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And in that moment, I swear we were infinite

Novembro 9, 2012

Quando assistimos filmes sobre dramas da adolescência, raramente conseguimos fugir de uma série de clichês que a essa altura, já conhecemos muito bem. Quando eles resolvem retratar os populares da turma por exemplo, a história geralmente beira o pastelão preguiçoso, com personagens que muitas vezes não conseguimos nos identificar pessoalmente (por motivos óbvios), mas que identificamos facilmente na multidão a todo momento. O bobalhão comum, a turma do “Yoo Hoo”, todo high school está e sempre esteve repleto deles. Antes de reclamar, lembrem-se: “Viva a diferença” (#SadFace). Os nerds ou os excluídos da turma também sempre foram uma outra vertente dos estereótipos bastante explorada no cinema, sendo retratados por diversas vezes e geralmente de forma bem caricata ou com a simples função de fazer rir, poucas vezes conseguindo transmitir algo próximo do que seria a sensação de se sentir excluído em um período da nossa vida onde tudo ainda está muito confuso, nossas opiniões mudam a todo momento, nossa personalidade ainda está em desenvolvimento, nosso repertório ainda não é muito extenso e talvez ser aceito por um grupo qualquer nessa época seja uma das nossas maiores batalhas, que podem ou não se tornar grandes conquistas, dependendo do desempenho de cada um.

E “The Perks Of Being a Wallflower” consegue ir justamente contra tudo o que já conhecemos sobre o tema e as diversas formas com que ele já nos foi retratado ao longo do tempo, justamente por tratar tudo com uma honestidade importante, de forma direta e absolutamente natural, uma escolha que vem nos agradado bastante no cinema atual (na TV também, vejam o sucesso de Girls por exemplo) fugindo totalmente da maioria dos clichês que ninguém aguenta mais encontrar nesse tipo de história. Dirigido por Stephen Chbosky, que é também o autor do livro homônimo de 1999, em parceria com os mesmos produtores de “Juno”, encontramos no novo longa uma excelente opção de clássico para uma nova geração que está crescendo agora, onde apesar do tema “adolescente”, é impossível não acabar se identificando com o drama e seus personagens repletos de bagagem, mesmo que a nossa adolescência já tenha passado faz algum tempo. Ainda mais se você conseguir se identificar facilmente como um Wallflower. Done (✓)

Um dos grandes méritos dessa história certamente foi o fato do  filme ter sido dirigido e roteirizado pelo autor do livro, algo que acabou emprestando um caráter muito mais pessoal e importante para uma história recheada de assuntos dos mais variados possíveis. Dramas típicos da adolescência como o simples fato de ser ou não aceito pelo grupo, tentar se encaixar e descobrir o seu lugar no mundo, as primeiras experiências no amor ou com as drogas, até assuntos mais sérios e bem mais complexos como o suicídio, abusos de diversos tipos e a depressão. Todos levados a sério, mesmo quando mencionados apenas de passagem, mas sem dar um peso desnecessário para cada um desses assuntos e sem transformar a história em um dramalhão que opta por comover pelo óbvio.

Como personagem principal encontramos Charlie, um típico garoto nerd e bem tímido, que não consegue lidar muito bem com a tarefa de fazer novos amigos, ainda mais enfrentando o drama do primeiro dia de aula no high school, com uma nova turma e sem nenhum amigo por perto para facilitar as coisas. Claro que o seu maior pesadelo se torna realidade quando ele se vê sozinho nessa nova fase de sua vida (embora ele tenha alguns conhecidos, que fingem que não o conhecem), não recebendo uma recepção muito calorosa por parte dos demais alunos da escola, que logo percebem algo de “diferente” no garoto, para seu total desespero. No primeiro dia de aula, além de passar por uma série de constrangimentos, o garoto acabou encontrando seu primeiro amigo no professor de Inglês (interpretado pelo ator Paul Rudd), que mais tarde viria a se tornar uma espécie de mentor para o aluno, alimentando a sua vocação para que ele se tornasse um futuro escritor. Pessoalmente, foi impossível para mim não acabar me identificando com o personagem, principalmente na cena onde ele sabia as respostas para a pergunta do professor em sala de aula, mas faltava coragem para expressar os seus conhecimentos, muito provavelmente para evitar também a manifestação dos seus colegas de sala na sequência. A história da minha vida. (acreditem ou não, me mantive assim até a Faculdade…)

