade nessa área do seu parceiro de trabalho.

E tudo no personagem é bem engraçado (um tipo que o Chris O’Dowd consegue fazer muito bem, que é o perdedor adorável que nós AMAMOS já faz tempo), desde a sua voz que mais parece a de um ad0lescente ainda enfrentando a puberdade, até a forma como ele quase sempre está metido em situações absurdas, como quando ele acabou fingindo ser um deficiente físico apenas para sustentar uma “mentira forçada” na visita do grupo a um musical gay no teatro (2×01 The Work Outing), ou quando ele acabou preso do lado de fora da empresa por ter perdido sua camisa para uma senhora acidentada no trabalho e fica sem camisa por duas horas naquele frio de Londres (3×03 Tramp Like Us), onde o personagem acaba na mesma situação de um “morador de rua” que cruza seu caminho pela manhã pedindo dinheiro e ele naturalmente fica bem desconfiado com a desculpa do tal para estar naquela condição (quem nunca?), até o seu plot mais desastroso de todos dentro da série (3×02 Are We Not Men?), que foi quando apenas para se sentir pertencendo a turma dos meninos que gosta de futebol (coisa que eles não gostam, não entendem e na verdade pouco se importam ou se interessam. Alguma semelhança?), Roy acabou se encontrando como cúmplice de um assalto que ele mesmo denunciou para a polícia. Isso para citar apenas algumas das suas melhoreres situações dentro da série dentre várias que também são bem especiais.

Moss (Richard Ayoade) é o parceiro de departamento do Roy, aquele sem o menor talento para lidar com outras pessoas fora do seu universo que é muito particular, que eu mencionei ateriormente. E Moss é um personagem adorável, cheio de manias (#TEMCOMNAOAMAR o plot das duas canecas para o seu momento dramático do dia? pensando em adotar…), mesmo sendo uma caricatura super exagerada do que se espera de um nerd antigo. E nesse exagero inclusive está toda a genialidade do personagem, que é muito especial dentro de suas “deficiências” e genialidade. AMO quando ele vai salvar o Roy do plot do assalto e acaba fingindo ser seu namorado, tascando um beijo daqueles no amigo como se não houvesse amanhã no meio da rua, enquanto passam vários carros de polícia procurando pelos tais assaltantes, ou quando ela se oferece para ser o marido fake da Jen (3×05 Friendface)  e acaba assumindo uma nova identidade divertidíssima, até o seu grande ato heroico no episódio onde ele resolve sair da sua zona de conforto e acaba meio maluco, roubando coisas que ele nem queria ou precisava e acaba envolvido em uma situação com uma suposta bomba no quarteirão da empresa em que eles trabalham (4×05 Bad Boys). Sério, howcoolisthat?

E a terceira personagem do grupo fica por conta da Jen (Katherine Parkinson), ela que como quase todo mundo, acaba mentindo para conseguir um emprego na empresa e mesmo sem saber absolutamente nada sobre computadores, acaba indo trabalhar como chefe do departamento de TI e se vê tendo que trabalhar no porão (sendo que o resto da empresa é tudo lindo, rs), com aqueles dois malucos com quem ela nem imagina ter tanta coisa em comum. E apesar da Jen não fazer exatamente parte da turma dos nerds, ela também é uma personagem divertidíssima com momentos excelentes, como quando ela resolve comprar um sapato vários números menores do que o que ela usa (1×02 Calamity Jen – quem nunca?), ou quando ela me fez rolar de tanto rir fingindo que sabia falar italiano, soltando várias palavras aleatórias e com um sotaque impagável (só de lembrar eu já não me aguento, rs), se achando garantida confiando em um app qualquer (4×04 Italian For Beginners), até a gente conhecer o seu desktop recheado dos mais variados a antigos vírus e spywares que ela não tinha a menor ideia de que não deveriam estar ali e estava apenas acumulando todos eles, já acostumadas com aquelas 300 janelas que não deveriam estar ali. Algo que acontece no mesmo episódio onde Moss tem o seu surto na companhia do Ross, eles resolvem matar o dia de trabalho, justamente quando finalmente o Douglas resolve reconhecer e homenagear o trabalho da equipe dentro da empresa. Humpf! (4×05)

