Posts Tagged ‘Will & Grace’

Vicious – ainda não parece genial, mas pode realmente se tornar viciante

Maio 7, 2013

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Um casal gay vivendo na terra da rainha. Um deles é um ator decadente, Freddie Thornhill (Ian McKellen) que se recusa a se comportar como um aposentado e se vangloria dos pequenos papéis que fez durante a sua carreira, como uma participação em Doctor Who por exemplo. O outro é Stuart Bixby (Derek Jacobi), esse bem mais sensível, delicado, cheio de trejeitos e afetações, mas que mesmo assim ainda não conseguiu se assumir para a mãe e diz que mora com um “amigo” com quem divide as contas, naquele velho truque da irmandade (rs). Em um apartamento antigo, super datado, com cara de museu e as cortinas sempre fechadas, ambos vivem naquele eterno atraque de elogios deselegantes, uma arte que se adquire facilmente com o tempo e com a convivência (e que também faz bastante parte da cultura gay), além de uma vida quase que inteira compartilhada nessa relação de amor, que todo mundo sabe que nem só desse sentimento sobrevive. (mas principalmente por ele)

Assim é Vicious, a nova série inglesa que conta a história desse adorável e rabugento casal gay envelhecendo juntos em meio as memórias de uma vida inteira. Além do sotaque que nós amamos e não cansamos nunca de ouvir, a série tem tudo o que nós gostamos das produções do gênero da terra da rainha, além de ser uma deliciosa comédia de situação sobre o nada, onde aparentemente tudo pode acontecer dentro daquele apartamento que mais parece a catacumba que esconde dois vampiros antigos. (que isso não soe como preconceito, porque em um determinado momento ambos demonstram uma forte rejeição a luz do sol, rs)

Um apartamento com cara de antigo, com aquele mobília pesada, escuro, onde aparentemente se é proibido sequer abrir as janelas (não falei?), cacarecos por todos os lados em um ambiente que quase nos transporta imediatamente para uma outra época. Cenário perfeito para esse tipo de história, que não precisa de uma grande movimentação ou grandes acontecimentos para se desenvolver perfeitamente ou nos fazer rir.

Claro que boa parte da história, além da língua afiadíssima de ambos os personagens que trocam ofensas daquela forma cínica que nós sempre adoramos (gay or straight), conta e muito com o carisma e talento de seus atores principais McKellen + Jacobi, que são grandes lendas da TV e do cinema, que conseguem carregar os papéis de ambos os personagens com maestria, apesar de todo o caricatismo estampado na série, que parece ter assumidamente escolhido esse caminho para percorrer.

Durante o piloto já enfrentamos uma história de luto (algo que deve ser especialmente assustador nessa altura da vida e uma vez minha avó me disse algo do tipo que me fez imaginar bem essa situação), que eles acabam aproveitando para fazer piada sobre o assunto, sendo o morto da vez um interesse em comum do passado de ambos. Nessa hora, eles acabam recebendo também a visita de velhos amigos, todos bem divertidos apesar da menor participação, assim como a amiga de longa data do casal, Violet Crosby (Frances de la Tour) que parece não saber muito bem se Zac Efron é uma pessoa ou um lugar. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

A série conta também com a participação de um vizinho magia que se muda ainda no piloto para o andar de cima do flat do casal, Ash Weston (Iwan Rheon, que atualmente também está em GOT) bem mais jovem e ainda sem preferências definida, algo que acaba despertando o interesse e a curiosidade de todos. Só achei que o plot sobre ele ser gay ou não poderia ter rendido mais e talvez até porque não ter virado uma espécie de mitologia para o personagem dentro da série, pelo menos por um tempo, claro.

Apesar de não ser genial em nenhum momento, nessa simplicidade da série e no talento dos seus atores principais está o maior trunfo da mesma, que em diversos momentos, dadas as devidas proporções, chega a nos lembrar de delícias como “A Gaiola das Loucas”, Will & Grace (e tem dedo dos produtores da série antiga na nova série também) e até mesmo Him & Her, para fugir de qualquer tipo de estereotipo. De qualquer forma, apesar de qualquer coisa (inclusive proximidade e identificação com um futuro bem possível para alguns… tisc tisc, rs), é bem possível que Vicious acabe se tornando um dos nossos mais novos vícios na TV.

Veremos…

 

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Vicious, o teaser

Abril 11, 2013

Teaser da série que tem tudo para ser o novo Will & Grace “amadurecido” (e é de um dos produtores da série antiga e também de Family Guy) e tem os excelentes Ian McKellen e Derek Jacobi no elenco. (aliás, AMEI a piadinha de Doctor Who)

#TEMCOMONAOAMAR e já esperar por coisa boa? (sem contar que os dois parecem os velhos reclamões dos Muppets em uma versão gay. Howcuteisthat?)

Diz que Vicious chega na terra da Rainha entre abril e maio. Animados?

 

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Bem meio assim o Halloween deles esse ano, não?

Novembro 1, 2012

Não sei se foi o climão “Sandy” que acabou desanimando todo mundo (#STAYSTRONGNY, que é uma das nossas badass preferidas no mundo! ♥), mas achei que esse ano o Halloween foi fraquíssimo na America antiga. Pouco investimento, pouca gente que importa ou que conhecemos pelo nível de importância na noite. Mesmo assim, conseguimos salvar algumas fantasias que adoramos durante o Halloween 2012 e outras que a gente preferia que estivessem chamuscadas e enterradas a sete palmos no cemitério mais próximos. Muah haha!

 

Esqueceu a escova e a fantasia, Katia?

Há quem diga que a Katy Perry é careca e com o seu natural hair a mostra pela primeira vez, está aí a prova de que essa fofoca não é verdade, rs

Dizem que quando ela quer sair sem ser reconhecida, Kátia Pérrola faz isso, só deixa o escovão de lado e vai para o mundo de peito aberto investindo no seu natural hair , sem os muffins que cospem chantilly, claro!

Na verdade, dizem que ela tentou ser a Jane Lane de Daria nesse Halloween, mas por amor ao desenho antigo, nos recusamos a dar esse crédito porque Kátia jamais vai merecer ser qualquer coisa de Daria. QUALQUER COISA! (nervos alterados)

 

Alguém consegue entender o senso de humor do Chris Brown?

Acho que na verdade, nem a Rihanna conseguiu entender até hoje qual é a dele, mas fica com vergonha de reconhecer que não entendeu e parecer que não pertence a turma, só pode.

O que explica as escolhas desse menino na vida?

Taliban, Chris? Seriously? É assim que você se sente em 2012?

Se bem que, em termos de covardia e ignorância, Chris não poderia ter feito uma escolha melhor, por isso aplaudimos de pé a sacada: Clap Clap Clap!

#EVERYBODYREALLYHATESCHRIS

 

Da série casal mais sem graça impossível: Pattinson + Stewart

ZzzZZZZZZZZZ

Desculpa, quase entrei em coma…

Jura que esse é o máximo de esforço que o casal mais conveniente do momento consegue fazer em noite de Halloween?

O pior de tudo é que Robert está com uma máscara que combina perfeitamente com o seu rosto, não?

Cheguei a achar que ele tinha apenas mandando plastificar a própria cara, rs

E ela deveria ter ido com uma versão de madeira. PÁ!

Dizem que eles deixaram a festa em carros separados. Ele com seu motorista particular e ela dirigindo o seu próprio caminhão, em nome dos velhos tempos…

 

The New Normal

Adam Lambert usa tanto make no dia a dia, até para ir na padaria comprar mais lápis de olho, que a gente não tem bem certeza se ele estava maquiado mesmo ou se essa era apenas a sua roupa de passeio do dia.

NEXT!

