Posts Tagged ‘uncle Ryan’

Logan!

Junho 17, 2013

Ryan Murphy

Pura foufurice foufa esse Logan do nosso Uncle Ryan, não?

#TEMCOMONAOAMAR?

(♥)

 

ps: e como esse David Miller do Ryan é a cara do Kevin Bacon, huh? Sempre tomo aquele susto quando o vejo…

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Something old, something new, something borrowed, something… Glee!

Maio 18, 2013

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A Season 4 de Glee foi o maior suspense dessa temporada. Ninguém sabia exatamente o que esperar das mudanças que estavam por vir, com a série praticamente se dividindo em duas, com algo antigo (something old), representado pela antiga sala do glee club de sempre e algo realmente novo (something new) com a entrada de NY para a história trazendo o cenário perfeito para os alunos já formados da escola (ou pelo menos para alguns deles), cenário do qual na verdade a gente não sabia exatamente o que esperar sobre.

Apesar da novidade parecer preocupante, uncle Ryan conseguiu resolver muito bem todas essas questões logo de cara, conseguindo por boa parte dos primeiro episódios dessa nova temporada manter um nível interessante para ambas as histórias, tanto em NY quando no antigo McKinley High, encontrando um equilíbrio importante para essa nova fase da sua série. Uma nova fase que foi muito bem recebida e desenvolvida, da qual nós falamos mais no Guilt aqui. Dessa forma, não só continuamos animados com os plots todos dos alunos ainda em fase escolar, enfrentando todas aquelas etapas que nós já conhecemos bem das três temporadas anteriores da série, como nos mantemos interessados nos atrativos de todas as possibilidades que NY estava nos trazendo, tendo como principais personagens dessa parte da história a dupla Rachel & Kurt, que tiveram um encontro lindo na cidade e a partir disso passaram a viver bons momentos nesse lado até então desconhecido de Glee.

Isso dito por alguém que sempre achou a Rachel bem meio assim e chegou a torcer para que aquele trem que a levou para NY, tivesse encontrado um desvio e tivesse desembarcado na Suíça  onde a Fox talvez não tivesse interessada em investir por enquanto. Mas tudo bem, depois de The New Normal (R.I.P) entendemos que o Ryan Murphy é mesmo apaixonado pela Lea Michele e até passamos a aceitá-la um pouco mais. E sim, eu disse um pouco mais e não “melhor”. Isso com o detalhe que com sua entrada em NYADA, Rachel acabou encontrando com sua nemesis, a professora Cassandra, interpretada ferozmente pela atriz Kate Hudson, que nunca esteve tão boa, em todo e qualquer sentido, até mesmo nesse que você possa estar pensando (e há quem diga que Glee é uma série gay. Sei… rs). Sério, quero exatamente aquele tipo de alongamento, onde vende? (rs)

Cassandra que em nada facilitou a vida da Rachel na cidade grande, transformando o seu sonho em um grande pesadelo, com direito até a dividirem o mesmo namorado. Namorado esse (Brody) que quase desestabilizou a moça, deixando Rachel entre Brody e o Finn, que ressurgia do ócio das cinzas (ele que não sabia exatamente o que fazer na vida depois de descobrir que não servia para quase nada – fico sempre morrendo de pena do ator nesse tipo de situação – e acabar com um tiro no próprio pé dado por ele mesmo durante a sua curta passagem pelo exército) para tentar reconquistar o grande amor da sua vida. Nesse caso, acho o personagem dele (Finn) um tanto quanto novo demais para se ver preso a esse tipo de amor e ou relação ainda tão cedo, mas isso talvez a imaturidade de ambos até justifique. Em meio a tudo isso, Rachel continuou tendo que provar o seu valor nas aulas de dança (e é só o que ela faz em NYADA, além de convidar o boy magia para dividir o loft com ela e com o Kurt e brincar de casinha por um tempo), além de ter quase engravidado (Huh!), de um namorado que ela veio a descobrir depois, por intermédio da Santana (bem mais experiente na vida e ela que é um recurso que sempre funcionou muito bem dentro de qualquer cenário da série) que ele na verdade era um garoto de programa. Para finalizar essa nova fase da sua vida, Rachel ainda conseguiu um teste para “Funny Girl” e todos nós sabemos que ela faria qualquer coisa para um papel que já foi da Barbra antiga. Nessa hora, ganhamos uma nova performance de “Don’t Stop Belivin” super emotiva (apesar de saber que tocaria no episódio, eu jamais imaginei que seria dessa forma) e que chegava dias antes da confirmação de que Glee, para o nosso total alívio (e existia todo um mistério no ar, suspeitando-se inclusive de um possível cancelamento), teria sido renovada não apenas para mais uma temporada e sim para mais duas, já tendo como certo o seu futuro até a Season 6. YEI! Se Rachel passou ou não no tal teste nós ainda não sabemos, mas que esse foi um momento lindo para a mitologia da série, isso foi. (vale torcer para que ela tenha passado e que o musical seja vendido rapidamente para uma turnê mundial, só para ela ficar longe, hein?)

Kurt também acabou desembarcando em NY, empurrado pelo pai, que não suportava mais ver o filho naquela situação, preso a um passado que não o pertencia mais. Acabou se transformando em um assistente do site da Vogue, onde de quebra ele descolou a Sarah Jessica Parker fingindo não ser ela, como sua fada madrinha em NY. E quando ela disse que não tinha nada melhor do que ser solteiro em NY, duvido que vocês todos também não tenham chorado. (do meu rosto escorreu uma single tear no formato de Cosmo, rs) Ainda em NY, Kurt acabou descolando com a Whoopi Goldberg (já disse que a nova temporada contou também com a participação da Whoopi? Pois contou!) uma segunda chance de tentar entrar para NYADA (e que cenário lindo aquele da sala acústica, não?), onde ele acabou conseguindo realizar o seu sonho e apesar do seu personagem ter nos apresentado um pouco mais da tão falada NYADA (AMEI o boy magia inglesa dele. Höy!), ele acabou ficando sem destaque, ganhando muito mais atenção do lado do coração, onde sofria por ter sido traído pelo Blaine, que apesar de ter confessado o crime (em um cena linda também e ao piano, ao som de “Teenage Dream”),  estava fazendo de tudo para conseguir o seu perdão e na mesma permaneceu até o final da temporada. Tanto que no desespero, terminamos essa Season 4 com o Blaine pensando em pedir o Kurt em casamento, algo que seu sogro, Burt, fez questão de desencorar, lembrando um recém passado entre o Finn e a Rachel. Outro ponto importante do personagem dentro da série, foi a descoberta do câncer do seu pai, Burt, que apesar de ter nos emocionado e bastante nesse momento (porque sempre AMAMOS essa relação de pai e filho em Glee) no final das contas acabou sendo tratada de qualquer forma, sem a atenção devida e isso eu acho uma pena. De qualquer forma, ficamos felizes por Burt estar câncer free. (até achei que essa doença teria alguma cosia a ver com o envolvimento do ator com outra série recém anunciada para a temporada 2013/2014, mas parece que não ou eles resolveram mudar de ideia no meio do caminho)

Até agora falamos bastante do “something new” da série, mas e da velha e boa parte antiga de Glee?

Em Lima, as coisas continuaram bem iguais, exceto pela chegada da Unique (que nós torcemos para), Marley (ótima no começo, mas que descobrimos ser uma péssima compositora no final, rs), Jake (o 1/2 irmão do Puck), Kitty (blonde Santana) e do Ryder (que a essa altura nós já aceitamos como prêmio de TGP). Isso sem contar a disputa da vaga para se tornar a nova Rachel que acabou ficando por conta do Blaine, embora alguns meninos (Sam + Blake) tenham divado muito mais do que ele, além da sempre excelente Brittany. Tina Cohen-Chang coitada, continuou desejando um solo, se transformou em uma fag hag de primeira para o lado do Blaine e até usou de técnicas orientais para aplicar um “vaporape” no mesmo. Apesar de não ter conseguido o destaque que sempre desejou, acho importante que o Ryan Murphy tenha mantido esse ar de deboche em relação aos sonhos da personagem, que acabou deixando tudo muito mais divertido, além de ter ultrapassado as barreiras de uma possível piada interna.

E vamos combinar que esse ar de deboche ou cinismo encontrado a todo momento na série, sempre foi um dos maiores atrativos de Glee. Talvez até por isso mesmo que o musical para a TV sempre tenha dado tão certo (isso além do apelo mais pop e bem mais cômico), porque eles conseguem lidar com situações absurdas da melhor forma possível, rindo deles mesmos, inclusive de suas resoluções. Piadas rápidas incluídas no texto acelerado da série a todo momento fazem questão de cutucar seus próprios calos, como se estivessem brincando entre eles mesmos o tempo todo, dizendo “olha, eu vou fazer isso agora, mesmo sabendo que prometi uma outra coisa, mas não liga não que eu sou assim mesmo” e por incrível que pareça, isso sempre funcionou dentro da série, porque apesar de parecer que de vez em quando eles não se importam de brincar com a cara da audiência, parece também que eles não tem a menor vergonha de assumir e dizer uma coisa dessas na nossa cara.  E sabe o que é pior? Aceitamos e continuamos achando tudo ótimo, rs. Assim, Glee conseguiu fazer até agora e já tendo garantido mais duas temporadas, algo que Smash não conseguiu fazer nunca, nem em sua primeira temporada, já bem sofrida porém um pouco menos vergonhosa e nem em sua atual temporada, essa muito mais sofrida e vergonhosa do que qualquer outra coisa na TV atual. O que foi aquela cena com o “sonho” do Derek no bar? Mas desse musical morto falaremos depois, em seu velório que acontece logo mais…

Agora, além da Brittany que sempre foi excelente (e se a atriz não tivesse ficado grávida, não teria um futuro tão incerto dentro da série daqui para o seu futuro), quem mais se destacou durante essa temporada foi mesmo o Sam, que nunca havia ganhado muito destaque, mas que durante essa Season 4, em pequenos momentos e mesmo com pequenas chances, abraçou a série e nos conquistou de vez! Sério, apesar do Blaine e até mesmo do Ryder serem os meninos da vez (Ryder que teve ataques de fúria vergonhosos em pelo menos dois momentos da temporada que foram totalmente fora de propósito…), eu acho que o maior destaque do lado boy magia da força ficou mesmo por conta do Sam, que esteve absolutamente adorkable e não só nos momentos cômicos da série, mas até mesmo nos momentos mais sérios da mitologia da série, do qual falaremos daqui a pouco. Aquela sua conversa com o Blaine, com ele assumindo que sabia do interesse do amigo para o seu lado e achava aquilo tudo natural e que apesar de não ser a dele, ele também não se sentia ofendido e pelo contrário, se sentiria ofendido se o amigo gay não tivesse o menor interesse nele, foi uma das melhores coisas dessa quarta temporada da série e uma lição para meninos imaturos e inseguros com a sua sexualidade que não conseguem lidar muito bem quando se encontram em situações semelhantes.