É claro que não pertencendo exatamente ao grupo, Jen acaba sendo uma vítima certa para os outros dois personagens, que a princípio relutam em aceitá-la, mas depois acabam comprando a ideia de ter uma menina por perto só para variar um pouco, além de que agora com ela no departamento, eles estavam ganhando uma presa fácil para garantir a diversão naquele lugar onde não costumava acontecer muita coisa. Outro plot sensacional envolvendo todos eles foi quando a Jen teve que fazer um discurso na empresa e eles inventaram que uma caixa preta qualquer era a “internet” em pessoa (3×04 The Speech), retirada do Big Ben especialmente para aquela ocasião (rs), que é claro que ela acreditou sem nem ao menos duvidar e acabou levando a história a público em um momento que terminou com uma gargalhada quase incontrolável da dupla Roy & Moss, além do completo caos dentro do local de trabalho, quando todos os outros funcionários acharam que a internet havia de fato morrido. #TEMCOMONAOAMAR (episódio que tem uma luta de corpo a corpo entre o chefe e sua nova namorada, que é simplesmente impagável!)

Dentro da empresa, ainda ganhamos a participação de alguns personagens coadjuvantes tão bons quanto os principais, como o dono da empresa, o Denholm Reynholm (Christopher Morris), que acabou saindo da série até que precocemente (achava ele super engraçado) em um plot suicida super aleatório e nem por isso menos divertido, para a entrada do seu filho Douglas (Matt Berry), um playboy bem do preguiçoso que não faz muita ideia de qual a sua função dentro daquela empresa que ele acabou herdando do meio do nada, além do personagem nutrir uma amor platônico pela própria Jen e uma certa coleção de arte erótica além de um gosto um tanto quanto duvidoso, o que também é bem bacana.

Mas o melhor deles surge mesmo do meio do nada, em uma porta vermelha secreta que a gente sequer havia notado (rs) na sala de TI, que é o Richmond (Noel Fielding), uma espécie de “vampiro” (e nada nos convence que de vampiro ela só tenha a aparência, ainda mais depois de uma cena onde ele vai parar no teto da cozinha, rs) que só trabalha a noite, também não faz a menor ideia de qual é a sua função dentro daquela empresa e que é mantido trancado atrás da porta vermelha pela dupla Roy & Moss sem dó e nem piedade, só porque eles acham que o Richmond deprime demais o ambiente (o que ele realmente faz quando aparece). Sério, tem plot mais aleatório, cruel e adorável do que esse? Sem contar que o seu episódio de introdução ainda termina com a nossa descoberta de uma outra porta, dessa vez verde, que segundo eles também nunca deve ser aberta. #MISTERIO (só eu fiquei morrendo de curisosidade de saber o que tinha atrás daquela porta?)

Sem contar aquele cenário sensacional da série, que mesmo com boa parte dela se passando naquele porão com monitores velhos e peças de computadores antigos que eles nunca usam, tem um contraste feito de forma adorável com centenas de brinquedos do tipo toy art espalhados por todos os cantos (invejáveis, diga-se de passagem), além de todos aqueles stickers e posters com design super bacana e quase sempre bem foufos, pendurados por todas as paredes. Engraçado é que a medida em que as temporadas vão se passando, vão aparecendo novos posters, mais stickers e novos brinquedos, mais é tudo meio que acumulativo e o resultado final é de um contraste absurdo em meio a toda aquela bagunça e cacarecos, que me lembra muito o meu próprio quarto, principalmente pela quantidade de objetos na mesa do Roy. (marry me Roy? Vamos multiplicar esses brinquedos e dividir tees maravileeeandras – as suas podem até servir em mim, mas as minhas…). Tenho até dois iguais aos deles. Confirmou!

E apesar de funcionarem super bem dentro do seu departamento na empresa, nem só de trabalho vivem todos eles e quando saímos de dentro desse ambiente, também acabamos ganhando momentos divertidíssimos com todos os personagens. Meus preferidos são quando eles acabam todos se convidando para um jantar na casa da Jen, o que nos rende plots divertidíssimos envolvendo os demais convidados, ou quando o Ross fica aflito para ver o novo filme do Tarantino antes que o seu amigo meio assim acaba estragando sua experiência com spoilers (2×03 Moss And The German), episódio que também conta com a Jen enfrentando sérios obstáculos pelo seu direito de fumar (rs) e tem também aquele outro bem bacana com a mudança do Roy e o Moss participando de um programa de TV (4×02 The Final Countdown). Sem contar aquele outro com o processo do Ross contra o massagista que beijou a sua bunda. (4×03 Something Happened)