Charlie que é especialmente interpretado pelo ator Logan Lerman (“Percy Jackson & The Olympians: The Lightning Thief” ), que consegue emprestar uma doçura importante para o personagem, nele que também é possível observar toda a sua insegurança e repressão apenas no olhar ou na sua postura diante dos momentos onde ele se via cercado pelos demais alunos da escola. Aquela câmera intimista, na cara do personagem enquanto ele caminhava pelos corredores do colégio, também ajudou bastante a transmitir essa sensação de medo e insegurança que todo mundo que não é muito bem recebido, ou que é simplesmente tímido, acaba sentindo em um ambiente que reconheça como hostil.

Claro que como dificilmente alguém consegue sobreviver sozinho por muito tempo e para adquirir novas experiências, muitas vezes é necessário trocá-las com alguém, Charlie acaba conhecendo outros dois personagens que passam a ser o seu ticket de entrada para esse seu ritual de passagem da sua vida. O bacana é que esse encontro acaba se dando pelo esforço do próprio personagem, que ao se identificar com alguns dos underdogs da escola (que ele admira), o próprio acaba tentando um aproximação para não permanecer sozinho, demonstrando uma vontade de mudar o cenário ao seu redor que é bem bacana de ser percebida no personagem. Seus novos amigos são Patrick e Sam (e quem não queria ter um melhor amigo como o Patrick e se apaixonar por uma Sam que atire o primeiro VHS dos Smiths que vocês esqueceu de devolver para um amigo e nunca mais o encontrou. NOW – e sim, esse plot do VHS é pessoal), que o próprio acaba confundindo a princípio com um casal, mas que ele descobre que ambos são apenas bons amigos, além de meio irmãos. Patrick é o gay da turma, do tipo libertário, que não está muito preocupado em como o mundo vai enxergá-lo e vive em defesa da sua verdadeira identidade e acima de tudo, da sua liberdade. Sam é a típica garota dos sonhos, essa ainda mais impossível do que a garota ideal do high school (a loira megabitch e cheerleader preguiça), porque além de linda, ela também é super bacana, sensível e acaba fazendo questão de introduzir Charlie a sua turma, porque identifica no menino a grande dificuldade que era ser ele mesmo naquele momento, ainda mais quando em um instante de ‘colocação involuntária”, ele acaba revelando que teve sim um melhor amigo ao longo da vida e nem sempre foi tão solitário, mas que o mesmo acabou cometendo suicídio.

Patrick é interpretado pelo ator Ezra Miller, que todos nós lembramos pelo seu excelente e inesquecível papel em “We Need To Talk About Kevin”, que nesse caso nem chega a ser uma grande surpresa, pelo talento que nós já conhecemos do ator. Seu personagem além de também ser adorável, acaba crescendo ainda mais através da sua bagagem, que é um dos temas abordados no filme, quando ele se vê em uma situação de bullying provocado pelo ex namorado, o atleta popular da escola que ele mesmo ajudou muito no passado, mas que ao ter o namoro descoberto pelo pai homofóbico, acaba levando uma surra daquelas do próprio pai e de certa forma resolve descontar no parceiro suas próprias frustrações. E foi emocionante a forma como Patrick encarou toda aquele situação de frente, sem usar a sua maior arma naquele momento (que seria simplesmente revelar para a escola inteira que Brad – Johnny Simmons – foi seu namorado), sendo espancado covardemente pelos amigos do ex e salvo por Charlie, que entre todos eles foi o único que teve coragem de resgatar o amigo daquela situação pavorosa, talvez porque ele a entendesse como ninguém.

A violência também se faz presente no filme através do comportamento que Charlie observa dentro da própria casa ao ver a irmã em um relacionamento abusivo com o namorado (irmã que é interpretada pela Nina Dobrev de Vampire Diaries e seus pais são os atores Dylan McDermott e a Kate Walsh, que quase não aparecem no filme porque esse não era o foco). Dizem que no livro a situação se aprofunda bem mais nessa história envolvendo a sua irmã, algo que no filme acabou não acontecendo. Falando um pouco sobre as diferenças do filme com o livro, no papel a obra é composta de cartas que Charlie escrevia para um amigo anônimo (que poderia ser ele mesmo no futuro, ou o tal amigo que acabou se suicidando), algo que no filme acabou sendo substituído pela narração do personagem principal, dando voz as principais quotes do livro, como o título dessa review que eu AMO, por exemplo. Algo que eu até acho que poderia ter sido mais presente no filme (algo como em  “Submarine”, sabe?), mas que também não chega a prejudicar o longa, de tão especial que ele acabou sendo.