Como “something borrowed”, Glee continuou emprestando inúmeras referências e fundamento, como Grease (que apesar do barulho, não foi tão bacana assim), Spice Girls, um episódio inteiro com plots excelentes de super-heróis e um episódio de Natal trazendo um B Side da vida do Artie que foi extremamente emocionante, além daquele outro episódio com as rixas mais famosas do mundo da música e um casamento que nos trouxe excelentes resoluções (e uma performance memorável da Emma) e uma primeira vez lésbica que foi sensacional e realizou as fantasias de muitos fãs da série. Sem contar o repertório da série, que continuou ótimo, apostando em coisas antigas e novas e emprestando até duas ou três músicas de Girls por exemplo, ou o uncle Ryan (e a Nikki) acharam que a gente não perceberia? #OCAPETAESTADEOLHO

A única coisa que eles não conseguiram resolver muito bem dentro da série até agora foi realmente a questão dos demais ex alunos do McKinley High, que aparecem de vez me quando como convidados especiais. Isso porque na maioria das vezes eles aparecem meio que sem propósito, com uma desculpinha esfarrapada qualquer e acabam funcionando apenas como extras para a história em si, que em nada depende do desemprenho de cada um deles, exceto o Finn e a Santana, que depois de algum tempo, até que conseguiram encontrar seus lugares nessa nova dinâmica. E algo que apesar da gente até achar bacana, mas que também não pode ser tornar uma desculpa recorrente dentro da série é mandá-los de malas prontas para NY, como aconteceu com a Santana e a gente não duvida nada que acabe acontecendo com mais alguns deles. (Artie já está de passagem comprada até. E só eu achei que a participação da Mamma Gemma de Sons Of Anarchy como sua mãe, poderia ter sido melhor e ou maior? Mas enfim, Glee provando que além de tudo é uma série badass! rs) O mesmo vale para a participação do Professor Schue, que se não fosse pelo plot do casamento, teria passado completamente batido.

Mas se até agora falamos de algo novo, algo velho e algo emprestado nessa nova fase da série, ainda nos resta falar de algo Glee, porque apesar de uma ou outra novidade dessa nova temporada e todo o seu fundamento antigo de sempre, ainda restava a série nos mostrar aquele que foi o seu ponto alto dessa Season 4, algo um tanto quanto inesperado e bastante ousado até (apesar das possibilidades da vida), que para a nossa sorte, além do susto, foi tratado da melhor forma possível.

E é claro que eu estou falando do episódio com o “tiroteio” (que na verdade não foi um tiroteio e sim um acidente), que foi o maior risco que a série já correu dentro da sua história até hoje e que tinha tudo para errado, mas muito errado mesmo (quando fiquei sabendo do plot, torci o nariz imediatamente, isso até me depara com o episódio), mas que com a abordagem perfeita para o tema e a sensibilidade que nós sabemos que não falta para o uncle Ryan, o plot dramático da vez, algo inimaginável para o cenário da série (embora a gente veja de vez em quando nos noticiários algo semelhante acontecendo por aí) acabou recebendo exatamente o tratamento que merecia.

Sem fazer muito alarde a respeito do plot da vez (as promos não denunciavam o que aconteceria e se não fossem os spoilers a gente não poderia sequer imaginar), a visão de Glee para esse tipo de drama infelizmente bastante recorrente nas escolas principalmente americanas, acabou escolhendo uma abordagem totalmente diferente, mostrando apenas a reação dramática de cada um dos personagens em pânico, presos naquele momento em sua maioria dentro do glee club, ao invés de centrar a história em uma massacre ou ter escolhido um olhar mais voltado para o responsável do caos que acabou tomando conta do colégio naquele momento.

Em cena, todos corresponderam muito bem a toda a carga dramática que o plot exigia, inclusive aqueles que a gente nem conseguiria imaginar vivendo momentos como esse, como a Brittany o Sam (mais um motivo para o Chord Overstreet se tornar o líder do grupo, hein?), que estiveram muito bem durante todo o desenvolvimento da questão (e no efeito pós traumático também). O único problema do episódio é que tudo acabou demorando demais para acontecer e a parte dele que não foi centrada no que estava por vir, pareceu ter sido desperdiçada, principalmente porque ela poderia ter sido gasta para dar mais força para os motivos de quem acabou sendo revelado mais tarde,  ser o responsável, mesmo que acidentalmente pelos tiros. No momento em que a Sue Sylvester assumiu a culpa pelos disparos, pela sua justificativa, acabou ficando claro que ela estava fazendo tudo aquilo para poupar alguém e como Sue é próxima de poucos e na verdade quase ninguém dentro do colégio, ficou fácil descobrir intuitivamente quem teria sido na verdade a grande responsável por tudo aquilo.

E sim, a culpa acabou ficando para a Becky (que ao lado da técnica e anteriormente na temporada, fez uma excelente performance de Nicki Minaj), que mais cedo no episódio acabou ganhando um momento super bacana, onde declarou toda a sua angustia de não conseguir enxergar o que seria da sua vida fora do colégio. Um dúvida honesta pela qual todo mundo passa, inclusive os já formados do McKinley High também enfrentaram no passado, só não acho que da forma que foi tratado no começo do episódio, aquilo seria motivo o suficiente para a atitude da Becky, que em um instante impensado e de puro desespero, acabou acidentalmente dando os tais disparos na sala da Sue, com ela inclusive presente. Nesse momento, ficava aquela dúvida em nossas cabeças se a Becky teria sido a melhor escolha como responsável por tudo aquilo, mas por outro lado, porque não? (a propósito, AMO ela toda megabitch chamando o Blaine de Gay Blaine, AMO!)Apesar da sua condição, Becky nunca foi tratada de forma diferente dentro da série e esse também sempre foi um dos pontos altos de Glee, então porque não considerá-la como uma personagem capaz de carregar o peso de um momento como esse? Mas é preciso justificar que dito isso, não estamos levando em consideração a condição dela e sim o fato da Becky ser uma personagem queridíssima, por quem sempre torcemos (e continuamos a torcer) e não gostaríamos de vê-la naquela situação e o mesmo vale para qualquer um dos demais que nós sempre gostamos dentro da série até hoje.

De qualquer forma, esse foi um episódio silencioso de Glee, extremamente dramático para uma série que nunca foi muito levada a sério. Eu diria até que esse foi o grande momento da série até hoje, onde com sutileza, eles conseguiram mostrar o seu valor, sempre precisar apelar para um estereotipo ou rótulos que alguns insistem em colocar na mesma. Assim, Glee conseguiu provar que se quiser, consegue ir além de competições com as músicas da vez em mashups com clássicos antigos que todos conseguem acompanhar ao pé da letra e consegue também retratar de forma digna, algo que jamais havia passado pela cabeça de quem assiste a série. Clap Clap Clap uncle Ryan! De verdade, Clap Clap Clap!

Tudo bem que os episódios da sequência não foram muito animadores, inclusive a season finale, que foi bem preguiçosa e eu mesmo cheguei até a questionar se talvez a gente não tivesse pelo menos mais um pela frente. Ao mesmo tempo, devemos levar em consideração tudo o que andou acontecendo em torno da série e na vida real de alguns de seus atores, como a ida repentina do Cory Monteith para a rehab (achei bem bacana o plot do Finn na faculdade) e até mesmo a gravidez da Heather Morris, que pegou todo mundo de surpresa e nos fez ganhar uma final de temporada antecipando a saída da Britany do colégio. (e se ela realmente sumisse, seria uma pena!)

Mas mesmo com tudo isso, Glee continuou sendo aquela série que a gente assiste sem a menor culpa, debochada, cínica e que consegue nos fazer rir e chorar ao mesmo tempo, com cenas bobas ou momentos dramáticos que a gente nem poderia sonhar em encontrar dentro desse cenário (eu pelo menos quase desabei com o vídeo do Artie e a sua parte no final do episodio com o tiroteio).  E a notícia da renovação da série por mais duas temporadas não poderia ter sido mais animadora (e surpreendente!), onde para ficar mais perfeito ainda, só falta mesmo o canal Oxygen confirmar que teremos sim pelo menos mais duas edições do melhor reality show EVER, o The Glee Project, que também merecia e muito continuar. Já podemos nos inscrever? Podemos?

gLee (♥)

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A temporada deliciosa e até mesmo educativa de The New Normal

Abril 26, 2013

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The New Nornal chegou vendida como uma nova comédia sobre um casal gay encarando a chegada do primeiro filho por meio de uma mãe de aluguel. Apesar das caricaturas, com personagens deliciosamente adoráveis e um texto excelente (no melhor ritmo “Gilmore Girls” de ser no que diz respeito a velocidade de seus diálogos), mas que logo de cara eles conseguiram provar que eram muito mais do que apenas isso. Me lembro até hoje da cena de abertura da série, com o Bryan começando aquele vídeo extremamente foufo gravado para o filho, que até então não passava de uma ideia e que com poucas palavras e de forma bem simples, acabou me levando facilmente às lágrimas. Reação que não seria diferente para qualquer outro tipo de casal que estivesse passando por algo semelhante, algo que eu acho importante de se destacar.

A partir do piloto, ficou bem claro que The New Normal não seria apenas uma nova comedia comum, do tipo que estamos acostumados a ver o tempo todo, acompanhando o dia a dia de uma “clássica” família americana com condições, encarando as dificuldades encontradas no ainda desconhecido caminho quando um casal decide se tornar pais. Nesse novo cenário, a clássica família americana contava com alguns ajustes que foram necessários para levantar um pouco mais a discussão sobre as novas famílias, que de uns tempos para cá se tornaram cada vez mais comuns e precisam ser discutidas, porque na maioria das vezes o que ainda falta para entender essas novas questões são exemplos ou simplesmente uma boa discussão sobre o assunto.