The It Crowd também é uma prova de como os ingleses conseguem fazer esse tipo de humor tão bem e quanto os americanos ainda precisam aprender a transformar uma caricatura em algo que se feito da forma certa, também pode ser bem bacana. É claro que a america de vez em quando insiste em viver de boas ideias do mundo que eles resolvem “readaptar”, o que também é conhecido como “fazer tudo igual só que sem sotaque, para que a sociedade americana aceite melhor sem torcer o nariz” e é claro que eles tentaram fazer o mesmo como a série britância, o que nós agradecemos imensamente por não ter dado certo. (versão que tinha o Joel McHale no papel do Roy e o Richard Ayoade repetindo o seu Moss – Why god, Why? –  e vcs podem apreciar essa vergonha aqui)

Agumas curiosidades sobre o elenco que eu acabei descobrindo ao assistir a série é que a Jen participou do excelente episódio final da Season 2 de Sherlock, vivendo aquela jornalista meio assim que se atira para cima do próprio Sherlock e que mais tarde descobrimos ser parceira do Moriarty que dizia não ser o Moriarty (informação que eu recebi de um dos leitores do Guilt, thnks!) e o ator que interpreta o Moss na série foi ninguém menos do que o diretor de “Submarine” um filme sensacional do qual nós já falamos muito bem por aqui (e que eu AMO). Chris O’Dowd atualmente está envolvido em duas produções (e quem sabe ele ainda volte em Girls), uma que é um projeto escrito por ele mesmo e baseado na sua infância no final dos anos 80 na Irlanda, chamada “Moone Boy”, que é uma produção da BBC e já está sendo produzida tem algum tempo, inclusive já tendo garantida uma segunda temporada, mesmo sem a primeira ter sequer estreado. Recentemente, ele também acabou entrando para o elenco de um novo projeto da HBO em parceria com a BBC2 chamado “Family Tree “, onde ele viverá o personagem principal da história.

Infelizmente The It Crowd já foi cancelada e os boatos de um retorno do elenco para a gravação de uma quinta e última temporada (que eles mereciam, pq aquele final poderia ter sido melhor, apesar de ser bem justo o foco no Douglas, além de ter sido super engraçado  já foram negados pelo próprio criador e único roteirista da série, Graham Lineham, que alegou que todas as histórias daqueles personagens já foram contadas. O que eu acho uma pena. São apenas 4 temporadas com 6 episódios cada uma e com isso ganhamos apenas 24 deliciosos episódios para morrer de rir e lamentar por a série já ter encontrado o seu final. Um humor super bacana, bem simples, quase idiota, mas que conseguiu conquistar uma legião de fãs em todo mundo.

Para assistir como se não houvesse amanhã, depois se arrepender de ter visto tão rápido e não existirem mais novos episódios. Além de lamentar pelos DVDs da série nunca terem chegado até aqui, claro. Humpf!

ps: e o que é foufa aquela abertura, hein?

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Cartola antiga

Junho 6, 2012

Príncipe da magia ruiva com cartola, imprimindo mágico antigo com a sua cartola também antiga, é tipo covardia!

Höy!

ps: repararam que nós estamos temáticos hoje, hein? #RUIVISMOÉOQUEHÁ

Kate Moss by Mert & Marcus para a Vogue UK de Junho

Maio 4, 2012

Sempre maravileeeandra!

#GoingForGold

Everyone + Rich

Fevereiro 3, 2012

Skins voltou e voltou mais corajosa do que nunca para essa sua Season 6, que finaliza a história dessa sua terceira geração.

Com uma viagem para o Marrocos, colocando todos eles juntos em um casa meio prodrinha, com a cara da série na verdade, eles começaram a sua Season 6 (6×01 Everyone). Em meio a festas animadas em um cenário de terras estrangeiras maravileeeandro ao fundo, tivemos o que Skins sempre teve de melhor, que é aquele climão de “juventude perdida” que todos nós amamos tanto na série.