Outro grande destaque acabou fincando por conta da participação da Emma Watson (I ♥ Hermione) no papel da também adorável Sam, que não é por acaso que acabou se tornando a grande “crush” do Charlie dentro da história. Ela que também carrega muito bem a bagagem do seu personagem, que já havia sido muito diferente no passado, quando fazia parte do grupo dos populares, mas que um dia decidiu que aquela não era a pessoa que ela gostaria de ser e aqueles também não eram exatamente as pessoas com quem ela gostaria de estar, apesar de manter uma certa queda pelas pessoas erradas e que nunca a tratam da melhor forma em todos os seus relacionamentos (talvez porque os caras bacanas nunca a convidem para sair…). Sem sotaque e com um doçura que também não é nenhuma novidade para ninguém, Emma surpreende ao aparecer sexy a seu modo (lindamente, por sinal), enquanto interpretava o seu papel ao lado do Patrick na versão toda especial do grupo para “The Rocky Horror Picture Show”. Em uma certa altura do filme, até o próprio Charlie acaba fazendo parte da peça, algo que ao observar toda a timidez que o personagem carrega ao longo do filme, dá para imaginar que deve ter sido um passo gigantesco para aquele garoto. Go boy!

Os demais personagens também são todos bem bacanas e todos eles, mesmo os menores, tem a sua bagagem para carregar dentro dessa história, algo que eu achei notável, principalmente pela forma simples e eficaz como elas todas foram abordadas. Tem a menina rica que rouba por esporte, o namorado que vive colocado, a namorada que tenta passar uma imagem de badass, mas que na verdade é carente e absolutamente grudenta e os caras mais velhos que não tratam as namoradas mais novas muito bem e preferem apenas se aproveitar daquela situação de “superioridade”. E todas essas histórias, por menores que elas sejam, tem total relevância com a temática do filme, mostrando para o Charlie e também para quem possa se encontrar em uma situação semelhante, que ele não está sozinho naquele mar de inseguranças e que todo mundo tem os seus problemas, com a diferença de que alguns conseguem apenas lidar com eles mais facilmente, ou simplesmente aprenderam a camuflá-los melhor.

E é uma verdadeira delícia ver a trajetória do personagem durante aquele ano da sua vida, que acabou sendo surpreendente e totalmente diferente do que ele imaginava que seria. Tudo que acabou acontecendo com ele e com seus amigos, acabou sendo importantíssimo para o que aconteceu na sequência, uma vez que novamente o personagem estava prestes a se encontrar sozinho novamente, já que seus amigos estavam se formando no colégio, partindo para a faculdade e ele estava apenas no primeiro ano. Mas antes de entrar nessa parte, eu preciso dizer que tudo fica ainda mais especial com a trilha do filme (que é a mesma mencionada no livro), ao som dos Smiths (que figuram nos posteres dos quartos deles todos. Morrissey, eu te amo! Sério. Um dia vou casar ao som de “Please, Please, Please, Let Me Get What I Want”, com ou sem você, rs – por favor, não roubem a minha ideia. Originalidade é importante. Encontrar a fiancé também, rs), New Order, Sonic Youth  e “Hero” do David Bowie, que tem um papel importantíssimo dentro da trama (e na vida de todo mundo que é legal, claro!). Ou seja, uma trilha imperdível, tipo uma reunião com o dream team tocando no nosso quarto. (sempre imaginei as minhas bandas preferidas tocando dentro do meu quarto, comigo assistindo tudo de pijama, sentado na cama, rs)

Outro detalhe importante em “The Perks Of Being A Wallflower” é que ele é ambientado na década de 90, onde as coisas eram bastante diferentes de hoje em dia, ainda mais para um garoto introvertido como Charlie, que nos dias de hoje poderia muito bem se esconder facilmente atrás do seu computador ou de um gadget qualquer e dificilmente acabaria ganhando as experiências que ele adquiriu naquele que pode ter sido o grande ano da sua vida. Saiam de casa, crianças. Saiam!