Dois homens gays que decidiram ter um filho por meio de uma barriga de aluguel. Até aqui, podemos dizer que não encontramos nada de tão inovador assim no tema, que já foi discutido em diversas outras séries de TV e até mesmo no cinema. O que podemos dizer é que talvez o assunto nunca tenha sido discutido dessa forma, levantando questionamentos que quase nunca fazemos a não ser quando estamos passando por uma situação semelhante. E tudo isso de forma bem clara e objetiva, sem fantasiar demais ou ignorar aqueles que seguem na contramão fazendo cara feia para essas novas possibilidades de famílias. Não que elas também sejam tão novas assim, porque nós bem sabemos que elas sempre existiram, mas talvez agora elas tenham aparecido com mais coragem de assumir as nomenclaturas cabíveis para tal, sem se apoiar no disfarce de “tios” ou coisas do tipo e assumindo que são novas famílias compostas por dois pais ou duas mães, sem o menor problema.

E talvez nesse detalhe esteja a maior diferença da temática de The New Nornal, que durante toda essa Season 1, conseguiu nos arrancar boas risadas, mas ao mesmo tempo, sempre houve espaço para aquele aperto no coração também com os plots mais dramáticos da série, que eu prefiro acreditar que não seja necessário pertencer ao mesmo “grupo” para conseguir se emocionar com todas essas questões que eles nos mostraram de forma tão sensível e absolutamente honesta.

Impossível não se emocionar com o casal tendo que lidar com o preconceito a todo instante, seja na simples tarefa de comprar as primeiras roupinhas para o bebê ou em uma situação mais extrema qualquer, quando chega a hora de enfrentar o problema que nem sempre podemos evitar, com as famílias se envolvendo naquela situação, cada uma de sua foram e trazendo suas próprias bagagens e issues para lidar com toda aquela nova situação na vida de todas aquelas pessoas. (sem contar outros momentos memoráveis, como aquele pai se vestindo de fada para encorajar o filho a ser quem ele é. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

The New Normal - Season 1

Mas seria ela tão nova assim? Casais tem filhos o tempo todo e apesar de ser sempre uma preocupação para todos os envolvidos, não deixa de ser algo extremamente natural, que acontece o tempo todo e para boa parte das pessoas que conhecemos. Então, porque tanta dificuldade e obstáculos quando encontramos exatamente o mesmo cenário, só que com personagens do mesmo sexo? Realmente, fica difícil de entender e talvez a melhor forma seja mesmo encarar tudo com naturalidade, mostrando que existem sim outros tipos de família, que apesar de possuírem algumas diferenças, não deixam de ser absolutamente normais.

De qualquer forma, é bacana encontrar hoje uma série como The New Normal, que tenha encontrado um equilíbrio bacana entre o “novo normal” e os questionamentos que essas novas possibilidades ainda geram na cabeça de todo mundo. Alguns precisam lidar com suas próprias inseguranças, seus preconceitos e tudo mais e outros, os envolvidos diretamente nessa nova questão, precisam lidar com uma série de decisões a serem tomadas, como nesse caso a questão do doador de esperma e até os menores detalhes dessa questão toda. Mantendo esse equilíbrio, a nova série do Ryan Murphy (que nós por aqui AMAMOS) conseguiu além de tudo ser também extremamente educativa sem se estereotipar e só funcionar para um determinado grupo de pessoas porque essa nova educação, todo mundo precisa ter. Todo mundo mesmo.

Mas deixando um pouco de lado toda a questão política e social da série (que mesmo que pareça um assunto entediante, acreditem que foi levada até o final da melhor forma possível), The New Normal além de uma excelente história, nos trouxe também uma série de personagens adoráveis, do tipo que é impossível não se envolver e passar a torcer para que eles consigam atingir tudo aquilo que desejam. A começar pelo casal Bryan (Andrew Rannells) e David (Justin Bartha), que nada mais são do que um retrato da relação do próprio Ryan Murphy, que estava passando recentemente por exatamente essas mesmas questões ao lado do seu boy magia para a vida . Estava lendo uma matéria mostrando a casa do uncle Ryan um dia desses em uma revista e acabei percebendo que até a casa do casal dentro da série é bem fiel a sua verdadeira casa. Ou seja, nesse caso, a questão além de tudo era bem pessoal para o seu criador e talvez por isso tenha conseguido facilmente atingir esse nível de sensibilidade importante para a história, sem perder o humor ou a intenção de ser uma série de comédia.

E esse tiposde detalhe somado ao humor que sabemos que o Ryan Murphy tem, tornaram a série ainda mais especial, ainda mais para quem acompanha o seu trabalho em Glee, por exemplo. Sério, aqueles momentos do Bryan em seu ambiente de trabalho com o elenco de “Sing” (sim, Glee se chama “Sing” dentro da série, #TEMCOMONAOAMAR?) foram todos sensacionais e entregam muito dessa delícia que é o humor do criador de ambas as séries. Mas são pequenas pitadas de humor que obviamente fazem muito mais sentido para quem está mergulhado dentro desse universo, mas que ao mesmo tempo conseguem ser divertidas até mesmo para quem não costuma acompanhar nenhuma dessas referências que funcionam de forma excepcional também como piadas internas. (sério, ele declarando todo o seu ódio pela Quinn e não perdendo a chance de provocar o Cory dizendo que ele não conseguia chorar de jeito nenhum em cena, foram momentos impiedosos e ao mesmo tempo hilários. #STAYSTRONGCORY)

The New Normal - Season Pilot

Na série, é preciso reconhecer que boa parte do carisma do Bryan certamente foi emprestado pelo ator Andrew Rannells , que não poderia estar em uma melhor fase. Isso e toda a personalidade do próprio Ryan Murphy, que aproveita o personagem para se entregar dentro da série. O único problema nesse caso é que com Bryan, Ryan talvez tenha criado um monstro, porque em pouco tempo o personagem acabou ganhando uma força assustadora, sendo capaz de engolir cada um dos demais facilmente. Algo que de certa forma acabou prejudicando o David, personagem do Justin Bartha, que é aquele que sempre fica em segundo plano, funcionando na maioria das vezes apenas como escada para o lado megabitch do Bryan, que perde o marido mas não perde a piada. Mesmo assim, o personagem conseguiu se sustentar por ser extremamente adorável, doce e quase infantil, um nerd incontrolável, o certinho da turma, que tem a profissão dos sonhos e é o responsável do casal. (além de lindo)

Apesar das diferenças, juntos, ambos os atores mantiveram um química importante para os personagens, nos revelando aos poucos quem eram e quem na verdade gostariam de ser aquelas pessoas, deixando transparecer seus próprios medos e inseguranças, ainda mais agora que estavam prestes a deixar de ser uma dupla para se tornarem um trio. E nessa hora, esse enorme contraste entre os personagens acabou sendo importante para a história, com um completando perfeitamente e naturalmente o outro, revelando inclusive até mesmo alguns preconceitos encontrados dentro desse universo em particular. E todos os momentos em que ambos enfrentaram suas diferenças como tipos diferentes de gays (e por “gays” leia-se apenas uma diferença que poderia ser a mesma para qualquer tipo de casal, que nesse caso tratava-se de um casal gay) foram extremamente delicadas e tiveram resoluções super foufas, como se nossos corações tivessem ganhado cachecóis tricotados na aula de arte da Shania.

Shania (Bebe Wood) que se tivesse ganhado mais espaço durante a segunda metade dessa primeira temporada (bem mais focada no casal), teria facilmente roubado a cena. Agora falando bem sério, que menina adorkable, não? Ela que chegou àquela família por conta da sua mãe, Goldie (Georgia King), que era a mãe de aluguel do casal, na verdade, acabou se tornando um dos membros mais bacanas daquela nova família que inevitavelmente acabou surgindo entre todos eles. E tudo isso merecidamente, porque a personagem era um sonho de criatura, altamente politizada (o episódio meio “Mean Girls” onde ela virou a Queen B da escola foi excelente e teve uma das melhores resoluções EVA!), inteligente, cheia de personalidade e dona de um carisma absurdo, Shania na verdade era a filha que todo mundo gostaria de ter. OK, dizer todo mundo talvez seja injusto, mas falando por mim e pelo casal Bryan e David, com certeza ter uma filha como a Shania seria um sinal de missão cumprida, pelo menos no que diz a respeito de seus “alicerces”, rs.

The New Normal - Season 1

Além de ser praticamente impossível não amar aquela garotinha, todos os seus momentos dentro da série foram apaixonantes, desde a sua relação super próxima com a mãe, a qual ela conseguia entender perfeitamente, até suas participações na casa do casal, Shania foi uma das peças fundamentais para que The New Normal se tornasse essa série tão especial. Isso sem contar seus momentos de imitações e cosplay, onde ela conseguia assumir diferentes personalidades e personagens com talento de gente grande, como a sua Edie de “Grey Gardens” ou a sua excelente fase Maggie Smith, revelando o seu vício em Downton Abbey. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Mas não só grandes personagens encontramos na série e a Goldie por exemplo, foi um dos que não conseguiu se destacar em quase nada durante essa primeira temporada. Apesar da não ser nenhuma ofensa e dela até ter ganhado seus bons momentos, a maior parte deles por conta da sua proximidade com a filha, Goldie realmente não conseguiu emplacar. Mas talvez esse não tenha sido exatamente o foco. Outra que ficou no meio do caminho foi a Nana, ela que a princípio tinha a tarefa de representar os odiosos preconceituosos que ainda encontramos infelizmente por aí, mas que com o tempo acabou se transformando em outra coisa e por esse motivo, foi também perdendo a força.

Não que essa sua transformação e ou redenção não tenha sido importante para a personagem e para a história, que começou com ela não reconhecendo uma reação simples do próprio corpo ligada ao desejo e terminou com ela sendo humilhada após ter se ariscado em um sexo casual com um homem que além da idade menos avançada que a dela, pouco tinha para se sentir tão superior assim e a partir disso, Nana precisou entender que era hora de seguir adiante e encarar que o fato do mundo estar diferente atualmente, apesar de assustador, também poderia ser algo surpreendentemente positivo para uma mulher da sua idade.