#MENOSPANKAKEADAM

 

Queen Grace!

Não consigo chamar a Debra Messing de outro jeito a não ser Grace, não adianta. (o mesmo vale para o Eric McComack, que eu chamo de Will até hoje. Sou desses, apegado…)

E #TEMCOMONAOAAMAR qualquer uma que investe tudo isso para ser Marie Antoinette por um dia?

Não, não tem. Só faltou o olhar languido do Kirsten Dunst… (precisa treinar mais, Grace!)

(♥)

 

Dito Von Pinto!

Dita, nesse caso Dito, é o tipo de mulher que eu acho que ficaria linda de qualquer jeito dentro do seu próprio fundamento.

Höy!

ps: minha mãe antigamente, tinha um cabelo igual ao da Dita Von Teese no seu dia a dia. Olho para as fotos antigas dela e sempre associo uma com a outra. (Isso até ela resolver cortar tudo depois que eu nasci e desde então ter apostado em um look mais Snow White em OUAT. Só referências em Mommy? Parabéns pelo seu dia. Nosso dia, rs. BOO!)

 

Deveria ter ido assumidamente de “Splash”…

Não essa versão que parece que só grudou uns papéis na barra da saia justíssima de sempre da Kim Kardashian ao sair de casa. (não parece TNT?)

E Kanye poderia ter se esforçado mais, não?

Tá com cara de sênior endinheirado que acha que se deu bem na noite mas no fundo sabe que para brincar nos brinquedos mais perigosos do parque, o ingresso vai custar caro. Bem caro.

 

Típico caso de frustração por não ter passado no teste para “Magic Mike”

Neil Patrick Harris, nós te entendemos a sua dor e sabemos que só isso justifica o seu shirtless para a noite de Halloween. Perdeu para o Matt Bomer? (#CRIANDOINTRIGANACOMUNIDADE)

E tem coisa mais inconveniente na noite do que gente sem camisa em festa, que passa colando em você no meio da multidão? (sim, tem um monte de outras coisas que também são bem inconvenientes, mas vocês me entenderam… Meh)

Apesar de de vez em quando ser uma boa forma de contato, nesse caso, a vista nem está valando tão a pena assim…

ADORO o Neil, mas toda vez que eu o vejo me lembro da porcaria que se tornou HIMYM, me lembro do seu Barney e só consigo pensar em um coisa: DST!

 

A família mais ADORKABLE do Halloween 2012

Falando em HIMYM, #TEMCOMONAOAMAR a família inteira da Alyson Hannigan vestida de cavalos marinhos brilhantes e coloridos desse jeito?

Não, não tem! (♥)

#PURAFOUFURICEFOUFA

 

Perdeu a chance de usar a sua melhor fantasia para 2012, hein Ashley Tisdale?

Que ao invés dessa versão Ropahrara que ela poderia jurar que era o “Batman” mas que ninguém acreditou e ou consegui adivinhar, Ashley deveria ter investido em uma fantasia mais Sons Of Anarchy, em homenagem a sua recente participação na série e devia ter ido de “monoteta” e com um polegar a menos.

Perdeu a chance de ser bem mais legal, Ashley… Fuén!

Aposto que nessa noite, ela ouviu a sua amiga vestida de Robin passar pelo mesmo constrangimento a toda hora ouvindo:

_ Hey Robin, veio sem o marido?”

_ Não, ele está ali ó, de preto e amrelo…

_  Hmm mmm, sei. Não, sério, aquela é aquela biatch que tomou uma surra da Mamma Gemma em SOA e eu quero saber onde é que está o seu marido mesmo, aquele morcegão, hein?

#PODERIATEREVITADOOCONSTRANGIMENTO

ps: e ainda ficou meio ridícula porque foi de meia. Fuén de novo…

 

Fundamento herança de família

Clap Clap Clap! Melhor fantasia EVA essa da Emma Roberts, sobrinha da Julia Roberts, vestida de “Uma Linda Mulher”, não?

Ano que vem, exigimos um look “Erin Brockovich”! Não nos decepciona Emma! (se eu conseguisse convencer o Aaron Eckhart a ir de Geoge, ia eu de Erin no ano que vem e com um sorriso de mamilo a mamilo, rs. Sério, tenho um ano para começar a tentar convencê-lo então, é melhor eu correr e terminar esse post logo. #VRUM)

 

It’s tearin’ up my heart when I’m with you/ But when we are apart I feel it too/ And no matter what I do I feel the pain/ With or without you

#TEMCOMONAOAMAR o professor Schue vestido de Justin, do NSYNC? (meu coração explodindo arco-íris enquanto continuo a letra da música no falsete e fazendo a coreô, rs)

Agora alguém me responde, ele namora ou não namora uma cosplay de Santana? Não, ela não estava fantasiada de Santana fantasiada de alguma coisa…

Quer dizer, “namora” naquelas neam?

ps: porque elas insistem em usar essa meia pavorosa?

 

A vingança de Kurt

Kurt fez o que todo namorado traído deveria fazer ao invés de se enfiar em um mundo repleto de chocolates e sorvetes direto do pote. Foi lá, investiu em um personal e voltou todo no corpão para deitar com o seu ex e não de um jeito que ele até que poderia gostar. PÁ!

Porque só isso explica o novo bração torneado do Chris Colfer, não?

Será que ela ganhou tudo isso tentando tirar todo o suco possível da uva Zizes?

A resposta? Ainda nessa temporada em Glee ou no próximo TGP, se tiver um…

ps: não vamos nem perder tempo perguntando WTF ele estava vestindo porque quando se trata de fantasia, lembramos pelo seu histórico que ele tem um dedo bem do podre…

 

Os Looney Tunes mais adoráveis do que os próprios Looney Tunes

É muito amor para uma imagem só! (palpitações enquanto imagino que eu seria…)

#TEMCOMONAOAMAR a Sugar vestida de Patoleeandro?

#TEMCOMONAOAMAR Santanão vestida da Papa-Léguas?

#TEMCOMONAOAMAR essas que nós não sabemos exatamente quem são e ou não identificamos por pura preguiça, mas quem se importa quando temos uma delas vestida de Ligeirinho e a outra vestida de Khaleesi de GOT?

Dianna Agron a gente pula por motivos óbvios de desafeto desde sempre. Chord Overmystreet a gente desejava que estivesse com mais pele a mostra e não entendemos o seu look Raul Seixas no meio da turma. Mas o que nós não entendemos mesmo é porque nem o Kurt,  a Zizes ou o nosso próprio personagem, não estavam também dentro dessa turma? Personagens é o que não faltava… (e ao que tudo indica, todos estavam na mesma festa, a do Mr Schue…)

Sinto cheiro de briga nos bastidores, hein?

 

O lobinho mais adorkable de todo e qualquer acampamento!

Darren Criss. (♥)

Que coisa mais foufa, não?

Tudo bem que se eu fosse ele, teria ido de Felicia, só para deitar todas que investiram no look Looney Tunes e não o incluíram na brincadeira, mas pelo look escoteiro e a espingarda na mão, tenho certeza que Darren já apareceu nessa festa sedento por vingança e não estava para brincadeira, hein?

Por isso e por continuar sendo um underdog até mesmo fora da TV (vai ver ele é a megabitch da turma… Será?), é dele o prêmio de fantasia mais adorkable dessa preguiça que foi o Halloween 2012!

#TOTALMENTEADORKABLE

Muah haha!

 

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Mas afinal, quem é que não gosta de finais felizes?