Partindo para o final do filme, que por sinal, é bastante angustiante, em meio a todas as experiências desses adolescentes, somos surpreendidos por alguns flashes de memória de Charlie, com pequenas frações da sua infância, nos quais observamos um pouco da sua relação com a tia Helen (Melanie Lynskey de Two and a Half Men), personagem que descobrimos ter morrido em um acidente de carro, o que aparentemente parecem memórias inocentes com certo um ar de saudosismo e doçura, mas que ao se tornarem cada vez mais frequentes e seguidas de alguns desmaios do personagem ao longo do filme, acabamos descobrindo que a situação nesse caso, assim como os traumas todos da vida daquele personagem, eram todos muito mais profundos e bem mais graves do que a gente poderia imaginar até então. Um peso a mais para a história que talvez nem fosse necessário, mas que ao mesmo tempo não transmite a sensação de apelo ou qualquer coisa do tipo e mais uma vez figura mais como um capítulo a mais dentro dessa história contada com tamanha honestidade e até mesmo com bastante delicadeza, algo difícil de se equilibrar. Todo mundo tem uma história triste para contar e essa era a do Charlie. Humpf!

Apesar do clima não ser dos melhores perto do final do filme e a sensação nesse momento realmente não ser das mais bacanas e esse eu acho que é um mérito para o diretor, que conseguiu nos deixar com uma sensação parecida com a da mente do personagem naquele momento, que se encontrava em conflito ao começar a identificar o que suas memórias do passado traziam para completar a sua história presente, algo que acaba nos deixando com o coração ainda mais apertado ao imaginar as possibilidades para aquele personagem que aprendemos a AMAR (e nos identificar) em tão pouco tempo, mas mesmo assim, o saldo final do filme embora essa avalanche de emoções de última hora, é sim bastante positivo, mostrando que existe sim um caminho para tudo desde que você não decida ignorar os fatos. Vai ser doloroso? Vai. Pode demorar? Pode. Não vai ser fácil? Não, não vai. Mas se você tentar, tem mais chances de conseguir passar por isso tudo, carregando apenas um cicatriz aqui e ali com orgulho pela lembrança da forma com que você conseguiu passar por esse pedaço da sua própria história, que nadam mais é do que apenas um pedaço dela.

“The Perks Of Being a Wallflower” é um filme realmente muito especial, com um elenco perfeito. Um novo clássico para ocupar a nossa prateleira especial, ao lado do livro, que não só merece ser comprado, como merece também ganhar uma dedicatória escrita por nós mesmos, do tipo “Para o futuro Eu”. (♥)

 

ps: apesar da alma indie, AMO/Sou Charlie cantando Air Supply no seu quarto, rs (e eu acho “As Vantagens de Ser Invisível” um dos melhores títulos adaptados para o português)

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Glee-Ality, o delicioso e surpreendente final de The Glee Project

Agosto 24, 2011

Fiquei tenso porque não consegui assistir online ao season finale de The Glee Project, que aconteceu no domingo. Decidi esperar o Paolo Torrento trazer o episódio pra mim (o que ele costuma fazer na segunda ou terça), mas como fazer para evitar os spoillers até lá?

Recorri a toda a minha habilidade adquirida com o meu curso de leitura dinâmica por correspondência e passei a ler todas as páginas que eu visito diariamente, apenas batendo o olho e evitando as iniciciais “TGP”, rs. Tudo isso para evitar spoilers até eu de fato conseguir finalmente assistir o episódio.

O JJ mesmo fez questão de postar o resultado no domingo, entregando o nome do vencedor. Fiquei coçando para não clicar “acidentalmente” no link e descobrir quem ganhou. Mas resisti bravamente a minha auto sabotagem, rs. Assim como resisti também a assistir os 4 min finais do episódio, que como sempre acabou vazando por ai.