Do polêmico corte de cabelo (que ficou moderno mas não ficou nada bom) até a sua libertação enquanto mulher, ela que passou anos casada com um homem gay (o que explicava parte da sua aversão), é óbvio que tudo isso foi importante para demonstrar também que esse tipo de transformação é necessária e pode acontecer com todo mundo, tendo você carregado mais bagagem na vida ou não, mas fora isso, essa mudança radical da personagem acabou sendo prejudicial para a própria, que acabou sumindo dentro dela mesmo, como se estivesse agora muito mais ocupada em se redescobrir do que com tempo sobrando para cuidar da vida dos outros. De todos os episódios em que Nana ainda era aquela megabitch, o que mais chegou a me incomodar foi aquele com o fato do casal Bryan e David não terem nenhum amigo gay, exceto pela Rocky (NeNe Leakes), algo que eles poderiam até ter justificado pelo acaso, por nunca ter ocorrido naturalmente uma relação desse tipo e não ter caído na segregação, o que nunca é muito bacana. Algo que o Ryan Murphy inclusive já fez no passado, em Nip/Tuck, quando o Doutor Troy ao ser questionado por uma de suas namoradas o fato dele nunca ter mencionado que tinha uma filho negro (e ela também era negra), a mesma acabou ganhando como resposta uma das melhores lines da TV, com ele dizendo e surpreso pela questão, que nunca havia pesando no filho assim, dizendo que esse tipo de detalhe não fazia a menor diferença para ele e por isso nunca lhe ocorrido.

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Falando nela, Rocky que nós também já conhecemos e nos apaixonamos em Glee, foi outra das boas personagens da série. Sempre com aquele humor ácido que nós amamos, referência fantásticas para os mais diferentes assuntos e uma visão bem peculiar para determinados plots, Rocky também esteve sensacional durante essa primeira temporada, sendo o pior pesadelo na Nana enquanto ainda em sua fase extremamente preconceituosa ou até mesmo sendo a assistente linda dura e braço direito do Bryan. Ela que de quebra ainda acabou adotando uma menininha super foufa perto da reta final da série (algo que foi justificado de forma meio assim, ainda mais porque o casal também acabou demonstrando interesse naquela adoção e não foi muito bem recebido) e que inclusive teve o seu grande momento quando finalmente foi promovida pelo chefe Bryan, em reconhecimento ao seu talento, em uma das cenas mais adoráveis da temporada.

Alguns pequenos detalhes ainda me incomodam na série, como aqueles pensamentos que são meio que uma viagem na imaginação de cada um deles (David e o Ryan fantasiados de Village People na buatchy ou a Rocky interpretando os 25 membros da sua família), que bem poderiam ter sido ignorados ou talvez precisassem ser encaixados de outra forma dentro da história, assumindo ou não que aquela história seria contada daquela forma (como How I Met Your Mother, Happy Endings e Modern Family fazem), algo que acabou deixando um pouco a sensação de que eles ficaram em cima do muro nessa hora. Mas esses são pequenos detalhes que facilmente eles conseguem acertar.

Outro ponto alto da séries são os personagens recorrentes e ou rostinhos conhecidos da atual mitologia do Ryan Murphy, como o John Stamos (ele e o Rob Lowe, que nunca envelhecem) e o Matt Bomer. Personagens esses que apesar de menores, funcionam muito bem dentro da história, tendo eles alguma relevância ou não. As famílias do Bryan e do David também foram excelentes aquisições para a série, mesmo com a do Bryan só tendo aparecido no final.

Um final que não poderia ter sido mais foufo, com todos os preparativos do casamento do casal Bryan + David (o segundo casamento da temporada, porque ainda tivemos o excelente casamento de mentira da Shania com o seu little boy magia, rs), que acabou não acontecendo exatamente como eles passaram um bom tempo planejando (e brigando), mas que de certa forma acabou perdendo a sua importância devido a chegada do filho do casal, com a bolsa da Goldie se rompendo ainda no altar. Apesar de ser um grande clichê (gigantesco), todas as resoluções nessa hora foram extremamente muito bem amarrados, com todos eles ganhando suas conclusões, já que existe o risco desse ter sido o final definitivo para essa excelente história. (torcendo que não)

The New Normal - Season 1

Embora todos os clichês possíveis e reunidos nesse final, o importante mesmo foi o sentimento dele, sobre o que aquelas pessoas ainda precisavam dizer antes de seguir adiante. E foi nesse momento em que a história se tornou extremamente sensível e ainda mais especial, com a Nana agradecendo a Goldie por a ter libertado daquela mulher amarga que ela vinha sendo e a ter feito sentir vontade e coragem de enfrentar o mundo que ela ainda não conhecia e que ao mesmo tempo já não a assustava mais. O mesmo valeu para o momento de reflexão entre mãe e filha, com a Shania ilustrando para a mãe o quanto a vida delas estava diferente e melhor naquele momento e o quanto elas conseguiram alcançar de tudo aquilo que desejavam quando chegaram naquela cidade. (achei bem importante também que depois do parto, ao entrar no quarto, mãe e filha dividiram primeiro um momento juntas, para só depois interagirem com os demais, algo que eu achei bastante respeitoso e delicado om todos)

Além de fofo, esse também foi um momento importantíssimo para as novas famílias, com o discurso da Shania se posicionando contra a ideia da mãe a voltar com o pai, o namorado antigo de quem ela acabou engravidando no passado (Clay – Jayson Blair), dizendo que ela amava a sua família exatamente desse jeito, separada e que não precisava que eles estivessem juntos para ser uma menina mais feliz. Sério, #TEMCOMONAOAMAR? Um discurso lindíssimo feito por uma criança, dizendo algo que não estamos acostumados a ouvir com nenhuma frequência e que pode muito bem servir como uma reflexão importante para quem esteja ou tenha passado por algo parecido.

Para o casal Bryan e David, restava agora curtir o momento para o qual elas vieram se preparando esse tempo todo e que finalmente havia se tornado realidade com a chegada do filho. Uma resolução linda que de quebra ainda teve direito a um plot religioso sensacional (gosto tanto do ator John Benjamin Hickey pelo seu papel em The Big C e acho ele um excelente ator) e o mais alto nível de foufurice possível, deixando a mensagem de que nada poderia ser mais importante naquela hora do que todos eles juntos e felizes dividindo aquele momento que todos estavam esperando desde o começo da série.

Pode não ter sido um final surpreendente, pode ter sido inclusive o final definitivo dessa história que tinha tudo para seguir adiante e que a gente adoraria ver por mais tempo na TV (#HELLYEAH), mas podemos dizer que foi o final mais normal possível para uma série tão deliciosa e porque não dizer educativa que The New Nornal conseguiu ser em tão pouco tempo.

 

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American Horror Story: Asylum – Freak, chic porém agora em uma versão bastante melhorada

Fevereiro 8, 2013

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De tanto todo mundo comentar em relação as melhoras da segunda temporada de American Horror Story quando comparada com a primeira, que foi uma total decepção, principalmente falando sobre todas as suas resoluções, me senti tentado a pelo menos dar uma conferida para ver se essa melhora era realmente tão notável assim, a ponto de conseguir me fazer ter pelo menos vontade de assistir a nova temporada.

No cenário atual, agora chamado “Asylum”, logo de cara já era possível perceber maiores possibilidades para a trama em meio àquele ambiente de loucura. Freiras impiedosas, serial killer travestido de bom moço, as vezes de papai noel (rs), exorcismos medonhos, o médico nazista totalmente sem limites e ou escrúpulos, criaturas bisonhas rondando pelos corredores pouco iluminados daquele lugar, alienígenas e abduções executadas muito bem. Realmente, a proposta dessa vez parecia ser bem diferente em relação a preguiça da primeira temporada, principalmente a parte onde eles acabaram praticamente culpando um só personagem para justificar quase tudo de ruim que acontecia naquela casa medonha. Em um cenário tão repleto de possibilidades distintas como o de agora, repetir o erro do passado me parecia impossível, ou bem difícil de acontecer e por isso, resolvi dar uma segunda chance à segunda temporada da série.

Se o que precisa melhorar encontrou o seu caminho para o melhor e isso já era possível de se notar facilmente, o que já estava bem bacana havia sido mantido, com a série permanecendo muito bem editada, com cara de terror moderno (sem grandes inovações mais reconstruindo clássicos do gênero), cenários extremamente bem cuidados, com uma beleza fácil de ser reconhecida em tamanha estranheza. A começar pelas imagens promocionais da série, que já anunciavam que esse fundamento, repetido da Season 1, havia sido mantido e esse tipo de detalhe e cuidado nós sempre achamos bem bacana e pelo menos isso nunca pareceu ser um issue dentro dessa história.

O elenco da vez também foi outro acerto do nosso querido e perturbado (porque ele deve sim ser bem perturbado e talvez por isso nós o amamos ainda mais, rs) uncle Ryan Murphy, boa parte dele também encontrado na Season 1, os melhores deles pelo menos (e quem aguentaria ver a Connie Britton totalmente cluelles novamente, heim? , que permaneceram para ajudar a contar essa nova história.

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Lindo ver uma mulher como a Jessica Lange deixando todo mundo de boca aberta, encarando lindamente uma lingerie vermelha por baixo dos seus trajes religiosos, em uma das cenas mais sensacionais em termo de magia e sedução da temporada e tudo isso por culpa do seu talento, que praticamente sobrou durante essa temporada. Agora vivendo a Sister Jude, novamente uma mulher ambígua e com mais chances de ser uma das vilãs da vez do que qualquer outra coisa, ela novamente roubou a cena sendo totalmente impiedosa com os pacientes que se encontravam sob seus cuidados, mantendo um amor proibido pelo Monsignor Timothy Howard (Joseph Fiennes, que estava em um papel super pequeno e eu já até estava aguardando que ele fosse divulgado como um dos principais para a próxima temporada, algo que não aconteceu ainda e talvez não aconteça), isso até o jogo virar e ela se encontrar como uma das pacientes da próprio hospício, onde ela foi perdendo o controle aos poucos até se tornar apenas mais um deles. E diga-se de passagem, essa foi uma excelente transição. Clap Clap Clap!