Maio 4, 2012

Secretamente, junto com todas as outras séries que eu venho acompanhando nessa temporada, somadas as minhas duas grandes maratonas do momento (Doctor Who + Being Erica, que já estão em suas retas finais), venho acompanhando uma outra série bem de perto, porém silenciosamente, sem fazer alarde dessa vez. A princípio, por ter ouvido falar muito bem sobre ela, comecei a pedí-la secretamente para o Paolo Torrento, mas fui deixando-a na espera, para um momento de sobra de tempo.

Até que esse momento finalmente chegou (acompanhado de um dia de cama, humpf…) e compulsivamente eu não só assisti a Season 1, como devorei a Season 2 em questão de dois ou três dias. Sim meus leitores, pausei toda e qualquer maratona que eu estava fazendo naquele momento, sem a menor culpa ou vergonha, para me dedicar a uma das “novas” comédias do momento. Estão curiosos para saber qual é ela? Duas palavras: Happy Endings.

Sim, confesso que eu me encontrei viciado em bem pouco tempo, assistindo inúmeros episódios por dia (nada como um dia de cama para nos fazer sobrar algum tempo) a ponto de conseguir terminar as duas primeiras temporadas da série em um curtíssimo prazo. Tudo bem que a série é comédia neam? E isso já é uma grande vantagem de tempo, mas se não fosse realmente boa, eu duvido que a minha paciência teria permitido que eu chegasse ao seu fim tão rapidamente. E sim, eu não precisava de mais uma comédia de 20 minutos para a minha vida, mas fazer o que se secretamente todos nós adoramos finais felizes?

Happy Endings é uma comédia da ABC que estreou em 2011 e que fala  sobre seis amigos que vivem em Chicago e enfrentam juntos plots divertidíssimos do dia a dia. Já vou dizer logo de cara que é uma série de comédia tola, com os personagens mais bobos do mundo (e ao mesmo tempo adoráveis), mas que mesmo assim, é impossível não se divertir com todos eles e eleger os seus preferidos logo de cara. Tudo bem também que a série começa com um deles sendo abandonado pelo outro no dia do seu casamento, o que poderia ser uma barra (e até foi nesse episódio piloto, uma barra divertidíssima com direito a casal de noivos em tamanho real, feitos de chocolate), mas no fundo, eu senti que eles tentaram brincar com esse plot comum de séries de comédias da década anterior, que sempre começava com alguém que abandonava o próprio casamento na última hora, ou vcs já se esqueceram dos pilotos de Friends ou de Will & Grace?

Falando em Friends, inúmeras comparações são feitas entre a nova série e o eterno ícone da comédia americana e isso até mesmo em Happy Endings, quando em um determinado momento da Season 2, eles chegam a brincar com essa comparação, com um dos personagens da série sob o efeito de “drogas” após sua visita ao dentista, onde ele acaba nomeando cada um dos seus amigos como um dos personagens de Friends antigo, na maior cara de pau, rs. Mas como nós já estamos escolados com esse tipo de tentativa de “novo Friends”, não vamos ainda elevar a série a essa patamar tão alto, porque já tivemos experiências pouco positivas nessa área, ou vcs já se esqueceram também da nossa animação exagerada com o começo de How I Met Your Mother, que em nada se parece com a série que assistimos hoje? (quer dizer, eu já abandonei desde a temporada anterior, então…)

Embora a série tenha seis bons personagens, poucos deles funcionariam bem sozinhos por exemplo e a dinâmica de Happy Endings funciona bem mais quando eles estão todos juntos, ou quando pelo menos existem plots para todos eles, o que sempre deixa o episódio bem mais divertido. E apesar dessa questão soar como uma crítica nesse momento do post, não levem por esse lado.

Mas para falar da série que é a minha mais nova queridinha entre as comédias (embora não chegue a ser genial como algumas das outras que eu também acompanho), eu preciso traçar um perfil rápido e bem sincero de cada um dos personagens. Vamos lá:

 

Jane + Brad

Juntos eles formam o único casal do grupo. Casados já tem algum tempo, ambos são adoráveis, apesar dos exageros de cada um dos seus personagens. Jane (Eliza Coupe) é a controladora do grupo, completamente obsessiva, que deve ter uns 13 milhões de zilhões de TOCs, do tipo que sempre mantém aquele “crazy eyes” que todos nós já conhecemos e mesmo assim, consegue ser uma das mais divertidas. Na série ela tem um irmã (Alex), que é totalmente diferente dela, mas já já chegaremos lá. Jane é uma mulher bem sucedida, que não mede esforços para manter a sua vida no controle, aliás, controle talvez seja uma das suas palavras preferidas. Na outra metade do casal temos Max (Damon Wayans Jr.), que exagera naquele típico humor negro americano, exagerando nas expressões, trejeitos e no humor físico de uma escola que todos nós também já conhecemos bem (Eddie Murphy, ou de My Wife And Kids, onde o personagem principal da série faz até uma ponta em Happy Endings, vivendo o próprio pai do Brad). Mesmo trabalhado no exagero, Brad consegue ser um bom personagem, tanto na dinâmica do casal, que é adorável e super engraçada, onde eles formam um dupla sensacional e que sempre rende boas piadas, ou quando ele se encontra com o resto do grupo, sempre pagando a conta (rs) e com um detalhe que faz do seu personagem praticamente uma moça, que é a sua alma extremamente feminina. Melhor dizendo, Brad tinha tudo para ser o gay afetado da turma, rs. E se vc quiser irritar o casal, basta não ter a menor intenção de sugerir um ménage, o que embora eles não sejam adeptos, seria uma grande ofensa, quase como xingar pai e mãe no meio de uma briga. (rs)

 

Dave

O homem abandonado no altar. Humpf!. Apesar desse plot do começo da temporada e disso amarrar a sua história de certa forma com a sua ex noiva na série (infelizmente), Dave (Zachary Knighton) também é um personagem do tipo adorável, sem dúvida. Para ele sobra o humor da depressão, com suas piadas mais emotivas, quase sempre não compreendidas por seus outros cinco amigos, que nunca levam o cara a sério. Ele é o tipo de personagem que precisa mostrar o tempo todo o quanto ele é cool, o que imprime o contrário disso quase que o tempo todo também, para o seu total desespero. Mas mesmo assim ele é o boy magia da turma, ou pelo menos tem seu público. Dave também é dono do seu próprio negócio, uma espécie de “caminhão de lanches”, que ele mantém em Chicago, como primeiro passo para que ele tenha no futuro o seu próprio restaurante. Mas acho engraçado que quase nunca eles todos se encontrem no trailer dele para comer, ou façam algum tipo de elogio em relação aos dotes culinários do amigo. Eu pelo menos, já fiquei com vontade de experimentar um daqueles lanches de carne, sério (bem sério!). Sem contar o seu vício por golas em V, profundo ou não profundo, que lhe rende uma intervenção divertidíssima. No episódio que ele briga com o Max e tem todas as suas t-shirts cortadas com um V super profundo, eu quase rolei de tanto rir, ainda mais com aquele final, com o Max provando do seu próprio veneno e depois com ele aparecendo pavoroso com o seu cabelo na versão curly. (euri)

 