E a partir de agora, vc que ainda não assistiu ao episódio final de The Glee Project (1×10 Glee-Ality) deve parar a sua leitura por aqui pq vou começar a revelar spoilers e eu recomendo seriamente que vc evite de ler esse post até o fim, para não perder a experiência da total surpresa com o resultado da competição. Vale a pena, fikdik

* Mesmo assim, não vou colocar nenhuma imagem que entregue o vencedor, assim como as imagens do grande momento final, para não estragar a experiência de quem ainda não assistiu ao ep (que eu sei que esta dramático de achar)

Em outro post, eu já revelei para todos vcs o meu encantamento com o programa, apesar do fato de ter torcido o nariz sobre a idéia a princípio. Pois bem, realmente eu mordi a minha língua.

Não só The Glee Project é um excelente reality, como talvez tenha se tornado o meu preferido. Isso porque nesse caso estamos falando de talento e só isso eu já acho um ponto forte a favor do programa. Mas como se não bastasse vc ter jovens talentosos, carismáticos e que poderiam muito bem representar eu ou vc no high school antigo, tivemos tmbm excelentes jurados, sem aquela aura bitch que ronda as mesas de todo jurado de reality show, do tipo que adora humilhar os concorrentes a troco de nada. Sério, eu não sei como os concorrentes que entram nesse tipo de competição conseguem aguentar tanta humilhação. Eu por muito menos, sairia chutando tudo e gritando umas verdades na cara de quem fosse.

Mas no reality show que escolheria um novo personagem para entrar em Glee por 7 episódios, tudo foi diferente. Além de lidar com o sonho de muitos jovens, alguns realmente muito talentosos e outros mais dispostos a ganhar o seu momento em Hollywood, logo de cara, eles já me pareceram mais interessados em pessoas de verdade, em personagens da vida real e isso ficou bem claro durante toda a competição em diversos momentos.

Apesar de algumas predileções óbvias dos jurados, como o encantamento geral pelo Cameron por exemplo (e quem não se encantou por esse menino que atire o primeiro crucifixo), eles estavam mesmo interessados na caça ao “underdog”, termo muito utilizado no programa para descrever quem seria o merecedor de um papel na série. Sim, para vencer a competição vc precisava pertencer ao universo de Glee e não apenas ser o mais talentoso.

Glee é uma série que representa as minorias, e muito bem por sinal. Todo mundo esta cansado de ouvir falar disso e o assunto já virou até piada para os menos humorados sobre o assunto ou aqueles ainda magoados por tanta atenção que eles recebem, mas a verdade é que nenhuma série até hoje exaltou tanto como qualidade a identidade própria de cada um, e ainda mais mostrando o quanto eles sofrem apenas por ser quem são. Ser diferente não é fácil, é simples, mas não é encarado dessa forma e geralmente quem não estende esse tipo de colocação na série, geralmente é porque pertence ao outro grupo de pessoas, o oposto e tidos como “normais” pela sociedade. Eu me sinto representado, de verdade e certamente fui um underdog no meu own high school antigo. (o que pode servir de esperança para alguns, ou como um pesadelo para outros, sobre o que vc ainda pode vir a se tornar, fikfik)

Enfim, voltando ao programa, achei que eles conseguiram encaixar muito bem a dinâmica da série no reality. Personalidades bem definidas, o climão de escola antiga que a gente ama em Glee  e aquele momento de dizer adeus a cada eliminado, que era de partir qualquer coração ao som de “Keep Holding On”, música que eu ando cantando muito no chuveiro ultimamente por conta disso, rs.

Sem dúvidas, mais do que as apresentações, os videos, ou a última chance ao vivo no auditório, aquele momento em que os três possíveis eliminados caminhavam pelo corredor da escola, para saber quem não seria chamado para voltar para os testes, foi o momento mais emocionante de todos os episódios, além de ser sempre uma surpresa, algumas vezes também de partir o coração (Oh Hannah!). Muito mais do que um drama qualquer que tenha rolado, ou todo aquele mimimi de sempre de qualquer programa de tv apelativo.

No final, para a surpresa de todos (que esperavam apenas 3), tivemos 4 finalistas. Alex, Lindsay, Samuel e Damian, todos com a sua estrela dourada na lista que garantiu seus lugares na final.

Pausa: o que foi a participação do Kevin McHale no penúltimo episódio? Pura foufurice foufa, ainda mais quando ele tirou o seu pente da sorte e deu para a Lindsay, que venceu o desafio da semana. Howcuteisthat? (e todas ficaram com inveja, humpf!)