Zachary Quinto também esteve ótimo como Bloody Face, o serial killer da vez que se travestia de doutor bom moço, tentando ajudar os pacientes da clínica. Um papel que nós já vimos ele fazer muito bem, por isso nenhuma surpresa, exceto pelos excessos de estranhezas que o próprio personagem carregava, cheio de mommy issues e um vício que nós preferimos não comentar para não deixar ninguém com enjoo. Sua parceira em cena por grande parte da temporada foi a atriz Sarah Paulson, dessa vez em um papel bem maior do que a sua participação durante a Season 1, vivendo uma jornalista lésbica (Lana Winters) que em busca da história da sua vida, acabou se encontrando como uma das pacientes daquele lugar pavoroso, sendo torturada a todo tempo e tendo a chance de conhecer de perto a cabeça do personagem que havia a atraído àquele lugar, que vinha a ser exatamente o Bloody Face do Zachary Quinto. (e os dois são super amigos na vida real, além de gays assumidos e ativistas bacanas do tipo não pedantes como o modelo antigo e preguiça que não devemos seguir, nova geração!)

Saindo um pouco do lado maluco da coisa e partindo para uma questão mais sobrenatural, encontramos o Evan Peters, dessa vez bancando o bom moço antigo na pele de Kit Walker, casado com uma mulher negra em uma época em que as pessoas não estavam preparadas para esse tipo de situação. Resumindo, uma época ainda mais estúpida do que a que vivemos, obviamente, porque esse tipo de crime/ódio jamais deveria ter sido tolerado e ou existido. Enfim. Nesse cenário, tivemos a proposta da abdução, executada muito bem por sinal, mas que ao mesmo tempo acabou ficando meio que de lado durante a temporada, mesmo que a sua história tenha ganhado começo, meio e fim. Achei que nessa hora, faltou um pouquinho de coragem para abordar mais sobre o tema, que ao mesmo tempo, se tivesse ganhado mais atenção dentro da proposta da vez da série, teria acabado destoando completamente de todo o resto e por isso, no final das contas acabou aparecendo na medida exata.

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Ainda do lado sobrenatural da vez, tivemos ótimos momentos começando com um exorcismo daqueles, com direito a muita blasfêmia e aquela voz de #CREDINCRUZ que nós bem conhecemos do gênero. Dentro desse plot, ganhamos outro grande personagem para essa Season 2 de American Horror Story, com a Sister Mary Eunice (Lily Rabe, também em um papel muito maior do que o da temporada anterior e a cara do Benedict Cumberbatch de peruca loira. Sério) ganhando um habitante novo para o seu corpinho até então livre de pecados, ninguém menos do que o diabo himself. WOO. Sério, essa mulher esteve literalmente diabólica durante essa temporada e por isso acabou sendo um dos grandes destaques da mesma. Como esquecer aquela cena ótima dela cantando “You Don’t Own Me” olhando diretamente para o crucifixo pendurado na parede do seu quarto? Excelente!

Outra que esteve diabolicamente sensacional durante essa segunda temporada, foi a Frances Conroy, dessa vez bancando o anjo da morte, em cenas quase poéticas, além de também terem sido todas executadas dignamente em termos de efeitos, com a grandiosidade de suas asas pretas e uma caracterização sensacional, do figurino dramático ao make seguindo a mesma linha. E fazendo participações especiais, tivemos o Adam Levine, que até que esteve OK dentro do seu papel (melhot que no SNL, por exemplo…) e a Chloë Sevigny, em uma participação quase afetiva, sem grande destaque. (na verdade, essa segunda foi quase um desperdício)

Apesar de todos esses pontos altos da temporada, preciso dizer que embora tenha gostado muito mais dessa nova temporada do que da anterior, a qual me fez inclusive prometer não ver mais a série (e eu não sou bom com promessas, portanto), a sensação que fica ainda é a de que o Ryan Murphy sabe muito bem criar um ambiente tentador, que atraí a nossa atenção e consegue nos prender facilmente dentro do seu cenário, mas ainda não aprendeu muito bem como finalizar suas histórias, encerrando algumas delas de forma bem simples, quase que de forma desleixada até. Mas digamos que pelo menos dessa vez, eles pelo menos conseguiram acertar mais e apesar de ter achado que algumas criaturas e personagens bacanas dentro daquele ambiente foram deixados de lado para encerrar a história que mais interessava e ou era mais importante, podemos dizer que pelo menos uns 80% da história da vez foi encerrado de forma bem bacana e com uma variedade muito maior de culpados do que aquela preguiça toda da temporada anterior.

Cenas ótimas como o médico nazista se dispondo a ser cremado vivo ao lado da sua freira amada, assim como o surto da Sister Jude ao som de “The Name Game” que trouxe um pouquinho do lado Glee do uncle Ryan para esse cenário completamente diferente ao que encontramos no McKinley High (apesar de que, bem que poderiam mandar pelo menos a Rachel para lá, hein? Sugestão a ser considerada…), foram apenas alguns dos excelentes momentos da temporada, até chegarmos a sua resolução, com um episódio final ainda mais especial do que tudo que já havíamos visto até aqui.

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Lana Banana se tornando uma jornalista de sucesso e extremamente arrogante, completamente vendida, aproveitando o momento para vendar o livro da sua história para o mundo, uma história que ela mesmo havia vivido porém havia também dado aquele incrementada para deixar tudo ainda mais interessante para o seu lado, é claro, tendo que encarar o filho (interpretado pelo Dylan McDermott, sem a parte da magia antiga mas em um papel menor, do tipo que ele consegue dar conta) fruto de um estupro do grande serial killer da vez, ele que seguia os passos do pai e segundo ela mesmo, havia herdado o pior de ambas as partes. Apesar desse ter sido o grande finale de American Horror Story: Asylum, devo confessar que pelo menos essa parte eu acabei achando bem previsível e tinha certeza que aconteceria, para dar a chance da personagem principal encerrar aquele ciclo da sua vida, que precisava encontrar um fim. O que não chegou a tirar o mérito do seu encerramento, que foi muito bem executado, mas que acabou desviando as atenções para o final da outa grande personagem dessa temporada, a Sister Jude.

Esse sim, acabou me deixando bem mais surpreso, ainda mais encontrando o Kit como seu acolhedor, resgatando aquela mulher que no passado não havia sido nada bacana com ele ou com seus amigos, mas passando por cima de toda essa mágoa e trazendo a Sister Jude para perto da sua família, tentando recuperar uma mente que acabou se perdendo dentro daquele ambiente horrroso e que teve a sua situação piorada quando a igreja resolveu vender a clínica para o estado e nesse momento, as coisas acabaram se perdendo por completamente. Um final bem bacana para uma personagem excelente, que acabou tendo a sua chance de também se redimir em relação a suas maldades do passado e de quebra nos deixou com a sensação de que o Kit havia sido abduzido com um propósito e talvez os seus filhos tenham seguido esse mesmo caminho ainda tão misterioso.

E com essa grande mistura de temas e personagens, American Horror Story: Asylum acabou conseguindo atingir o que parecia impossível, abrindo os horizontes para novas e numerosas possibilidades e nos entregando uma temporada que em nada nos lembrava o que não havia sido tão bom durante a Season 1. A partir disso, comecei a imaginar os possíveis cenários para uma próxima temporada, onde já não me parecia mais pertinente um cenário reduzido, focado em um ambiente com menores possibilidades, como o da sofrível Season 1. Desde o começo, cheguei a pensar em uma prisão, ou em um campo de concentração ou de guerra para os cenários da já confirmada Season 3. Ryan MUrphy disse que um detalhe perto do fim da temporada foi uma de suas pistas para  o cenário que encontraremos durante a Season 3 e ao que tudo indica, a chegada das novas pacientes ao hospício, vestidas como prisioneiras e com a Frances Conroy chegando deliciosamente possuída e toda banhada no diesel para caminhões naquele local, para total desespero da Sister Jude, com quem ela “dividiria” o quarto naquele momento, talvez tenha sido a deixa para o que encontraremos no próximo ano da série.

Por esse motivo, nada me tira da cabeça que devemos caminhar dentro do cenário de uma prisão durante a próxima temporada, algo que apesar de ser uma saída semelhante em termos de possibilidades e quantidade de personagens bem parecido com o que encontramos no cenário atual, seguindo essa fórmula muito mais bacana da Season 2 do que qualquer coisa a respeito da  temporada anterior, temos tudo para ganhar uma Season 3 excelente de American Horror Story: Prison Break versão Girlie. E para você que se animar em assistir a série a partir de agora, esqueça a Season 1 (i wish), fingindo que ela nunca existiu e se aventure a partir dessa Season 2 que vale muito mais a pena.

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Agora é oficial, já podemos gritar para a participação do Matt Bomer em The New Normal. Então, vamos lá: HÖY!

Janeiro 9, 2013

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Ele que conforme nós já dissemos anteriormente, interpretará o ex do Bryan na série.

E se você ainda não assiste The New Normal, primeiro: qual é o seu problema? #SHAMEONYOU. Segundo: está fazendo o que aqui ainda que não começou a ver essa série deliciosa, hein? E terceiro: acabamos de te dar mais uma motivo mágico com a imagem  acima. HÖY! (em caixa alta, que todo mundo sabe que significa gritos histéricos de euforia eufórica da magia à sedução)

 

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Exatamente o que nós sentimos em relação a Rachel em Glee ou a Lea Michele na vida real…

Outubro 8, 2012

Preguiça e vontade de bocejar e eu duvido que alguém tenha resistido a um bocejo só de olhar a imagem acima, rs

E tenho três coisas para dizer sobre o episódio de Glee dessa semama (4×04 The Break-Up) :

1) Blane e sua nova versão de “Teenage Dream” com direito a nó na garganta e vontade de chorar, #TEMCOMONAOAMAR? Tem sim, na cena seguinte, com a revelação do porque de tanta emoção. #Typical

2) Fiquei realmente com muita pena do Finn dentro da série, que voltou só para perder o pouco de dignidade que ainda tinha e sair como o sem talento da turma. Fico pensando o que teria feito (ou o que não teria feito) Cory Monteith para uncle Ryan estar tratando o personagem dessa forma….