Alex

Kim Bauer de novo? NÃÃÃÃÃÃOOOO! Ai, como eu posso dizer delicadamente para que eles matem esse “Um Show de Vizinha”? Nunca fui fã da Kim Bauer, na verdade, sempre a odiei (sendo bem sincero, nunca gostei muito de 24, prontofalei!). Não gosto da atriz (Elisha Cuthbert) e fica visível que na dinâmica do grupo na série, ela é a mais fraca, do tipo quase sem força nenhuma. Tudo bem que para Alex sobrou o papel da noiva que abandonou o Dave no altar, sem grandes motivos por sinal, o que por si só já não é um peso muito agradável de se carregar, ainda mais sendo ele um amigo em comum do grupo. Mas como esse plot do abandono no altar pouco tem importância no decorrer da série (embora eles voltem e insistam nesse clima entre os dois por algumas vezes), sua personagem acaba não funcionando muito bem, onde até agora eu não consegui enxergar a graça da tal Alex. Pra mim, ela funciona como aquele personagem anti-clima, onde quando a piada esta lá no alto, pronta para atingir um bom nível, vem ela com suas frases medíocres de “loirinha bonitinha burrinha” e joga tudo lá no chão novamente. Basta reparar na própria reação dos demais personagens para perceber o quanto ela não funciona, tão pouco suas piadas. Aliás, Dave, vc merece coisa melhor, muito melhor… Minha sugestão é que Alex vá estudar Álgebra na Alemanha e não volte nunca mais. PÁ! A propósito, gostaria de levantar aqui uma bandeira, a de que todos nós do universo da moda, já estamos cansado do personagem burrinho ou totalmente superficial, ser aquele que acaba se interessando pelo assunto. Humpf! Que estereótipo mais caricata hein? Eu pelo menos, me distancio dele e fico constrangido toda vez que me deparo com um personagem com esses traços. Para não dizer que ela não teve nenhum momento, eu ri com ela roendo o milho no formato de “Happy Hollydays” no formato Helvética e com o seu encontro, tendo como cockblock o Fred Savage (Wonder Years) em pessoa, rs. Mas foi só…

 

Max

O personagem gay menos gay do mundo. Max (Adam Pally) é o contrário de todo esterótipo gay que nós já vimos na TV. Não é a bee do salão, não é a Barbie da academia, não é aquela que luta pelos seus direitos no jurídico e tão pouco é o bear bem resolvido em suas calças de couro sem fundo, rs. Ele é meio sujo (completamente), não liga muito para moda ou higiene pessoal (rs), quase não trabalha e por isso está quase sempre duro. Mas o cara é bem engraçado, do tipo que não tem como não se divertir ao seu lado. Ele faz a linha que não quer se apegar a ninguém e  é super bem resolvido até a página dois, onde basta alguém chamá-lo de “chubby” para que Max acabe revelando o seu outro lado, completamente inseguro e preocupado com a sua atual forma física, que segundo consta (e nós vimos isso na sua versão “Mandonna” da season finale) já foi bem melhor no passado. Apesar de pouco afetado, o seu personagem de vez em quando, tem os seus momentos bem gays e todos eles são divertidíssimos. Sem contar que ele funciona muito bem ao lado de todos eles. Morando com o Dave (e o cara que mora no forro deles. Sério, tem um boy magia que mora no forro do apartamento deles), competindo com a Jane para descobrir quem sobreviveria em um mundo dominado por zombies, sendo o amor platônico da Alex, ou o melhor amigo do Brad e até mesmo como o marido gay inseparável da Penny, com quem um dia ele até já foi um casal (e era até pouco tempo, só que de mentirinha), o seu personagem sempre funciona. O episódio em que ele sai do armário e os pais dele achavam que o gay da turma era o Dave, é simplesmente sensacional, assim como aquele onde ele entra em hibernação e aos poucos vai ficando a cara do ursinho Pooh versão “The Hangover”. E o que é ele apaixonado pelo bully do Dave na academia? Sem contar, o dia em que ele resolve encontrar um gay bem gay para a Penny, onde no final do episódio, ele revela que o gay afetado da turma é ela, e não ele. Foufo mil!

 

I ♥ Penny

Penny Hartz (Casey Wilson), minha mais nova MUSE. AmAUzing! (porque esse “A” do meio tem um som mais alto e puxado, semi anasalado e eu AMO quando ela usa esse bordão, AMO!). Solteira, 30 anos (as vezes 26 e de vez em quando 29), procura. Sinceramente, entre todos eles, logo de cara, quem roubou o meu coração foi mesmo a Penny, Penny Hartz (#TEMCOMONAOAMAR esse nome? ♥). Sempre divertidíssima em todos os momentos (até quando ela aparece no plano de fundo e sem falas), ela sem a menor dúvida é quem carrega a maior parte da comédia da série (dividindo de vez em quando esse peso com o Max). Talvez seja por isso até que a Season 2 tenha sido o ano da Penny (rs). Sempre a procura de um novo namorado e se envolvendo com os tipos mais variados possíveis, Penny está sempre na caça do seu homem, que nunca chega e essa eterna procura passa a ser muito, mas muito divertida. Sem a menor culpa de ser uma mulher moderna (assumindo sem querer que até toma “o banho das vadias” de vez em quando, rs. Quem nunca?), bem sucedida e dona do seu próprio nariz (e da sua própria casa. Go Penny!), ela segue na intenção de encontrar a sua outra metade, mesmo que para isso ela tenha que se adaptar totalmente a personalidade da sua nova tentativa de boy magia. Existe até uma intenção de aproximá-la do Dave, que já apareceu por duas vezes, a primeira no episódio em que ela começa a namorar o terapeuta dele e depois no season finale dessa temporada, o que eu acho que talvez seja mais ou menos como quando tentaram algo entre a Rachel e o Joe em Friends antigo (fail). Torço pela Penny, mas não espero que ela encontre o seu boy magia tão cedo (sorry), porque essa jornada tem sido muito boa e também não acredito que ele esteja dentro do grupo. A não ser que ela encontre alguém á sua altura e isso talvez signifique a entrada de um novo personagem na série (sugiro que ele tome o lugar da Alex). E para falar bem a verdade, ela já até encontrou essa sua cara metade e o seu marido é mesmo o Max neam? Ou melhor, ela é o marido gay do Max. Com o Dave, acho mesmo que eles acabaram funcionando muito mais como meio irmãos, naquele episódio em que os pais de ambos começaram a namorar, do que qualquer outra coisa. Veremos…

E como não amar a relação da Penny com a sua mãe, que é interpretada pela atrix Megan Mullally (a Karen de Will & Grace – ♥), onde ambas tem a tradição de cantar os seus problemas no momento de DR em família, hein? Aliás, reparei que em Happy Endings, eles tem uma certa queda pelos atores de Childrens Hospital, onde diversos deles já garantiram pelo menos uma aparição na série. Vale a pena dizer também que todos os coadjuvantes da série são muito bem escolhidos e alguns deles que se tornaram recorrentes, como o amigo gay super afetado do Max e da Penny (DRAMA! – jazz hands) e a própria Megan Mullally, são simplesmente sensacionais! SENSACIONAIS!

Juntos, todos eles funcionam muito bem e nas mais variadas situações e variações de dupla por exemplo (a não ser quem tiver o azar de ficar com a Kim Bauer, que é a café com leite do grupo). Sempre metidos em situações absurdas, como a o chá de bebê fake da Jane, só porque a Penny não consegue se livrar de uma amiga pedante do passado (2×20 Big White Lies), ou em um episódio super foufo de dia dos namorados, onde no final, Max é o único deles que tira a sorte grande e recupera o boy magia do passado que destruiu o seu coração (The St. Valentine’s Day Maxssacre). Aliás, tem um outro episódio na sequência, onde todos eles, que costumam ser super críticos com todo e qualquer candidato a novo namorado de qualquer um deles, acabam se apaixonando pelo namorado do Max, o que se torna uma grande disputa entre o grupo, algo que é simplesmente sensacional também. (2×14 Everybody Loves Grant)