Mas além da colocação, traficantes barra pesada, Matty virando um fugitivo e muito calor, esse primeiro episódio foi importante para dar o tom da temporada. Dessa vez, o grupo que a princípio foi apresentado como pessoas se conhecendo para a formação desse mesmo grupo atual, agora estavam todos juntos, desenvolvendo os seus relacionamentos e ganhando novas camadas para essas relações. E com um  sério acidente de carro, tivemos uma pausa forçada em todo aquele clima animado de férias de verão para ganhar o que provavelmente será o plot da temporada, com o peso da culpa e do arrependimento figurando na cabeça daqueles jovem ingleses que representam tão bem essa nova geração.

Na sequência, tivemos o episódio centrado no Rich (6×02 Rich), que já não é mais aquele metaleiro de antigamente, para a nossa sorte, porque a trilha do seu episódio anterior foi pesada demais (pelo menos para os meus ouvidos). Dessa vez, Rich teve que lidar com o fato de ter que ficar longe da menina por quem ele é apaixonado, Grace, que foi a vítima do tal acidente em Marrocos e que se encontrava em coma no hospital, com o seu pai, o diretor linha dura do colégio, fazendo plantão para evitar o contato do garoto com a sua filha em recuperação.

Primeiro que foi até que divertido ver o personagem rastejando para conseguir ter algum contato com a sua namorada e mais tarde, com a sua vingança planejada para destruir a casa da família do diretor, o episódio acabou ficando ainda mais interessante.

Com a turma recebendo a notícia de que Grace estava melhor, eles resolveram sair daquele estado de tristeza em que se encontravam, para festejar no melhor estilo de Skins, com um show sensacional e destruidor da banda que o Rich mantém com Alo (que estava meio que vestido de Ziggy Stardust, uma ótima referência por sinal, considerando que esse ano, o personagem icônico e antigo do David Bowie completa 40 anos), no meio da casa maravileeeandra da família da amiga em recuperação, deixando o lugar em um completo caos.

Falando um pouco do fundamento em Skins, a trilha sonora da série continua absurda e menos presente (sério, na temporada anterior tocava 3 músicas por minuto, rs) e os figurinos continuam deliciosos. Vale a pena ficar de olho no fundamento da Minni, que foi a personagem que o figurino mais me chamou a atenção nesse início de temporada. Ela que continua apostando no dourado, inclusive para underwear e usou um t-shirt verde larga e inteira de paetês , que eu achei invejável. (euquero!)

Rich passou o episódio inteiro quase que em transe, se comunicando com a sua amada com alguma dificuldade, sempre sozinho, aliás, sozinhos, apenas os dois dividindo esses momentos. O que de certa forma já nos dava algumas pistas do que estava por vir…

Em meio as memórias do quarto da garota, Rich lutava contra o sentimento de ter que ficar distante de quem ele ama, completamente perdido e sem saber o que fazer sozinho, e foi bem bonitinho ver o coração de um ex metaleiro sofrendo por amor nesse nível e a essa altura da sua vida.

Mas realmente o destino já estava traçado e ao final do episódio, tivemos a confirmação pelo próprio pai da Grace de que ela havia morrido na tarde do dia anterior a festa e todos aqueles encontros e a comunicação entre os dois que rolou durante o episódio inteiro, não passou de alucinações do próprio Rich.

Há quem considere apenas que esse tipo de ligação entre os dois nesse momento tenha se dado devido ao nível alto de colocação do personagem, mas eu acredito que aqueles dois dividiram algo muito maior do que qualquer substância exótica e por isso estiveram juntos até o fim. Um final que apesar de triste, foi justo, para que o grupo de fato comece a encarar as consequências de tudo o que eles aprontam sem pensar muito no que pode acontecer como resultado final daquilo tudo no futuro, seja ele próximo ou não.

Um episódio absurdamente sensível, porém sutil, sem  fortes apelos ou qualquer coisa do tipo, para marcar a despedida de uma das personagens que mais lutou por manter sua identidade em Skins. Aliás, foi bem bacana aquela cena final com o pai que sempre viveu de aparências, com um certo orgulho exagerado do seu patrimônio, pouco se importando com o estado caótico e atual da sua casa, quando a perda da sua filha acaba falando mais alto do que qualquer outra coisa e tendo que dividir esse momento com quem ele tentou manter longe da sua filha a todo custo.

Agora só nos resta saber como é que o resto do grupo vai lidar com essa perda definitiva. E semana que vem, temos a entrada do novo personagem na trama, que parece que vai bagunçar com a mente do grupo.