3) Maravileeeandro o momento de “The Scientist” do Coldplay, não? (♥)

 

ps: Santanão =

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Actability

Agosto 10, 2012

Semana boa essa em TGP, hein? Boa no sentido de que tivemos um bom episódio, ainda mais depois daquela preguiça que foi o da semana passada. Mas digamos que até agora eu não sei exatamente dizer qual foi o meu sentimento em relação a eliminação dessa vez, que em partes parecia um sonho, mas que chegava também com o incomodo de um  pesadelo, daqueles que vc acorda no meio da noite e não consegue voltar a sonhar com outra coisa…

Semana para colocar toda a dramaticidade para fora, onde ganhamos como convidada a Dianna Agron, que é ou não é uma atrizona, hein? (NOT) Sem mencionar os seus talentos vocais de uma voz que custa sair… mas deixaremos Quinn Fabray de lado, pq nós nos importamos zero com ela. (rs)

Homework foufo, com um certo grau de dificuldade e uma surpresa como vencedor: Michael (♥). Ele que vinha sendo constantemente criticado, o que eu nunca senti que acontecia por ele ser o pior do grupo (porque sempre houveram piores, bem piores) e sim por ele sempre entregar menos do que eles esperavam de Michael, que finalmente ganhou a sua chance de ser o destaque do episódio. Uma recompensa que também chegava com um certo ar de disfarce, como uma espécie de “prêmio de consolação”, pelo seu esforço no programa até agora. (e digamos que TGP não é muito bom em conseguir esconder o que eles não conseguem que aconteça “naturalmente” dentro do reality, vide a rivalidade criada recentemente entre Michael vs Blake por exemplo, que só eles conseguiram enxergar)

Vou confessar nesse momento para vcs que até esse ep, que foi o penúltimo dessa segunda temporada, eu bem já sabia que o Michael chegaria. Na verdade, não exatamente isso, mas ainda no primeiro episódio, ao final, quando foi exibido o preview completo dessa Season 2, eles meio que editaram de uma forma bem óbvia e acabaram entregando bastando do que ainda estaria por vir (sorry, eu presto atenção nesse tipo de coisa, tenho DDA e me prendo a detalhes). Nessa preview, uma cena me chamou a atenção, que era o momento em que o Michael corria em close como se não houvesse amanhã, perto do fim da tal preview. Com essa pista, tinha certeza que até que essa cena fosse exibida no programa (e isso só aconteceu nesse episódio), Michael, que era um dos meus preferidos declaradamente desde sempre, estaria salvo. E foi exatamente o que aconteceu. PÁ! Mas será que Michael sobreviveria a mais um episódio nas mãos da Nikki Megabitch, sempre pronta para sabotá-lo? …

E em semana onde o foco foi a atuação de cada um deles, não tivemos coreôs (#FUÉM), o que já indicava que sobraria algum espaço a mais para ser gasto no decorrer do episódio, uma pista de que algo mais precisava acontecer (hmm mmm). E para o vídeo da semana, os participantes tiveram que gravar um trailer fictício para um filme imaginário, onde cada um deles acabou tendo a chance de interpretar um papel específico e com lines improvisadas pelos próprios, em uma história onde todos eles se encontravam e estavam ligados de alguma forma. Papéis que poderiam facilmente até ser o que ele um dia chegariam a interpretar em Glee e pra mim esse foi o teste decisivo para todos eles antes da final. 

E posso dizer? Esse foi ou não foi o melhor vídeo da temporada?! Eu que vinha criticando semana pós semana todos os videos dirigidos pelo diretor Erik White, tenho que reconhecer que dessa vez ele estava em um ótimo dia, o melhor de todos eles. A edição estava super bacana, dinâmica e em poucos minutos eles conseguiram demonstrar exatamente o que seria aquele filme caso fosse algo real. Achei bem bom mesmo e achei super importante o cuidado que o próprio diretor demonstrou ter com cada um deles nessa reta final, onde não seria justo que um ou outro acabasse sendo eliminado por conta de um deslize qualquer ou pela correria das gravações, que a gente sabe que deve atrapalhar.

No vídeo, o grande destaque acabou sendo Aylin, que interpretava uma garota muçulmana do tipo bem estereotipada e que se encontrava grávida do quarterback da escola, que era totalmente escroto com ela (Blake) e que na verdade, estava era mesmo apaixonada pelo melhor amigo do namorado, papel que ficou por conta do Michael. E foi muito forte ver o sofrimento dela enquanto pessoa, antes mesmo de assumir sua nova identidade, tendo que se caracterizar como o personagem e encarar no espelho o reflexo de uma imagem que nada tem a ver com a Aylin que conhecemos e aprendemos a AMAR durante essa temporada e que era algo que ela lutou contra por toda sua vida, segunda a própria. Uma cena realmente forte e de grande impacto, mais do que o drama planejado para o tal trailer e eu espero que o uncle Ryan tenha percebido a força que o personagem dessa menina tem, com uma imensa vantagem em relação aos demais, que podem até ser bons, mas que ou são meio óbvios demais ou que nós já vimos sendo representados em Glee. Aylin é Unique! (acho que eu já disse isso, mas de qualquer forma, anota ae Ryan…)

Outro bom papel para esse vídeo foi o da Lily, que acabou ganhando a vaga de “vilã” (porque será, hein?), sendo dentro daquela história a culpada pelo acidente que acabou deixando a Ali naquela situação. Pesado neam? Ali que tinha o sonho de ser um ginasta, mas teve que abandoná-lo por conta do suposto acidente e que por sua vez no vídeo ainda interpretava a irmã do Michael. Nesse caso, Lily acabou sendo favorecida por um carga dramática bem fácil de se atingir, o que por outro lado acabou deixando Ali meio que diminuída no papel daquela que aceitava de bom coração o que a vida tinha lhe reservado após o acidente causado pela amiga. O que se vc parar para pensar, é muito mais difícil de se interpretar e encontrar o tom certo, do que alguém que tinha uma parcela de culpa daquele tamanho para carregar como o personagem da Lily Megabitch, onde a emoção necessária acabaria vindo naturalmente, de um jeito ou de outro.

A outra batalha do vídeo ficou por conta da dupla Blake vs Michael, que foram sensacionais nas cenas onde entraram em conflito pelo amor da Aylin. Nessa hora, novamente eu acabei sentindo que o Blake acabou sendo favorecido por uma preferência que os jurados nunca esconderam que tiveram desde o começo (a Nikki então, deve ter escrito um Blake de batom na rabiga até hoje), porque eu realmente não achei nada de demais naquela sua atuação bem da normal. Já o Michael… não sei se pela minha torcida declarada pelo garoto desde muito tempo (#CRUSH), acabei achando que ele foi até melhor do que o Blake em sua atuação, ou pelo menos mais surpreendente, ainda mais porque como vencedor do homework da semana, ele acabou tendo mais destaque no próprio vídeo, embora as cenas de maior impacto tenham sobrado para o Blake (sinto cheiro de favoritismo…). Mas digamos que realmente ambos foram muito bem e seria justo até declarar um empate nesse caso.

Ainda falando do Michael, quão foufo foi ele anotando todas as sugestões da Dianna Agron durante o seu momento de aula particular ao lado da atriz hein? Não me lembro de ter visto nenhum outro participante tomando a mesma iniciativa, o que eu achei bem foufo. (e seria o que eu faria no meu Moleskine, claro!)

Até que chegamos ao momento do anúncio dos três piores da noite, que devido as suas performances nesse episódio, estava bem difícil de escolher. Nesse momento, tivemos uma despedida super foufa dos três jurados que acompanharam mais de perto a evolução de cada um deles, com um Robert + Zach sendo os foufos de sempre, super emocionados e parecendo bem honestos  quanto ao que diziam naquela hora para todos eles e a Nikki sendo aquela megabitch de sempre que não engana mais ninguém, fingindo gostar de todo mundo e mentindo descaradamente dizendo que gostaria que seus filhos tivessem alguma coisa de cada um deles, quando a gente sabe que o que ela queria mesmo é que o filho que ela espera fosse a cara do Blake, rs. Ainda aposto que essa criança vai se chamar Blake se for menino e Bleka se for menina. E que ele ou ela tenha um choro bem fora da harmonia, rs.

E foi quando recebemos a notícia de que todos eles iriam se apresentar para o uncle Ryan naquela noite porque já não haviam  mais “piores” dentro da competição e Ryan dessa vez viria acompanhado dos roteiristas de Glee, para que eles pudessem avaliar de perto a força de cada um dos concorrentes enquanto possíveis personagens. E foi quando eu fiquei bem tenso, porque como todos estariam naquele palco para a apresentação, senti que tudo poderia acontecer e é claro que eu não estava preparado para perder nenhum dos meus preferidos tão perto da final, neam? (Aylin + Michael + Ali = ♥)

Michael recebeu “Girls Just Wanna Have Fun”, provavelmente como sabotagem da própria Nikki, porque ele ganhou aquela versão mais lenta e sonolenta, que o próprio Cory já interpretou na série (mas Michael fez melhor) e que ele conseguiu até que entregar direitinho, mas sem muita emoção, talvez nem muito por sua culpa e sim pela versão música em si, que não ajuda muito. Aliás, nesse momento eu não conseguia não pensar que essa seria uma música perfeita para o Charlie cantar e garantir sua vaga na final, por exemplo. Humpf! (saudade de Charlie, que volta para nos despedirmos no episódio final, claro!) Ali e Lily foram ótimas. Ali melhor ainda e é impossível não notar como a voz dessa menina acabou melhorando com o tempo, hein? Fora o seu carisma e o talento para o humor, que também são inegáveis. Lily a gente sabe que canta bem e tem carisma, mas digamos que ela se atrapalhou um pouco se aventurando entre dois personagens diferentes durante sua apresentação, que ela até que começou muito bem, com uma interpretação mais sútil e bem vulnerável, mas que logo acabou apelando para a gordinha sexy que acha que pode tudo e com todos de sempre, que já não interessava mais a ninguém.