Entre os meus episódios preferidos da Season 1, estão aquele em que o Max encontra o gay afetado perfeito para ser a mais nova companhia da Penny, alegria que não dura muito (1×02 The Quicksand Girlfriend). Tem também aquele em que a Jane  convence a Penny a fazer aulas de defesa pessoal com ela, o que se torna um arrependimento logo em seguida, graças ao total descontrole emocional da Jane (1×06 Of Mice & Jazz-Kwon Do), ou aquele outro onde a Penny descobre que sabe falar italiano quando bêbada (1×05 Like Father, Like Gun), que é bem engraçado (na verdade, todos os episódios em que a Penny é destaque por qualquer motivo, já são bem sensacionais). Gosto muito também daquele onde o Max dá o fora no novo boy magia inglês, para o total desespero da Jane (1×08 The Girl With the David Tattoo), além daquele em que o Dave  e o Max formam uma dupla inspirada no Steven Seagal (rs), para dar um pau no cara que ajudou a arruinar o seu casamento com a Alex (que diga-se de passagem, ela não ficou com nenhum dos dois…). Mas nada se compara ao episódio onde o Max ensina a Penny as regras de como se tornar uma hipster, onde além de tudo ganhamos um plot muito bom também com a competição entre o Max e a Jane, de quem sobreviveria a um ataque de zombies (com os hipsters fazendo o papel de zombies nesse momento) que talvez seja o melhor de toda a primeira temporada (1×07 Dave of the Dead). Rolei de rir compulsivamente com cada uma de suas regras. E não é que a Penny ficou linda na versão hipster? Mesmo ficando a cara da Punky, com tantas camadas de outfit.

A Season 2, que é maior (21 eps contra 13 da primeira temporada), tem também episódios mais divertidos, embora eles tenham conseguido manter um bom equilíbrio entre as duas temporadas. A sequência de abertura do primeiro episódio por exemplo (2×01 Blax, Snake, Home), com aquele “massacre” na suite de hotel dos ex noivos, foi realmente muito boa. Muito boa mesmo! Ai vem uma sequência de episódios excelentes, como aquele inspirado em “Mean Girls”, onde Penny e Alex se tornam BFFs das garotas mais populares do colégio (de onde ambas já saíram faz tempo), além da visita da mãe da Penny, que foi um ganho para a série (2×03 Yesandwitch), seguido do episódio em que o novo chefe não gosta do Brad, que ainda tem a nova namorada do Dave, que é do tipo super sincera e que acaba irritando todos eles (2×04 Secrets And Limos), até chegarmos ao episódio de Halloween da série, que não só trouxe o Dave vestido de Austin Powers (e ele estava ótimo), que todo mundo achava que era o Elton John (conflito de gerações, rs), como colocou o casal Jane e Brad em uma situação bem complicada, encarando o inferno do Halloween no subúrbio (2×05 Spooky Endings). Uma sequência de episódios bem sensacionais!

Depois só melhora, com a visita da ex namorada do Max (2×07 The Code War), e a Penny quase enlouquecendo com a presença dela, ou quando a própria resolve bancar a tia perfeita para os sobrinhos do Max (2×08 Full Court Dress), onde ela acaba assustando eles com uma visita a uma espécie de museu de bonecas antigas totalmente medonhas. Nessa temporada, ainda ganhamos mais uma excelente competição entre o Max e a Jane, dessa vez  por conta de uma blusa que ambos tinham em comum (2×10 he Shrink, The Dare, Her Date And Her Brother), ganhamos também o plot do namoro entre o pai do Dave e a mãe da Penny, onde ele se tornou uma criança birrenta e ela a irmã mais velha super pé no saco (2×11 Meet the Parrots), além de uma visita animada ao dentista feita por Brad, ele que nunca teve um cárie até que enfrenta o dia do aparecimento da sua primeira, que é o mesmo do dia dos namorados. Muito bom também, é o episódio onde eles enfrentam o inverno (2×15 The Butterfly Effect Effect), que só dá espaço para a primavera, quando o casal Jane e Brad tem a sua briga anual, que custa para acontecer esse ano, mas que quando chega é muito engraçada também. Na verdade, para resumir esse post que já está ficando enorme, tenho que dizer que essa segunda temporada é realmente bem boa por completo e ponto. (rs)

Mas o seu ponto alto durante essa Season 2, sem dúvida foi o episódio com a Corrida da Rosalitta (que é o bar que eles mais frequentam na série), episódio esse que faz uma homenagem aos vários filmes gravados em Chicago, além  de fazer uma série de referências ao trabalho cinematográfico de John Hughes e vários dos seus clássicos da década de 80, que todos nós somos órfãos até hoje (graças a Sessão da Tarde). Um episódio primoroso, que além de ser uma ótima homenagem, consegue também ser hilário, como uma boa série de comédia deve ser.

E esse papel de entretenimento até que fácil enquanto comédia, Happy Endings consegue alcançar com maestria. Pode não ser uma série das mais genias do mundo, embora faça várias referências a cultura pop em todos os seus episódios, sempre muito bem feitas ou executadas por sinal, pode ter algumas falhas aqui ou ali no elenco (a maior delas sendo a Kim Bauer permanecendo na série) e pode até utilizar de alguns clichês que todos nós já conhecemos de algum outro lugar (todos eles trabalhados de forma diferente, muitas vezes se tornando superiores à suas referências), mas nada que chegue a incomodar, muito pelo contrário, a série consegue o feito de ser fácil de se digerir, mesmo mantendo um bom nível de inteligência em quase todas as suas piadas, em um equilíbrio perfeito que não é tão fácil de se alcançar. E essa despretensão de Happy Endings, de não tentar parecer cool ou inteligente demais, talvez seja o seu maior trunfo, recuperando até mesmo um pouco daquele humor antigo mais simples dos anos 90, que todos nós gostamos tanto até hoje.

Ou seja, acho que eu já falei o suficiente para tentar convencê-los a adquirir mais uma série de comédia em suas listas não? Juro que vcs não vão se arrepender! JURO! (penso até em adquirir uma nova virose, só para assistir tudo de novo, rs). E para quem tiver meio sem tempo, dá para aproveitar a Summer Season de logo mais, que é sempre aquele marasmo que todos nós já conhecemos bem, para quem sabe encarar uma maratona de Happy Endings, hein? Para se divertir facilmente e com coisa boa, vale super a pena.

#AmAUzing!

Will deve estar roendo os cotovelos

Março 8, 2012

Que a Grace está sensacional em Smash e detalhe, para desespero do Will (de Will & Grace, onde o personagem sempre achou a voz dela pavorosa), ela anda cantando na nova série e até que bem viu? (sorry, não consigo chamá-la de outra forma)

Por enquanto foi pouca coisa, mas mesmo assim a Debra Messing está indo muito bem soltando a sua voz.

Aliás e que série mais deliciosa, não? Estou bem apaixonado por Smash e os números musicais estão cada vez melhores.

E até agora, a minha música preferida foi “History is Made At Night”, mesmo com o número de “Never met a wolf who didn’t love to howl” que foi pra lá de especial. (na verdade, o ep 1×04 “The Coast Of Art” foi todo bem bom e é de onde saíram essas faixas)

E quem não viu Smash ainda, não sabe a delícia que está perdendo.

ps: I ♥ Will & Grace

Alguém tinha alguma dúvida de que o piloto de Smash seria bem bom?

Janeiro 19, 2012

Para começar, uma série que reúne musical + Marilyn + Grace e o seu melhor amigo gay+ NY, já tem uma grande vantagens em nossos corações, não?

E Smash fez um piloto bem direitinho, introduzindo bem os personagens, desenvolvendo um pouco das histórias de cada um deles e com números musicais ótimos, o que é sempre um ponto bem positivo para quem gosta de musicais.

A série tem como história os bastidores de um espetáculo da Broadway baseado na vida da Marilyn Monroe e assim eles contam um pouco da dificuldade e da trajetória de todos os personagens envolvidos nesse plot de criar o novo grande musical da Broadway.