Dos 4 finalistas, o único para quem eu torci desde o começo foi o irlandês mais foufo do mundo: Damian. Ele não tinha a melhor voz, não tinha os melhores movimentos, nem as melhores caras, mas sempre foi um foufo e fazia por merecer a sua estadia. Sabe aquele tipo de personagem que vc torce logo de cara? Além do que, ele penou para chegar até a final e o melhor de tudo, sem fazer mimimi.

Do Samuel eu sempre gostei. Até o dia em que ele roubou o rap da Hannah. Nesse dia ele se revelou com um vilão pra mim. Apesar de que, desde o começo, a sua voz sempre foi a minha preferida.

Dentre aqueles que não estavam na final, a minha torcida sempre foi para a Hannah, que além de ruiva magia tinha um humor delicioso e eu preciso dizer que ela ficava maravileeeandra toda produzida para os videos, Höy, e também o Cameron, o representante nerd magia mais foufo desse mundo, que me lembrou muito um certo blogueiro ae com o seu fundamento (tisc tisc). Até hoje eu acho que se ele não tivesse desistido, ele teria levado o primeiro lugar no programa. Mas Cameron ainda é novinho e esta na hora certa para fazer as escolhas erradas. Mesmo assim, achei que ele foi tolo, ou nunca assistiu ao programa antes.

Linday e Alex eu sempre achei divonas demais. Ela perfeccionista, chata, arrogante e sempre tentando chamar mais atenção do que qualquer outra pessoa. A perfeita nova Rachel. Ele tão arrogante quanto, venenosa, com aquele tipo de humor que sobrevive de colocar os demais para baixo, só para se sentir melhor. Mas Alex tinha a coragem ao seu favor, e quando ele se vestia de cosplay da Dra Bailey (rs), toda a sua arrogâcia ganhava o escudo do seu talento, que era indiscutível, apesar do excesso de firula que eu não gosto muito.

A final foi cheia de surpresas e teve alguns clichês é claro, como a participação de todos os ex participantes, que todo mundo já esperava, mas que acabou resultando em uma foufurice a mais para o episódio. E vai dizer que não foi sensacional ter todos os ex participantes fazendo coro para os 4 finalistas aos som de “Don’t Stop Believing”? Fiquei até arrepiado!

O video do episódio foi meio assim, como quase todos os videos da temporada. Acho que merecia mais atenção nesse caso, pq eu quase não gostei de nenhum. E essa é praticamente a minha única crítica quanto ao programa.

Agora vamos ao momento das 4 apresentações finais, que definiriam o vencedor do projeto. Cada um deles, pela primeira vez pode escolher o que cantar. Algo que poderia funcionar com um arma para alguns, ou tmbm um tiro no pé para outros.

Todos optaram por algo dentro da sua zona de conforto, decisão que eu considerei inteligente, uma vez que chegou a hora de mostrar a sua bagagem e não ser desafiado como até então. Nesse momento, eu achei que a única prejudicada foi a Lindsay, que escolheu um clássico dos musicais, mas que sempre parecem longos demais, mesmo com a duração de 2 min. Zzzz. Algo que não se repetiu na apresentação do Alex, que tmbm escolheu uma trilha de musical, de “Dreamgirls”, mas como ele tem mais “camadas” e trejeitos ao cantar, além do fato de estar vestido de mulher, sua apresentação acabou emocionando muito mais.

Os dois outros meninos apelaram para a magia. Samuel recuperou o seu lugar no meu coração ao escolher “Jolene”. Para quem ainda não sabe, é o nome do meu croqui feminino preferido e minha personagem durante os 4 anos de faculdade de moda, que me acompanha até hoje. Até os meus professores conhecem a magia Jolene e devem se lembrar dela (convencido…). E esse tmbm é o nome da minha alma feminina, uma ruiva magia poder, rs (vulgo, meu nome na noite, euri).

Mas o Damian, ahhhh o Damian conseguiu deixar todo mundo suspirando na platéia, com toda a foufurice da dedicatória da sua música final para os seus melhores amigos no programa, Hannah e Cameron. Howcuteisthat?