I want you, I need you, I love you, I miss you…Like Crazy

Novembro 30, 2011

Quando vc sente saudades como um louco.

“Like Crazy” é um daqueles filmes de amor que vai te deixar com um nó na garganta e os olhos cheios de lágrimas em vários momentos, mesmo sem apelar em nenhum momento ou exagerar no drama, o que de cara a gente já agradece. Do tipo que vai fazer vc balançar a cabeça para o lado e dizer “Awnnnn” em diversos momentos invejáveis dessa história de amor foufa. Um filme que certamente vai fazer vc torcer como nunca por uma final feliz para esse casal e que além de tudo, vai deixar o final praticamente aberto, sem uma resolução clara, para que essa história tenha o final que vc quiser escolher que ela tenha. Howcoolisthat?

O filme conta uma história de amor do casal Jacob (Anton Yelchin) e Anna (Felicity Jones), dois jovens que se encontraram ainda na época da faculdade, ele sonhando em ser um designer de móveis e ela uma jornalista. E a partir desse encontro, eles começam a escrever essa história de amor que é daquelas que para vc assistir, é melhor até já garantir a caixa de Kleenex na mesinha do lado do sofá, só por precaução. (o que não é uma propaganda, mas poderia ser. $$$Catching!)

A história de amor entre os dois é linda e ao longo do filme podemos observar todo o seu percurso. Do começo animado como todo novo casal, experimentando coisas juntos, empolgados com a nova relação, descobrindo aos poucos a intimidade um do outro, querendo ficar grudados sem fazer nada o tempo todo, o que todo mundo faz no começo de qualquer relação do tipo boa, rs. Tudo isso de forma bem real e natural, sem grandes diálogos ou declarações de amor pedantes, sem forçar a barra, apenas uma sutileza de gestos e olhares encantadores entre os atores que fazem do filme algo ainda mais especial, além de imprimir um olhar moderno para as novas histórias de amor. Isso graças ao olhar simples e delicado do diretor Drake Doremus para o longa.

E com isso vamos ganhando cenas deliciosas do casal em momentos de intimidade, tudo de forma muito sútil, silenciosa, quase inocente até. E vai ficando cada vez mais claro pela personalidade dos dois que eles foram mesmo feitos para ficar juntos. Um dos meus momentos preferidos é a sequência com os dois dormindo na cama (algo que nós já vimos em propagandas até…), em diversos momentos diferentes, sempre demonstrando um carinho enorme um com o outro.

Jacob tem aquele ar de menino tímido, que se não fosse ela ter tomado a iniciativa de investir na relação, ele talvez nunca tivesse essa coragem. Anton Yelchin faz um ótimo trabalho interpretando o bom moço, completamente tímido e desconfortável, mas que olha para câmera com doçura, fazendo vc se apaixonar cada vez mais pelo seu personagem.

Já Anna é quase uma personagem poética. Criativa, ousada, filha de pais liberais e de origem inglesa (e a mãe dela é interpretada pela atriz Alex Kingston, a River Song de Doctor Who, o que foi um plus especial para o meu coração, rs). Ela embora seja mais animada do que ele, tem também um lado tímido e a mesma doçura ingênua no olhar. Ambos acabam se revelando ser quase a mesma pessoa até, com gostos e interesses muito parecidos. E a atriz Felicity Jones rouba a cena com os seus olhares melancólicos de saudade e a voz que quase não sai em uma conversa ao celular,  por ela estar sofrendo com a atual situação de distanciamento do casal ao longo do filme. Uma delícia de interpretação, sutil, delicada e absolutamente na medida. Clap Clap Clap!

O casal além de funcionar super bem, ainda conta com uma injeção de foufurices na história, como quando ele presenteia ela com a sua primeira peça produzida e baseada no seu design, uma cadeira de madeira, linda e fundamento, onde esta gravado “Like Crazy”, presente que se torna mais do que especial para ela. Jacob também presenteia ela com a pulseira da “paciência”, quando eles precisam ficar separados por um tempo, coisa de menino sensível que devemos preservar caso a gente consiga encontrar algum exemplar dessa espécie rara algum dia (fikdik, rs). Outro momento que também serve de exemplo desse nível de foufurices, é quando ela faz aquele diário/scrapbook no formato de um Moleskine  maravileeeandro, recheado de momentos compartilhados do casal. Uma idéia que eu estou pensando em recriar, nem que seja para mim mesmo. Porque não? (humpf…)

E o drama todo do fillme começa exatamente quando eles tem que encarar a realidade de que ela é uma estrangeira no país, com visto próximo de expirar assim que ela venha a se formar, o que acabaria dificultando e muito a relação do casal.