E eu cheguei a uma conclusão a respeito da Lily. Acho que ela assistiu “Hairspray” demais na sua vida. (isso dito por alguém que praticamente acorda cantando “Good Morning Baltimore” hein? AMO  “Hairspray”, AMO!) E diga-se de passagem que para o personagem principal do musical ela seria perfeita, mas quanto a suas outras camadas… todas elas deixavam a desejar, inclusive o seu lado megabitch, que mesmo depois do aval do próprio uncle Ryan, que queria ver ela e a Aylin lutando de burca em uma piscina com gel, acabou ficando bem adormecido nessa reta final de TGP. Poor Lily, perdeu até a única coisa que sempre nos chamou a atenção para a sua personagem, que era a sua megabitchness. #FUÉN

Blake novamente foi favorecido (porque será, hein?) ganhando “Im Still Standing” de presente para a sua última chance de ir para a final, música que ele também cantou direitinho, mas é claro que não conseguiu superar a versão deliciosa do nosso Artie, neam? (♥). E Blake estava visivelmente nervoso e bem do sem graça durante toda a sua apresentação, fato. E o meu problema com o Blake é exatamente esse, acho ele extremamente óbvio, do tipo que não assume riscos e anda muito bem, só que apenas dentro da sua zona de conforto de galã e talvez só por isso tenha ficado na competição até essa altura. Juro que não é pessoal, mas acho o Blake a escolha mais óbvia para um high school americano, diferente do Michael, que poderia ser o boy magia do colégio, só que extremamente tímido e nerd, o que seria algo que nós ainda não tivemos na série, apesar de também não ser dele  o personagem pronto mais interessante. Sinceramente, com tanto personagem bacana dentro e fora da série, quem é que está interessado no novo esportista de coração mole que vai se apaixonar pela garota pouco popular do colégio, mesmo comprometido com a cheerleader megabitch da vez, hein? (R: ninguém…)

Mas e a Aylin, hein? Recebeu de presente “Fighter” da XL-Tina Aguilera e começou a sua apresentação meio capenga, com pouca força e quase dormindo. E justo na reta final, quérida? E justo com um hit com uma força enorme como esse, que todos nós cantaríamos pensando em todos os nossoas arqui-inimigos e ou boys magia negra da vida? Juro que cheguei a ficar morrendo de medo que ela fosse a eliminada da vez, porque por aquela apresentação preguiçosa ela até que merecia (só por isso, mas leiam essa parte bem baixinho, pq eu não quero que o universo ouça) ainda mais depois de alguns comentários favoráveis  por parte dos roteiristas presentes naquela noite para os demais participantes e não para ela. #TENSO (a segunda parte da música foi boa, mas talvez fosse tarde demais…)

E mais imprevisível do que nunca, uncle Ryan deu sua cartada final e disse que já que estava quase no final mesmo, ele  agora estava até disposto a mandar 2 ou 3 para casa naquela noite, sem a menor dó, o que só deixou o clima da despedia ainda mais nervoso. E foi nessa hora que recebemos a notícia de que chegava a hora do Michael se despedir de TGP, para o meu particular e total desespero. Juro que o meu coração se despedaçou em 121244574452454558658454 pedacinhos nessa hora (dava até para ouvir o barulho dos cacos caindo no chão, juro) e eu quase não acreditei que a Nikki finalmente conseguiu fazer o que ela queria durante toda essa temporada. Humpf! (gente, quero um dos roteiristas no lugar dela na próxima temporada – o bear de preferência, Höy! – e podem deixar a bee do mute lá dentro do estúdio no lugar da Nikki que não vai fazer a menor falta… WOO) Whatabi-a-tch?

Mas esse sentimento nem teve tempo para ser digerido de verdade e como merecia, porque logo na sequência, ainda focados na lista dos eliminados, a câmera desceu e vimos que não só o Michael sairia naquela noite, como Lily Mae Megabitch finalmente deixaria a competição (ÊEEEEEEEE!), o que automaticamnte reconstruiu o meu coração imediatamente com muito remendo de cola quente e me fez ficar feliz de novo (quase acordei minha roommate com o meu aplauso e gritinho fino de “Yei” naquela noite) até eu perceber novamente que o meu maior desejo durante essa temporada de TGP finalmente tinha chegado, mas que junto com ele viria uma parte bem triste, que era a despedida do meu candidato preferido desde sempre. E o coração se despedaçava novamente ao som de “KHO”, que todos nós cantamos dessa vez sorrindo quando aparecia a Lily em foco e mandando um “Suck it” bem alto e deixamos escorrer aquela single tear especial do drama dramático quando o foco estava no Michael, claro. Triste mil.

Fiquei triste e feliz ao mesmo tempo e senti que o Ryan Murphy pensou em mim ao eliminar o Michael daquela forma, me acalmando logo na sequência com o tão aguardado momento #FORALILY. Thnks Ryan!(mas o Michael  era melhor do que o Blake e bem mais interessante, SIM! – ♥)

Com isso, confesso que não tive tempo para ficar #CHATIADO ou feliz, como se um sentimento acabasse sendo anulado pelo outro nessa última eliminação de The Glee Project. E na semana que vem tem a final, que eu quase não estou me aguentando de tanta ansiedade e medo de acabar encontrando algum spoiler sem querer logo agora, restando apenas Ali (que está vestida de rainha do baile no promo da finale) + Blake (ZzZZZ) + Aylin (que está maravileeeandra de turquesa também no promo da finale), que eu espero que dessa lista, só o Blake não saia como vencedor. Sério. Desculpa qualquer coisa Blake.

E isso foi o que vcs perderam essa semana em T-H-E-G-L-E-E-P-R-O-J-E-C-T

ps: e antes do post final onde finalmente iremos conhecer o grande vencedor da Season 2 de TGP, prometo (talvez…) um post sobre o porque que a Ailyn e a Ali merecem muito mais vencer o reality nessa edição do que o Blake. Aguardem…

 

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Tenacity

Julho 30, 2012

No oitavo episódio de The Glee Project, (2×08 Tenacity) eu só consegui sentir pena dos participantes remanescentes dentro da competição que tiveram que suar a camisa (e suaram pencas) essa semana dentro do programa. Ok, digamos que foi um misto de pena e vergonha…

Como convidada da semana tivemos a Amber Riley (que estava lindíssima, diga-se de passagem) e novamente os candidatos mandaram muito bem no homework da semana, dessa vez ao som de “Survivor” antigo, que nem precisa de muito para a gente gostar, não é mesmo?

E esse episódio foi excelente não só porque botou preguiçoso para correr e suar a camisa literalmente, mas sim porque ele provou a minha teoria de que adianta sim reclamar!

Digo isso porque no meu post anterior, onde eu comentei os dois últimos episódios de TGP, cheguei a pedir para que a edição do programa tivesse mais foco na rivalidade entre Aylin e Lily, que muito se fala dentro do programa, mas que até então a gente não tinha vista quase nada de muito concreto a respeito. E não é que isso se confirmou essa semana?

Foi exatamente o que eles fizeram nesse episódio, ainda timidamente, mas colocando em evidência a disputa que a gente que ver em TGP: Aylinda (♥) vs Lily Megabitch (BOO-HOO)

Claro que como toda boa vilã, Lily Megabitch saiu na frente fazendo a ativa agressiva (que eu já disse anteriormente que sim, essa é uma categoria que existe!), se fazendo de vítima quando era visível que ela estava exagerando no seu grande talento vocal dentro do estúdio quase que deixando todo mundo surdo e recebendo um comentário dos mais inofensivos da nossa Aylinda (quase como se ela tivesse chamado a participante de boba feia),  que ela acabou aproveitando para transformar em um grande plot de rivalidade. Já repararam que Lily nunca aceita que esta perdendo por ela mesmo? Sempre tem uma desculpinha: “não fui bem dirigida”, “não fui coreografada direito”, “meu misto quente não veio cortado em diagonal e com os dois lados precisamente do mesmo tamanho”. Juro que eu não tenho paciência para essa vilã…

Com isso, Lily que mais uma vez foi parar entre os três piores (suck it!), acabou aproveitando a oportunidade para garantir a sua estadia dentro do programa por mais um tempo (isso e o seu talento, que por essa apresentação eu vou ter que concordar que ela não merecia ir para casa, não dessa vez… e pensando apenas nesse ponto do programa, que isso fique bem claro), despertando no próprio uncle Ryan o seu desejo de ver um duelo de divas dentro do programa, para o qual ele mesmo deu todo o seu aval. Já podemos comemorar? Mas melhor do que o Ryan Murphy também querendo ver sangue cenográfico nos olhos das duas participantes amigas & rivais, foi o seu comentário dizendo que com aquela apresentação, Lily “comeu o palco”, literalmente. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Antes de comentar a eliminação da semana, eu preciso revelar que o Michael é o meu preferido entre os meninos desde o começo (ainda mais agora que não temos mais o Charlie, que é com quem ele dividia a posição no meu coração), mas já estou cansando das suas desculpas quando ele não consegue se sair muito bem no estúdio, ou na apresentação, apesar de mais uma vez ele ter sofrido nas mãos da Nikki Megabicth², que eu não consigo odiar mais. Sério, que mulher pavorosa! (Arghhh!).  Sinceramente, eu concordo com o uncle Ryan quando ele disse que o garoto parece não ter a menor ideia de que ele poderia vencer aquela competição, mas custava alguém avisá-lo? Sinto que toda vez que ele passa pelas mãos da Nikki, ela faz questão de travá-lo ainda mais com comentários do tipo “Nossa, vc não conseguiu. Maiquél? O Blake conseguiu…”. #WHATABITCH

Mas ao mesmo tempo que o Michael parece contido no estúdio ou nas apresentações, ele consegue dominar a câmera como ninguém e o vídeo da semana está aí para comprovar que vale sim continuar apostando no seu talento. Go Michael! Go Michael! (odiei o par dele na performance da próxima semana…)

Falando no vídeo, o que foi aquilo, minha gente? Tortura? Mas nem o Rocky Balboa em pessoa levando 375 direitos seguidos sofreu tanto daquele jeito. Tadinhos!

Fiquei morrendo de pena de cada um deles, menos da Lily, que nada tinha que fazer a não ser jogar uma bola e bater corda (bater, nem pular ela precisava), lembrando que a Aylinda também é meio gordinha (sorry Aylin, mas a gente tá vendo) e não foi nada poupada de ter que pular aquelas barras repetidamente e sem derrubar nenhuma durante os 34 takes de vídeo em plano sequência com direito a muita atividade física. Será que essa foi uma tentativa disfarçada de colocar todos os participantes em um SPA? Hmm mmm. E mais uma vez a Ali se mostrou como uma forte competidora durante o episódio e eu gostaria de saber se só eu fico morrendo de medo da cara de louca que ela faz de vez em quando em suas performances? (fez de novo a mesma cara de demônia de ” You Oughta Know” que eu bem vi ao final da sua parte no homework)

Como os três piores da semana tivemos o lindo do Michael, que conseguiu surpreender todo mundo com a sua música, mesmo não sendo ele o melhor cantor do grupo (embora eu goste mais da voz dele do que a do Blake, que eu acho super comum…), inclusive calando a boca da própria Nikki Megabitch², que ao que tudo indica, não é sua maior fã. Da Lily nós já falamos que ela “comeu o palco”, então… (sorte dos competidores que ela foi a última a se apresentar). E ainda dentro do grupo dos três piores da semana tivemos o Abraham, que antes de se apresentar para o Ryan foi pedido pelo próprio por meio do Robert que não puxasse o seu saco durante a apresentação e todos nós ficamos mais do que constrangidos por ele com aquele pedido, ainda mais com o começo do ep, onde eles fizeram questão de mostrar uma parte da edição do episódio anterior onde o participante elogiava até o perfume do Ryan Murphy. #CONSTRANGIMENTODEFINE

Com a excelente  apresentação da Lily (dói reconhecer, eu sei…) e o plot da sua rivalidade com a Aylinda, a gente já meio que sabia que ela não seria a eliminada da semana portanto, só sobraram os outros dois. Como o vídeo do preview da temporada acabou nos revelando várias coisas em cenas inéditas (basta prestar atenção ao final do 2×01), tinha certeza que o eliminado da semana seria o Abraham.