Parece realmente que nós estamos assistindo os ensaios, vendo o musical ganhar forma e com isso os personagens vão ganhando mais força, se tornando mais interessantes. Eu pelo menos fiquei bem curioso para ver o que vem pela frente, apesar de já conseguir até imaginar boa parte da história, com o preview dos demais eps que rola no final do episódio piloto.

Ficou meio que na cara desse preview, que o grande plot da temporada será a indecisão da produção do espetáculo sobre  as duas atrizes aparentemente perfeitas para o papel, cada uma com os seus pontos positivos a seu favor, disputando a vaga da Marilyn no palco e que muito provavelmente, ambas vão tomar rumos bastante diferentes para tentar conseguir agarrar essa chance de ser o novo rosto e voz da Broadway, o que é o sonho de todas (inclusive nós, rs. Quem nunca se imaginou no palco da Broadway?). E parece que apesar de uma imprimir ser mais “mocinha” do que a outra, vai ficar difícil não acabar torcendo para as duas.

O elenco me pareceu ótimo, adorei a Anjelica Huston nervosa com o seu divórcio, a Debra Messing novamente ganhando uma dobradinha com o melhor amigo gay (Christian Borle, que me lembrou muito fisicamente o Jack de Will & Grace e que é o ator que contracenava com o Zachary Quinto na versão teatral de Angels In America, que já foi produzida como série para a HBO no apssado e é sensacional!) e ainda de quebra, temos como vilão o ator Jack Davenport, com o seu sotaque very british delicioso. Höy!

AMEI também que o namorado da personagem principal, é o Gaurav (Raza Jaffrey) de “Sex And The City 2”. Aliás, achei o casal bem foufo. Mas ele sabe muito sobre a Marilyn, não? Será que significa? rs

Na disputa do papel da nova Marilyn, temos Megan Hilty e Katharine McPhee, duas vozes ótimas por sinal.

O texto também é ótimo, super bem humorado e cheio de referências contemporâneas sobre o mundo das celebridades, dos musicais. Adorei quando a personagem da Debra Messisng (que solta a voz em um momento que me lembrou muito de novo Will & Grace) pergunta para o filho adolescente, o que ele pensa quando ouve “Marilyn” e o garoto responde tudo, menos Marilyn Monroe, rs. Que geração mais preguiça, não Grace?

Apesar de já conseguir imaginar os rumos da série, Smash já me conquistou e eu decidi que devo dar uma chance para a nova série da NBC. Espero não me decepcionar, porque eu senti um potencial ótimo com esse piloto.

Go Marilyn!

ps: aproveitando que estamos falando sobre uma ex Will & Grace (série obrigatória no resumé de todo mundo!), vou aproveitar o espaço para contar que o Sean Hayes vai fazer uma participação especial em Parks And Recreation. Howcoolisthat?  Ele que também fez uma participação recente e bem divertida, como modelo de mãos em Hot In Cleveland. Agora só falta o Will aparecer neam? rs

E a Evan Rachel Wood que namora o TinTin, hein?

Novembro 9, 2011

Sim, ele é o Jamie Bell, que interpreta a versão cinematográfica do TinTin, que deve chegar logo por aqui e eu estou bem ansioso para ver.

Achei que esta sobrando magia para ele, e faltando para ela em sua atual fase.

Vejo pessoas na rua apontando para o casal e gritando: miss match (Will & Grace feelings)

Ceremony – Aproveitando a boa leva de casamentos fundamento de ultimamente

Setembro 7, 2011

Gostosinho. Aproveitando que ultimamente tivemos alguns casamentos que nos fizeram repensar os conceitos sobre o assunto  (assim espero), como com aquele fundamento todo do casamento da Kate Moss e nesse finde a surpresa do casamento do Mark Ronson, resolvi tirar da minha lista à assistir  “Ceremony”, filme do Diretor Max Winkler que tem um casamento como tema central da sua história e que tem também no elenco nomes animadores como Uma Thurman e Lee Pace. Höy!

Mas por mais incrível que possa parecer, ambos acabam figurando como coadjuvantes para a revelação de um novo talento, que para mim foi uma total surpresa: Michael Angarano

Para quem não esta se lembrando, sim, ele foi o filho do Jack em Will & Grace, ainda quando criança. Mas o garoto cresceu, nem tanto assim porque ele é baixinho e a Uma até usa isso como artifício para piada no meio do filme, mas acabou revelando nesse trabalho que tem um enorme talento e assim foi o grande personagem em destaque no meio de figuras onde uma tarefa como essa não é nada fácil. Clap Clap Clap! (fiquei bem impressionado meeesmo!)

Ele interpreta Sam Davis, um escritor meio falido de histórias infantis, que aproveita da total inocência do seu melhor amigo, para convencer o cara a seguir em uma viagem em sua companhia, da qual ele esconde o seu verdadeiro propósito. Na verdade, a sua intenção é ir até o casamento da mulher que ele ama (Uma Thurman, “Zoe”) e arruinar com o seu casamento, mesmo tendo passado apenas uma noite com essa mulher no passado e após isso, apenas se comunicar por cartas ou cartões postais. E para o seu amigo, ele inventa uma história qualquer que essa seria uma viagem para recuperar a amizade dos dois, o que é claro que é apenas um papo furado usado como desculpa para ele ganhar um cúmplice.

O filme inteiro gira em torno desse tal casamento, que tem um cenário sensacional de um casarão a beira do mar (talvez se passe em Hamptons, não sei), com inúmeros convidados passando o final de semana dentro daquele ambiente repleto de figuras exóticas, tudo isso para comemorar o casamento do casal e tmbm o aniversário do noivo (Lee Pace, Höy!).

Festas regadas a muita bebida, confort food e convidados colocados surgindo por todos os cantos da casa. Muita fita pendurada (o que me lembrou a capa da Jalouse de 2009 com o Mark Ronson, que eu mostrei para vcs aqui), texturas diferentes pelo local, passando pelos vestidos das convidadas até as mantas que eles usam em diversos momentos do filme. O figurino também é um caso a parte, sempre com muito fundamento mas sem nenhuma forçação de barra ou hype, onde todo mundo parece estar confortável o tempo todo, algo que não é muito comum em casamentos. E aquela iluminação antiga que é linda, repleta de pequenas luzes e luminárias que compõem o cenário, além de uma iluminação natural belíssima (e que me lembrou o casamento da Kate, que eu também já mostrei aqui no Guilt). Em um dos momentos da festa, durante um jantar no meio do jardim a noite, aquela mesa gigante e improvisada, com muita comida, bebida e aquelas luminárias em tons de laranja até o amarelo, me lembraram muito a cena do chá com o Chapeleiro Maluco de “Alice In Wonderland”. Foufo mil.

O filme é carregado de diálogos sinceros sobre todos os tipos de relação, desde a amizade entre Sam e o seu amigo poblemático Marshall (Reece Thompson), até a discussão do relacionamento entre a noiva + noivo + o jovem escritor. Tudo bem direto, sincero e com aquele tom de dramédia que a gente tanto gosta.

Sam é um sonhador, que jura que esta sendo honesto com ele mesmo, até que chega a conclusão no decorrer do filme que talvez ele não esteja sendo tão honesto assim. A sua intenção naquele momento era realmente a de destruir aquela festa e roubar a mulher que ele amava, mas talvez ele não tenha pensado essa história por todos os lados, com os olhos de todos os envolvidos na questão. Imaturo, mas encantador.

Lee Pace que é o noivo (Whit), tmbm esta encantador com o seu sotaque very british, meio paspalhão e ao mesmo tempo tmbm bem apaixonado por sua futura mulher. Até que perto do final, descobrimos que ele estava ciente o tempo todo da aventura no passado entre a sua noiva e o jovem escritor, algo que aparentemente ele até parecia estar bem resolvido sobre o assunto. Mas como ninguém é tão desprendido assim, é claro que em alguns momentos ele se comporta como um homem normal, competitivo e tentando mostrar quem tem mais força dentro daquele ambiente, a velha briga para provar quem é o macho alpha, mesmo quando em um certo momento ele até baixa a guarda e deixa no ar que ele esta ciente de que não será o suficiente para as necessidades da sua futura esposa e tudo bem para ele se tiver que ser assim. Moderno não?

Uma Thruman, que interpreta a noiva (Zoe) já me pareceu a mais inconstante dentro desse relacionamento. Sabe aquele tipo de pessoa que consegue se apaixonar por qualquer coisa e se desinteressar com a maior facilidade desse mundo? Então ela é meio assim, o que já não é surpresa nehuma para o seu até então noivo, que se conforma e aceita estar com alguém assim, mas que esse fato acaba se revelando ser um problema para Sam Davis, o que de certa forma acaba um pouco com a magia da ideia que ele tinha para essa relação de amor, que ele pretendia roubar para ele mesmo.

Sam apesar de menor (rs), muito mais jovem do que o casal (acho que ele tinha uns 25 anos no filme) e parecer bem mais imaturo em diversas circunstâncias, é um personagem com um carisma absurdo, cheio de trejeitos e cuidados especias com quem ele se importa e certamente o personagem mais corajoso e forte do longa. A relação entre ele e o amigo problemático, embora revele ter algum interesse a mais e um certo “oportunismo”, acaba sendo uma das mais foufas no filme, uma relação de carinho que certamente não foi construída do dia para a noite.

Muito mais do que o propósito até um tanto quanto egoísta de Sam, de tentar estragar o dia do casamento da sua amada (embora ele não faça nada durante o filme quase todo que leve realmente a esse fato), o personagem tem uma missão muito clara, que é a de mostrar para aquela mulher que não consegue se decidir, que talvez aquele não seja o melhor momento para começar um casamento, muito provavelmente com um homem que não é o seu verdadeiro amor. Não enquanto vc tem outro em mente como possibilidade…mesmo que distante e improvável. Mas isso é uma decisão dela e o papel do escritor no filme é apenas de demonstrar essas possibilidades.

O filme é curto, solto e vc se sente como um convidado para aquela festa de casamento. Apesar do desfecho não ser exatamente o final para o qual vc passou boa parte do filme torcendo, podemos dizer que a missão do escritor foi realizada, mesmo que para isso ele tenha feito uma lista de prós a favor do seu rival, que ele deixou de “presente” para os noivos. (euri)

Uma delícia de filme e que só pelo casamento fundamento já valeria a pena para quem sabe animar uma grande maioria a ter novas ideias para um dia que deve ser mesmo tão especial. Se vc estiver perto ou pensando em encarar o altar, fikdik…

Childrens Hospital e Sirens arruinaram Grey’s Anatomy pra mim

Agosto 19, 2011

Midseason é um boa época para se fazer descobertas. Algumas boas, outras nem tanto. Também é hora de colocar os boxes em dia, além de tentar diminuir aquela lista interminável de sempre das séries que a gente gostaria de assistir se tivesse mais tempo disponível.

E foi o que eu fiz, mas dessa vez me arrisquei no território das séries médicas, mas nada muito convencional como estamos acostumados desde E.R e Grey’s Anatomy, pq essa cota na minha vida já esta preenchida (rs). Da minha própria lista eu aproveitei para colocar em dia Childrens Hospital, série que eu sempre tive vontade de assistir, mas faltava tempo e que atualmente se encontra em sua Season 3. Agora, por ouvir boas recomendações de diversos lugares diferentes, acabei encarando também uma maratona de Sirens (UK), essa encarando ainda a sua recém encerrada Season 1. E quer saber? Fiz excelentes escolhas no quesito diversão e fundamento…

Childrens Hospital

Uma série total nonsense. Não sei nem se pode ser considerado como uma comédia de escracho, acho que esta até mais para uma classificação como “comédia do absurdo”, de tão imprevisível e realmente absurda que a série consegue ser.

Tudo começou como web série e depois ganhou o seu espaço na tv. O elenco reune pencas de excelentes comediantes conhecidos de todos nós por seus outros trabalhos na tv e a história da série conta a rotina de um hospital infantil nada convencional (e que embora seja um hospital infantil, não trata apenas de crianças, rs).

Todos os médico são completamente malucos, donos das técnicas mais absurdas e sem o menor compromisso com a realidade. A começar por Blake (Rob Corddry, que também é o criador da série) médico palhaço, que dá até arrepios com o mix do seu make foufurice (e para alguns de pavor, rs) e mancha de sangue na sua roupa de cirurgião em formato de coração/borboleta. Assustador, mas foufo.

E tudo é tão absurdo na série, que fica até difícil de escrever. Detalhe que eles afirmam que o hospital fica no Brasil em diversos momentos soltos na série e a uma certa altura eles resolvem provar isso, com dois dos médicos do elenco saindo para comprar um churros na praia no meio do expediente, caminhando por paisagens do Rio de Janeiro de ver-da-de. Há quem tenha ficado ofendido com a piada no Rio, que envolve um vendedor ambulante de substâncias ilícitas, mas essa indignação fica para quem não tem humor. Ou pelo menos para quem não entende esse tipo de humor.

Atualmente em sua Season 3, eles aproveitam também para tirar o maior sarro de todo e qualquer clichê das séries médicas, principalmente de Grey’s Anatomy (e na carona Private Practice), que me parece ser o alvo preferido deles. As piadas sobre a narração na série por exemplo, são inesgotáveis e talvez por isso eu nunca mais consiga encarar um narração poética e fundamento da Dr Grey sobre a vida, sem lembrar das piadas de Childrens Hospital. É, Grey’s nunca mais será a mesma para mim e eu já estou ciente disso.

E como a comédia é recheada de absurdos, tudo é possível, mesmo com o plano de fundo sendo um hospital infantil. Religião, pegação nos corredores, limpar o nariz na cara do paciente. Pode tudo, rs.

Existem momentos musicais na série, episódio de flashback, um episódio ao vivo fake e um episódio primoroso de terror envolvendo crianças e seus lápis super apontados. Todos momentos hilários, que vc que gosta de um humor mais pesado, certamente vai adorar, fikdik.

As participações são sensacionais tmbm, como o Jason Sudeikis, a Eva Longoria e pasmem, até o Jon Hamm dá o ar da sua graça em um dos episódios e sobrevive na série no corpo de uma loira. Sério, acreditem. Até o Michael Cera empresta a sua voz para alguns momentos bem divertidos na série, fikdik.

Outro que aparece de vez em quando é o Nick Offerman, o sensacional Ron de Parks And Recreation e que interpreta um policial ex parceiro de um dos médicos na série. Ele que na vida real é casado com a Megan Mullally (a Karen de Will & Grace), que interpreta a chefe da equipe do Childrens Hospital e que rouba a cena como sempre. Tem um episódio no qual ela é perseguida por um maníaco (aparentemente até então), que me fez rolar de rir e tudo isso por conta da sua deficiência física, pode? Só para dar um gostinho do tipo de piada que eles conseguem fazer na série.

Além da deliciosa Megan, o elenco tem também vários outros atores que fazem papéis menores em algumas séries que conhecemos, como o namorado da Holly em The Office, o ator Rob Huebel, ou o Ron (Ken Marino) de Party Down, ou a Rachel de How To Make It in America (Lake Bell), que em alguns casos, até para a minha surpresa, se revelaram como excelentes comediantes.