E quando esse dia finalmente chega e ela já esta de malas prontas para voltar para a Londres antiga, em uma atitude impensada e impulsiva, eles acabam resolvendo ficar juntos por mais um tempo, e assim ela passa a viver ilegalmente no pais, mesmo que apenas por um período curto de tempo e que naquele momento não parecia ser nada demais.

Uma atitude impensada e impulsiva daquele momento, algo que eles jamais imaginariam que implicaria em um drama no futuro, com ela tendo o seu visto negado para permanecer no país e assim, ter que voltar definitivamente para Londes e ficar longe do seu amor. Dra-ma.

A partir disso ganhamos a carga dramática do filme, onde ambos passam a tentar driblar a saudade de ter que viver separados (o que é sempre horrível e bem fácil de se imaginar naquele situação, porque sejamos sinceros: quem nunca ficou longe de quem ama ou já amou?) e vão tentando manter a relação a distância, ele na Califórnia,  onde sua vida esta começando a se estabelecer pós diploma com o seu negócio próprio como designer e ela em Londres, correndo atrás dos seus objetivos. Até que tudo vai ficando cada vez mais difícil e a relação acabe esfriando naturalmente.

Apesar de ambos tentarem seguir com suas vidas, se dedicando mais ao trabalho e ficando cada vez mais longe um do outro (de propósito ou involuntáriamente), fica evidente que ambos estão apenas tentando se enganar em relação a aquilo que eles realmente sentem um pelo outro. Até que em uma noite onde a saudade aperta mais do que Anna consegue aguentar, ela acaba o convencendo a fazer uma viagem a terra da rainha, em uma tentativa quase desesperada de estender um pouco mais aquela relação que pareceu ser tão perfeita um dia.

Mas não dura muito a boa fase de matar a saudade entre os dois e logo começam a surgir as dúvidas, inseguranças e os questinonamentos que todo mundo faz quando não deveria fazer. Como quando ambos começam a querer saber o que cada um fez quando esteve longe um do outro, com quem cada um andou se relacionando durante esse período todo, algo que a gente sempre tem a curiosidade de saber, mas que quase nunca estamos preparados para ouvir a verdade sobre a bagagem que cada um carrega. Uma conversa sempre à se evitar, por mais bem resolvida que as pessoas pareçam ser, fikdik.

E essa é a primeira vez que eles resolvem seguir com suas vidas aceitando que talvez esse não seja o modelo ideal de relação que ambos imaginaram se encontrar e com isso vão começando a se relacionar com outras pessoas, em uma tentativa de superar esse relacionamento que acabou se tornando complicado demais para continuar.

Mas sabe quando sempre parece estar faltando algo, mesmo que vc esteja seguindo com a sua vida, conseguindo conquistar os seus objetivos, mas ainda falta alguma coisa? Alguma ponta dessa história que vc deixou pendente, sem resolução, o que te faz ter a sensação de estar caminhando e não conseguir sair do lugar? Essa é a posição em que ambos se encontram a todo momento no filme quando não estão juntos, o que indica claramente que eles ainda precisam resolver esse issue.

O que acaba sendo cruel com os “novos” elementos dessa relação, que nunca serão o suficiente para eles, as vezes até sem saber do seu verdadeiro papel de total coadjuvante nessa história. O que não era bem o caso da  Sam (Jennifer Lawrence) “assistente” do Jacob no filme, mas que eu cheguei até a ficar com pena dela por duas vezes, coitada (apesar de ser Team Jacobanna desde o começo). Porque ser chutada duas vezes e ainda pelo mesmo cara e perdê-lo para a mesma pessoa, também por duas vezes, acaba sendo puxado demais para qualquer um.