Nesse momento eu achei que o prêmio era dele. Tinha certeza disso…

Até que o Ryan Murphy resolveu tecer merecidos elogios para os 4 participantes, todos visivelmente emocionados, além da platéia que tinha todos os envolvidos no programa até então, além dos participantes eliminados e os convidados especiais durante a temporada (menos o McHale).

Nesse momento, aconteceu o primeiro anúncio: Alex e Lindsay, não foi dessa vez.

Apesar de ficar triste com a derrota alheia, meus dedos continuavam cruzados, enquanto o coração quase saia pela boca. E eu falava baixeeenho para mim memso: Damian! Damian! Damian!

Me volta o Ryan Murphy, que fez mais alguns elogios para os dois meninos que sobraram para a vaga, dizendo que o Damian era o candidato para quem todo mundo estava torcendo, até mesmo o elenco da série e o Samuel era a estrela, aquele que tinha o fator “it”. Todo mundo estava visivelmente aflito nesse momento, inclusive o diretor de elenco e o coreógrafo. Até que sem rodeios ele anunciou: Samuel, vc venceu o The Glee Project. PÁ!

Apesar de ter ficado com o coração partido pelo Damian não ter levado, fiquei feliz pela escolha não ter sido óbvia, além do que o garoto era bem talentoso. Mesmo triste com a derrota do meu queridinho, eu aplaudi, pq sou um garoto educado.

Com toda aquela emoção da revelação do vencedor do programa, o Ryan Murphy pediu para o Damian descrever o que ele estava sentindo naquele momento e ele  generosamente elogiou o vencedor e disse (com um nó na garganta que só era maior do que o meu nessa hora) que é muito difícil chegar tão perto e não levar o prêmio. Awnnnn (glupt)

E foi nesse momento que o Ryan sambou na cara da sociedade e revelou que na verdade, o Damian também havia ganhado o programa. PÁ! BOOM! BANG! KABOOM! Damian! Damian! Damian! CATAPLOFT!

Nesse momento eu até derramei uma lágrima. Pode parecer idiota, lame, mas eu fiquei bem emocionado com aquele irlandês das sobrancelhas dançantes, pulando de um lado para o outro, além de ter ficado emocionado tmbm ao ver a Hannah, toda emocionada na platéia, feliz pela vitória do amigo boy magia do coração. Awwwnnnn!

Sim, tivemos um empate, nada mais do que justo e os dois vencedores terão os seus 7 episódios garantidos na próxima temporada de Glee. Howfairisthat? E eu já estou bem ansioso para isso.

E quando a gente acha que de emoção já era o suficiente para uma final, titio Ryan Murphy estava se sentindo generoso naquela noite e de brinde, ainda disse que vai escrever 2 episódios para a Lindsay e para o Alex também. Howcoolisthat?

Ai a comoção foi geral, apesar de sentir que uma das ex participantes da platéia estava rezando para que eles todos tivessem essa chance.

Ou seja, The Glee Project se revelou  uma delícia de competição que pode resultar em uma carreira além de tudo, nada óbiva, do tipo que eu não consegui acertar quase nenhum dos eliminados e me senti surpreendido até o final. Só senti falta da participação do elenco principal da série, que eu jurava que iria aparecer em peso na final para receber o seu novo colega de trabalho. Mas quem sabe na próxima temporada, hein?

Porque para quem não sabe, já estão abertas as incrições para o The Glee Project 2 e vc pode se inscrever aqui, que se eu fosse bem mais afinado, eu até me arriscaria hein? rs

O melhor de tudo é não ter me decepcionado com o final. Achei justo, achei foufo, achei sincero e achei generoso. Clap Clap Clap Ryan Murphy!

E com esse resultado final surpreendente e delicioso, eu já garanto o meu lugar no sofá todo domingo para a próxima temporada. E o que vai ser delicioso ver esses rostinhos conhecidos na próxima temporada de Glee hein? Com certeza, uma experiência que quem não assistiu ao TGP, não vai poder aproveitar tanto quanto a gente. Sorry!

ps: por esses dias saiu o episódio 1×00 (eu pelo menos não tinha visto antes), com o processo de seleção, que eu também recomendo e já estou na torcida para a entrada do namorado da Becky na série, rs. Mas a pergunta que não quer calar é: foi ele o par da Becky na formatura? Hein?


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