E assim foi, mas não foi tão simples assim. Antes de tomar a decisão que poderia até ser outra naquela hora, tivemos o momento mais constrangedor da temporada, mais ainda do que o Tyler cantando Celine Dion com com a sua voz de chipmunk (rs), mais do que o próprio tombo do Abraham durante a gravação do vídeo da semana (jurava que ele tinha ficado banguelo com aquela cara na porta que ele deu, rs) que foi quando Abraham voltou para o palco para bancar a diva descontrolada, colocando a mão na cinturinha e tudo e ainda dizendo categoricamente que ele não iria sair dali por nada nesse mundo, porque ele sabia que o Ryan o amava (tá, exagerei um pouco). Sério Abraham? Vc não sabe que naquilo tudo quem manda é o uncle Ryan e ninguém mais?

Naquele exato momento, com a resposta do Ryan ao discurso do desespero do Abraham, ficou mais do que na cara que ele iria voltar para casa naquele episódio e eu diria até que foi uma decisão bem justa e isso não só pelo acontecimento da noite. Primeiro que ele era uma incógnita, o que até então poderia não ter o menor problema porque segundo o próprio uncle Ryan, ele não se importava com esse tipo de detalhe. Segundo que Abraham não conseguiu fazer um bom solo sequer e quem não ficou constrangido com a sua apresentação de “LasT Friday Night” no passado, que jogue o primeiro cd da Barbra pela janela seguido de uma single tear por tamanho sacrilégio, NOW! E terceiro que depois de mais uma apresentação bem meia boca daquelas (e olha que ele ganhou um MJ, hein?) seguida de um discurso da misericórdia capaz de fazer o Oriente inteiro dormir de tamanha preguiça em formato de desespero & descontrole hormonal, Abraham acabou se auto eliminando naquela noite, dando ele mesmo um pé na sua própria bunda (euri quando o Michael meio que fez isso com ele) com aquelas botas pavorosas e super datadas em vermelho. WOO!

Dessa forma, chegamos ao fim de mais um episódio do sensacional The Glee Project, que está chegando bem perto de sua reta final (o anterior terminou no 10º episódio e segundo o IMDB, isso deverá se repetir durante essa temporada) restando apenas Lily (ainda torço para o dia em que ela vai sair humilhada daquele palco, tipo quando a XL-Tina sicagô no maiô cantando naquele funeral, sabe?), Aylinda (Só amor 4 ever and EVA!), Ali (que eu estou amando, não me julguem), Shanna (acho esforçada, canta bem, mas nem lembro de torcer por ela)  e os boys magia Blake (passo, mas aposto que vai ser o nome do bebê da Nikki caso seja um menino, rs) e Michael ( amor verdadeiro, amor eterno – ♥). Ou seja, ou essa semana saem pelo menos dois competidores (lembrando que no penúltimo episódio da temporada anterior nós não tivemos nenhum eliminado e o preview do próxima episódio nos dá “pistas” do que poderá acontecer dessa vez…), ou teremos uma final com muita gente naquele palco, não?

Bom, e foi isso o que vc perdeu essa semana em T-H-E-G-L-E-E-P-R-O-J-E-C-T! (#TSÁ – de joelho e fazendo as clássicas jazz hands)

 

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Danceability + Vulnerability

Junho 25, 2012

SIM, The Glee Project continua sendo o nosso reality de verão (deles de lá) e por isso, mesmo com algum atraso (bastante na verdade), resolvi comentar os dois últimos episódio do The Uncle Ryan Show.

Começando pelo segundo episódio da temporada (2×02 Danceability) que testou o talento na pista dos nossos competidores. Nele, podemos reafirmar até o que eu havia percebido anteriormente e já havia mencionado: Lily é mesmo  a megabitch da vez, não tem jeito.

Dessa vez ela colocou as suas manguinhas de fora batendo boca com o Zach, dizendo que não foi dirigida como deveria (só faltou dizer como uma estrela) e por isso estava ente os 3 concorrentes com o pé mais perto do lado de fora da competição. Zach que estava demônio naquele episódio e visivelmente desapontando com o desempenho do grupo dentro da sua disciplina, que cá entre nós, foi bem ruim mesmo, e foi o que o fez colocar para fora toda a sua mágoa de professora de balé de tipo bem má. Mas até que ele foi bem leve e ficou mais magoado do que demônia, pelo menos com eles…

Como convidado da semana tivemos Samuel, ele que sabia exatamente a sensação de estar do outro lado do jogo e foi um foufo com os participantes, deu conselhos e de quebra ainda soltou a line que ele roubou da Hannah durante a temporada anterior. Que vilãozinho, não? (rs – precisava andar descalço?)

E mais uma vez meu coração acabou partido em 2545554 mil pedaços com a eliminação da semana, quando Dani não foi convocada para voltar. (glupt)! Mas como assim? Logo ela? E é em horas como essa que a gente fica bem irritado com um reality show, que prefere candidatos que movimentam a turma, mesmo que eles sejam descartados mais para frente (Lily e até mesmo o Tyler), do que quem realmente tem algum talento para a coisa. E me fala, que voz foi aquela do Tyler cantando “Daniel” do Elton John? PA-VO-RO-SA!

Até cheguei a achar que ninguém seria eliminado naquela semana por conta da desistência da participante que saiu porque estava com saudades da mãe. Sério, não tenho paciencia para os fracos e por isso nem lembro o nome dela, ZzzZZ. Mas não teve jeito e uncle Ryan não conseguiu enxergar o que todos nós vimos na Dani, que para mim já era uma das favoritas ao prêmio… (não sei porque, mas sinto que eles querem um menino como vencedor – na verdade, sei bem porque… rs)

No episódio seguinte (2×03 Vulnerability), chegou a hora dos participantes colocarem suas vulnerabilidades para fora e como ferramenta para isso, eles tiveram que usar o bullying  para entregar suas verdadeiras fraquezas e traumas do passado. Só não concordo quando o diretor do vídeo disse que hoje em dia “o bullying é uma epidemia”, porque na verdade ele sempre existiu, muito provavelmente na mesma proporção e só não tinha uma nomenclatura ainda.

Não sei quanto a vcs, mas eu sempre acabo gostando muito mais das apresentações deles todos no começo do episódio do que do video da semana, que eu sempre acabo achando meio assim, ainda mais para o volume de participantes que ainda temos nesse começo de temporada e nesse caso não foi diferente, achei o vídeo uma grande porcaria. Sorry!

E nesse episódio encontramos as famosas cenas de briga que eles já haviam nos mostrado no preview da temporada durante o primeiro episódio, que como eu disse para vcs anteriormente, não passava de cena para o video da semana. Nele tivemos alguns momentos imporantes, como quando Charlie perdeu a linha e tirou a bengala do Mario, considerando o ato apropriado para a cena naquele momento. O que de certa forma até foi, mas ele poderia ter combinado com ele antes de realmente fazer o que acabou fazendo, o que lhe custou uma indicação entre os três que deveriam se apresentar para o Ryan naquela noite. (mas eles mantiveram a tal cena no vídeo, ou seja, vai entender…

Mais uma vez, umas das vagas entre os três piores foi ocupada pela Lily, que eu sinto que está sendo colocada nessa posição propositalmente, sendo provocada para que ela acabe estourando, o que eu até acho que esteja bem perto de acontecer. Tudo bem que ela é talentosa e sabe disso, é uma gordinha que tenta parecer ser segura em relação ao seu corpo, o que nem sempre me convence, mas como mecanismo de defesa ela acaba se escondendo atrás de uma armadura de megabitch que não tem tamanho, botando medo nos demais e tentando ganhar no grito e essa sua postura meio assim sempre acaba chamando muito mais atenção do que qualquer outra coisa que ela tenha para mostrar e talvez por isso, suas lágrimas após ao final da sua apresentação não tenham sido muito convincentes. (não foram nada convincentes na verdade…)

Agora, outro que andou ganhando ares de megabitch foi o Mario, participante que eu até já havia alertado vcs para esse detalhe da sua personalidade. Ele que parece seguro demais do seu talento vocal e muitas vezes soa como arrogante ou maldoso e isso ninguém pode negar. Mas nessa hora, a sensibilidade do uncle Ryan Murphy acabou falando mais alto e ele conseguiu enxergar uma pessoa que ainda está descobrindo como se expressar dentro da sua deficiência, o que olhando por esse lado, até justifica um pouco de como vimos o participante se comportar ao ser criticado pela Nikki, que grávida e com os hormônios explodindo, também ficou ofendida demais naquele momento, não?

Mas realmente seria muito difícil eliminar qualquer um daqueles três depois de suas apresentações ao final do episódio, todas muito bem realizadas (a versão de “Fix You” do Coldplay cantada pelo Charlie então foi maravileeeandra e bem diferente da original). Por isso Ryan já gastou o bônus de poder não eliminar ninguém nesse momento, gastando a vaga que acabou sobrando com a participante que acabou abandonando a competição no episódio anterior.

Ahhh e ainda nesse episódio, a Lily revelou que foi a Queen B do seu colégio, o que obviamente não surpreendeu ninguém e de quebra ainda deu um cala boca na hora certa para o Mario, que Mario?. Mas a grande surpresa do ficou por conta da Abraham, que revelou que não é gay, mas ficou completamente  enlouquecida quando achou que o convidado da semana seria o Kurt. Sei… se entrasse o Blane, eu queria ver quem é que iria conseguir segurar toda essa alma in rainbows HT. (rs)

E isso foi o que vc perdeu em T-h-e-U-n-c-l-e-R-y-a-n-S-h-o-w (rs)

 

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