E o ponto alto da série esta no momento “previously’, que é sempre muito, mas muito engraçado. (amo a sequência do Glenn falando com a mãe de um dos pacientes que se repete por alguns episódios, rs)

Mas tem que assistir sem aquele filtro do politicamente correto que algumas pessoas insistem em forçar de vez em quando para tentar parecer pessoas melhores (…), porque o humor aqui é pesado e nem todo mundo entende ou gosta. Para animar todos vcs a assistirem a série, vale a pena comentar que cada episódio tem apenas 10 minutos, ou seja, dá para ver fácil fácil hein?

Sirens (UK)

Outra grande surpresa do midseason foi a descoberta de Sirens, série inglesa do Channel 4.

A série tmbm fala de um ambiente hospitalar, mas nesse caso temos paramédicos em sua ambulância percorrendo as ruas atrás de suas vítimas, tudo bem very britsh.

Sirens tem até mais características bem parecidas com Grey’s Anatomy por exemplo, como a narração que fica por conta do personagem Stuart (Rhys Thomas), que ao contrário do que acontece na série americana, não tenta empurrar nenhuma lição de vida, ou faz um pensamento muito filosófico sobre um assunto qualquer. A narração nessa caso é mais direta e soa até mais honesta, com algumas verdades que ninguém quer ouvir sendo despejadas pelo personagem ao longo do texto. Ele que tem excelentes teorias sobre diversos assuntos e certamente vai fazer vc no mínimo repensar/concordar com os seus pensamentos. Coisa phina, bem humorada e com aquele clássico humor britânico que a gente tanto gosta, já tão característico das dramédias.

Outra característica que distancia um pouco a série inglesa dos médicos do Seatle Grace é o fato do elenco principal ser praticamente todo masculino. Temos Stuart, o mais inteligente da turma e responsável pelas teorias mais sensacionais na trama, aquele que aproveita para esconder atrás de uma armadura muitas vzs prepotente e até mesmo prática ou fria, toda a sua insegurança e seus medos.  Ashley (Richard Madden, que nós conhecemos tmbm como o Robb Stark de Game Of Thrones)  que é o escape gay da trama e que repete um pouco daquele estereotipo que a gente tinha e adorava em Queer As Folks, com o gay bem resolvido e com uma cabeça bem “masculina” para quebrar um pouco do estereotipo (mais ou menos quebrar e mais para entender mesmo, fikfik), Por fim, temos o terceiro elemento do grupo de paramédicos, Rachid (Kayvan Novak) o novato/estagiário estrangeiro e boy magia do deserto (Höy!), que é o mais descontraído entre eles, a veia cômica mais goofy da série.

No meio de todos esses meninos temos também uma representante do sexo feminino para quebrar um pouco dessa testosterona toda. E ela é Maxine (Amy Beth Hayes), que apesar de ser loira e insegura como a maioria das mulheres/pessoas normais desse mundo quando o assunto é a sua vida, talvez seja o lado de maior força da série, muito disso por conta do seu cargo como policial, mostrando que muitas vezes as mulheres são muito mais duronas do que qualquer cara. Suck it!

Os três dividem o espaço em uma ambulãncia verde e amarela pelas ruas inglesas, a procura de socorrer novas vítimas e enquanto isso, vão vivendo e discutindo várias situações do cotidiano, como o medo de compromisso que todo mundo tem, inseguranças, sexo e até as relações muitas vezes complicadas com a própria família que muita gente pode se identificar.

Aqui temos um humor bem menos escrachado do que em Childrens Hospital por exemplo, mas nem por isso a série perde a graça. As piadas são todas muito bem construídas e geralmente em torno do fracasso, o que ultimamente vem sendo o meu tipo de humor preferido.

Eu sempre acho as produções do Channel 4 bem modernas e essa vontade hipster é possível de ser percebida facilmente em Sirens e isso pelas sequências fundamento, sempre com a câmera buscando algum ângulo diferente ou uma nova perspectiva para que a gente possa enxergar a série. Cool! Algo que me lembrou o começo de Skins, lá em sua famosa Season 1 e em um dos episódios, eles aproveitam bem o fundamento da melhor série teen para começar o ep e melhor, ainda fazem piada com isso, com todo o delicioso e amargo sarcasmo inglês.

Apesar de poder soar a princípio como mais uma série médica, Sirens foge logo de cara de qualquer um desses estereótipos que nós já conhecemos e é possível perceber isso logo de cara, onde em um curto espaço de tempo vc já começa a se importar com a história dos personagens que até então vc desconhece, se envolvendo cada vez mais com a rotina daqueles caras e a relação de amizade e intimidade que eles vão criando ao longo da temporada. Impossível não torcer para que no final da temporada, o trio de paramédicos permaneça juntos.

Stuart e Ashley mantém uma relação de amizade sincera, que com o tempo vc vai percebendo que algo importante foi construído entre eles, provavelmente por conta da convivência no trabalho, além de uma óbvia identificação é claro. Um respeita o espaço do outro e consegue entender os seus limites. Tipo BFF, tanto que um é o “I.C.E.”  (piada para quem já assistiu a série…) do outro, mesmo que ele não saiba disso. Já o Rachid chega para bagunçar um pouco a relação e balançar as estruturas. Apesar de mais cara de pau, tentando se intrometer em assuntos que ele não tem a menor noção de até onde ele pode chegar, fica claro que ele esta tentando conquistar o seu espaço dentro daquela relação. Rola até uma disputa divertidíssima pelo posto de macho alpha da ambulância, howcoolisthat? E ao final da temporada é possível perceber o orgulho dos outros 2 personagens, em ver o grandalhão crescendo na profissão e merecendo de vez o seu espaço dentro da ambulância.

Acho excelente o episódio com o primeiro “roxo” do Rachid, um dos meus preferidos. Honesto e algo que eu sempre me perguntei quando penso em qualquer pessoa que trabalha na área da saúde e tem que enfrentar aquele tipo de situação, ainda mais pela primeira vez.

Outro ponto alto da série é a competitividade entres os paramédicos e bombeiros, bombeiros esses que sempre acabam chamando mais a atenção por sua mangueira imensa (Höy!) e a fama de herói que eles carregam. Além das piadas com a eterna arrogância dos médicos que se acham no topo da pirâmide da saúde e que ainda não entenderam que trata-se de um trabalho em conjunto.

Ao final da temporada, ainda ganhamos um grande descoberta (que eu já desconfiava da suas intenções desde o princípio) e uma versão super foufa de um deles em miniatura. Além de uma excelente representação nada óbvia do que pode ser o luto para algumas pessoas.

E a série ainda mostra que tem fundamento, pq é baseada no livro escrito por Tom Reynolds, um paramédico da vida real e que conta um pouco dessa rotina. Cool!

E se nada do que eu falei agora fez vc ter vontade de assistir Sirens, fikdik de que a série tem uma das trilhas mais deliciosas e com fundamento da tv atualmente. No mesmo nível de Skins, mas com a diferença de que eles não são muito “temáticos”, rs

Por enquanto encerramos a Season 1, com apenas 6 eps de 45 min, ou seja, larga de tanta preguiça porque não tem porque não assistir hein?

E com certeza depois dessa maratona de midseason, nunca mais Grey’s Anatomy será a mesma para mim, rs. O que não significa que eu tenha desistido do Seatle Grace, só que agora não tem mais como eu não enxergá-lo com outros olhos…

Outra vez flores?

Junho 17, 2011

Mas dessa vez eu aceito, rs.

Só aceito flores em 8-bit ou um buquê de pirulitos ala Will & Grace (que eu já ganhei um dia, tsá?)

Ou as flores foufas do Takashi Murakami, fikdik

Mas essas eu também quero! Eu aceito!


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