O filme acaba girando entre essa história de amor geograficamente impossível por culpa da burocracia como resultado de um ato impensado no passado, quando o presente parecia ser bem mais importante do que pensar adiante, no futuro. Algo que todo mundo faz quando é jovem, que é quando a gente tem tempo e precisa passar por isso para aprender alguma coisa. (infelizmente, humpf!). Mas isso acontece não de forma massante, e mesmo que o casal volta e meia se encontre na mesma situação, acompanhar essa trajetória é realmente uma delícia.

Em um última tentativa de finalmente ficar juntos, eles acabam optando pela resolução mais simples, que seria o casamento dos dois, que acaba acontecendo em Londres, como alternativa para driblar essa burocracia toda que ambos vem enfrentando só para conseguir permanecer juntos no mesmo lugar. O que óbviamente acaba mais uma vez dando errado e passa a ser o último suspiro para esse relacionamento desabar de vez.

E essa felicidade que nunca chega é o ponto forte do filme, algo que acaba fazendo com que vc torça para que aqueles dois possam ficar juntos, porque mesmo com as dificuldades todas que eles vem enfrentando por alguns anos, eles já provaram que devem sim ter esse final feliz. Toda aquela saudade que rola entre os dois também é impossível de não se identificar, o que nos deixa mais próximos dos personagens e a história também bem mais próxima da realidade.

A relação entre os dois é linda e estando juntos ou não, eles parecem estar ligados o tempo todo. Uma relação construída nos pequenos detalhes, que acabam se tornando coisas maiores ao longo que a história é contada.

Como por exemplo quando ela acaba quebrando sem querer a pulseira que ganhou de presente dele ( a “pulseira da paciência” que eu disse antes), isso enquanto esta na cama com a sua nova tentativa de amor, ou quando ela ganha uma nova cadeira do seu novo namorado, que apesar de maravileeeandra (e maravileeeandro), não é a cadeira certa, porque aquela não é a sua cadeira. Humpf!

Caminhando para o final do filme temos finalmente a resolução do problema do visto, em um momento que ambos provavelmente nem estavam mais esperando, mas que acaba acontecendo de surpresa, como quase tudo na vida. Nessa hora, novamente eles enxergam a tão sonhada possibilidade de finalmente ficar juntos no mesmo lugar para viver essa história de amor tão burocrática.

Mas como o tempo já passou, as coisas inevitavelmente encontram-se diferentes do que já foram um dia e até o gosto de antes já não é mais o mesmo. E aquela cena final do banho, com o casal no chuveiro, finalmente juntos, serviu para lavar a alma daqueles personagens, para tirar o peso desses problemas e obstáculos todos que eles enfrentaram para ficar juntos e nada melhor do que relembrar o momento em que provavelmente um se apaxionou pelo outro, para tentar reencontrar novamente um significado para aquilo tudo. Uma pausa necessária, um respiro quase que de alívio, apesar de pouco dramático.

O filme pode não ter um final óbvio ou pelo menos claro, o que deve deixar algumas pessoas irritadas, e fica para vc a responsabilidade de dar um final para a história desses dois, como se a vida deles continuasse a partir daquele ponto onde a história acabou para a gente, mas não necessariamente para eles. Howcoolisthat?

No meu caso, para a minha interpretação do filme, mesmo que as coisas não pareçam ser como no passado naquele momento de reflexão entre os dois no chuveiro (algo inevitável e totalmente compreensível), ou com esse encontro visivelmente desconfortável depois de tanto tempo separados e com tanta bagagem acumulada durante todo esse percurso, a minha proposta é a de um final feliz, porque afinal, eles sempre pareceram ter sido feitos para ficar juntos. Resta saber qual foi ou será a interpretação de vcs…

Me contem depois, hein?

Para comprar quando sair o DVD e colocar na prateleira dos filmes cool sobre o amor, entre “Blue Valentine” e “Last Night”.

A magia das supermodels antigas para a Harper’z Bazaar UK de Dezembro

Novembro 4, 2011

Tirando a Naomi Campbell, que todo mundo conhece das páginas policiais ou anúncios de peruca (euri), se vc nunca ouviu falar de nomes como Cindy Crawford, Helena Christensen, Eva Herzigova e Yasmin le Bon, vc não pode dizer que viveu bem. É, não pode.

Maravileeeandras e históricas!

Michelle Williams maravileeeandra para a Elle UK de Dezembro

Novembro 4, 2011

By Alexei Hay


%d bloggers like this: