Posts Tagged ‘Zosia Mamet’

E o red carpet do Emmy 2013 conseguiu ser tão preguiçoso quanto a própria premiação…

Setembro 29, 2013

neil-patrick-harris-emmys-2013

Sim já faz uma semana que aconteceu o Emmy 2013 e sim, ficamos morrendo de preguiça (não vou mais usar a desculpa da falta de tempo, prometo… #CRUZANDOOSDEDOS) de comentar a premiação que foi um excelente sonífero para o último domingo (sério gente, o que foi aquilo?), mas como não somos do tipo que deixa qualquer red carpet passar tão batido assim, resolvemos comentar as escorregadas e os acertos delas todas mesmo assim. Então levanta a barra dessa saia, segura a respiração toda presa nessa cinta emagrecedora sem furo para facilitar qualquer emergência no banheiro (como podem vender esse tipo de cinta, me respondam?) e reza para o guache vermelho do Louboutin do truque não resolver ficar perdido por aí e entregar sua atual condição no cheque nada especial.

E já começamos colocando o NPH no nosso cantinho do #ThinkAgain, porque por mais que até eles tenham feito piada sobre o fato do ator apresentar 24 a cada 24 premiações, suas piadas já estão ficando tão recorrentes como qualquer plot sem gracinha de HIMYM, assim como seus números musicas, todos muito bem feitos, temos que reconhecer pelo menos isso, que mesmo assim já estão com cara do mesmo do mesmo, imprimindo como se estivéssemos assistindo a uma reprise de quando tudo aquilo ainda era novidade. Saudades no NPH provocando o Hugh Jackman no palco do Tonny? Sim, talvez, porque sempre aceitamos ver duas amigas ameaçando uma a outra com grampos de cabelo afiados, mas confessamos que já estamos cansados e não é possível que em toda Hollywood não exista um outro ator, gay, que saiba cantar, dançar, representar e sapatear. (se eu descer e fizer uma audição agora na esquina da minha casa, certeza que aparecem pelo menos uns 358 em 5, 4, 3, 2, 1, jazz hands!

himym 2

himym

Mas Neil não foi o único do seu elenco que errou e suas companheiras de série, também não estavam tão inspiradas assim.

Alyson Hanigan insistiu no look sereia, que ficou pesado demais e mesmo com o tom certo de cabelo para tal, acabou imprimindo mais halloween do que qualquer outra coisa. Ela até tentou fazer piada postando um vídeo com toda a sua dificuldade para sentar no carro com esse modelo, mas a verdade é que tudo isso poderia ter sido evitado com algo simples chamado bom gosto. Apenas…

Já a Cobie Smulders, essa fez a linha lençol de rica com 387 mil fios egípcios que a gente sabe que apesar da qualidade do “ticido”, quase nunca funciona. Sinto que alguém que ainda se importe com HIMYM (não me importo, mas vou ver o series finale, claro) deveria falar para a Cobie todos os dias que ela é uma das mulheres mais lindas da TV atual e que nem por isso ela precisa se esforçar quase nada ou tentar ficar horrorenda toda vez que decidir sair em público. Obrigatô!

Girls

Das Girls que nós AMAMOS (estou revendo a Season 1 agora em DVD, e tenho me emocionado tudo de novo e continuo achando Girls uma das melhores séries de dramédia da atualidade, categoria que deveria passar a fazer parte das premiações para que elas fiquem mais justas), quem se deu melhor foi a Zosia Mamet, que apostou no fundamento da estampona bacana, sem ser muito óbvia e com um modelo todo bem pensado e renovado, apesar de ter uma certa cara de “clássico”.

Já a Lena Dunham….

Lena

Tenho sempre a impressão que ela vai de pernas de pau em toda e qualquer premiação (lembra quando ela ganhou aquele outro prêmio e caminhou até o palco parecendo estar com mais dificuldades do que uma senhora da terceira idade em seu andador?) e ela realmente deveria evitar modelos que além de aumentar a sua silhueta, ainda podem servir como motivo de piada do tipo que ela provavelmente deve ter escondido todo o buffet de salgadinho + a fonte de chocolates debaixo dessa saia.

#NAOTABOMNAO (mas a estampa e as cores estavam lindas, vai?)

zooey

Além da própria premiação em si, nada foi mais preguiçoso nesse Emmy 2013 do que a escolha da Zoey Deschanel, que até que fugiu do fundamento 50’s/60’s de sempre, mas ainda assim ficou naquela cartela de cores batida dela.

É, nada foi mais preguiçoso que isso exceto sua atuação em New Girl, que continua lamentavelmente sofrível.

amanda-peet-

OK, apesar da excelente companhia (Höy!), algo de muito ruim deve estar acontecendo com a Amanda Peet. não? Porque apenas alguém com sérios problemas emocionais e ou espirituais escolheria algo desse tipo, não é verdade? (R: SIM!)

Hey Netflix, já pensou em trazer de volta Jack & Jill e quem sabe salvar uma atriz da depressão? (pelo menos as reprises, vai? Já estou cansado daquele catálogo capenga, exceto pelas sérias originais e a 6 dúzia de coisas que eu não vi ainda…)

Claire Danes

Claire Danes provou que além de vencedora, é uma mulher de peito (pequenos, mas é) e apesar de não ter muito do que se orgulhar de seus gêmeos, ela conseguiu segurar um decotão como esse com cara de vencedora e deitou com todas. Sem contar que só pelo Hugh Dancy que a acompanha, ela já pode dizer que venceu na vida. #RESPECT

Julianna

Já a Julianna Margulies pode até continuar nos irritando, pode até ser a boa esposa demais, pode até ter ido vestida também de lençol com detalhes de origami (sim, o vestido tinha alguns detalhes do outro lado de quem vê), mas vai sempre merecer o nosso respeito se continuar aparecendo em premiações com o acessório certo. Höy!

gunn

Quem resolveu aparecer de bonita foi a Anna Gunn (que eu nunca achei uma mulher lindíssima em Breaking Bad, mas nos últimos tempos vem aparecendo sempre linda nos red carpets todos) com um vestido que não nos diz nada de novo, mas mesmo assim não deixou de ser uma boa escolha para ela. #NICE

bb

E os meninos de Breaking Bad podem até não ter levado nada para casa (nos prêmios individuais, claro), mas ano que vem, a gente já sabe onde as estatuetas de melhor ator coadjuvante em série dramática e melhor ator em série dramática, devem parar, não?

Se deus for mesmo uma mulher justa, ninguém tira essa deles. (e toda e qualquer outra futura indicação de Breaking Bad também!)

Brody

Venho a público dizer que mesmo com uma cabeça do tamanho do lado maior de um Kinder Ovo de Páscoa, o Brody continua com a magia confirmada, sendo o meu terrorista arrependido e ruivo preferido EVA.

Höy!

Downton

De todas as lindas mais lindas da noite, vou ter que dizer que a minha preferida foi a Michelle Dockery e isso porque apesar do seu vestido ter cara de clássico e quase nenhuma inovação, ele tinha cor, mais do que uma, um laço gigantesco nas cotas (imaginem isso sentada e apoiada naquela poltrona?) e isso a diferenciou das demais.

Isso e o fato dela ser inglesa, claro. Höy!

A propósito, sinto que ela vai sofrer da síndrome do Jon Hamm em toda e qualquer premiação, ele que é sempre (ou quase sempre) lembrado, mas nunca leva. Humpf!

E por falar em Jon Hamm…

hamm

Nada nem ninguém…

Wolk

(nem o James Wolk, o novo boy magia do momento que a gente já está de olho faz tempo e isso mesmo antes dele namorar o Max de Happy Endings, que fique bem claro)

… esteve mais magia mágica do que ele e sua barba (e a companhia na imagem acima acima, sem contar que eu ofereceria meu dedo mindinho para ter ido na festa dos perdedores, organizada por ele e a Amy Poehler)). Höy!

rs_560x415-130923065301-1024-JenniferWestfeldt-JonHamm-ElisabethMoss

E não adianta tentar esconder aquilo que todos nós desejamos, Hamm… (e seria esse tom de loiro o equivalente a barba do Jon Hamm para a Elizabeth Moss quando de férias de Mad Men?)

HÖY!

connie-britton

E como prêmio do pior look do Emmy 2013, e por pior querendo dizer extreamente cafona, gostariamos de agraciar a Connie Britton com nossas honras nesse veludo com dourado pesadíssimo. Isso sem contar o make e ou o cabelo também nada acertados. #CREDINCRUZ

#NAOTABOMNAO

poehler fey

E para finalizar, Emmy, por favor, no ano que vem considere essas duas como a salvação para a premiação de vocês. (dupla que a gente encararia até na TV Senado, não? #PoehlerFey #FeyPoehler)

a_560x0

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Anúncios

What a girl wants? (Girls – Season 2)

Abril 5, 2013

girls-season-2-poster (1)

(para começar ouvindo essa faixa aqui, a qual responde a questão acima)

Uma garota sempre quer muitas coisas. Na verdade, todo mundo sempre quer muitas coisas. Mas o que fazer quando conseguimos atingir o nosso objetivo? E quando você descobre que o seu objeto de desejo não é mais tão desejável assim? Ou pior, continua sento altamente desejável mais uma vez que você o alcança, tudo muda e você não sabe muito bem como lidar com aquela nova situação?

Mais ou menos dessa forma, reencontramos com as nossas garotas preferidas do momento, elas que continuavam as mesmas, tentando sobreviver às incertezas de uma idade que se aproxima cada vez mais do futuro e mesmo assim, nós continuamos ainda não tendo muita certeza sobre o que vai ser dele (ou de qualquer outra coisa) e enquanto isso, vamos aproveitando um pouco mais para experimentar e tentar coisas novas enquanto ainda há tempo de não se sentir tão ridículo (algo que inclusive é importante manter, rs). NY também continuava a mesma de sempre, oferecendo o cenário perfeito para uma história como essa, cheia de possibilidades para se explorar e ao mesmo tempo engolindo sonhos na velocidade impiedosa de qualquer cidade grande, que parece nunca ter tempo a perder com ninguém. Mas Girls parecia diferente. Alguma coisa na série estava bem diferente do que já conhecemos da mesma, de sua adorável Season 1 até que recente, pela qual nos apaixonamos facilmente e nos viciamos quase que instantaneamente. Mas se os personagens e o cenário dessa história continuavam os mesmos, o que estaria tão diferente nessa Season 2 de Girls?

E essa diferença estava principalmente nas realizações de cada uma delas, que conseguiram alcançar parte do que parecia importante para cada uma durante a primeira temporada e agora chegava a hora de aprender a lidar com essas novas situações. Uma precisava conseguir um trabalho e se sustentar sozinha com a própria arte. Done (✓). A outra precisava colocar os pé nos chão e provar para ela mesmo que seria possível estabelecer uma relação com endereço fixo, pelo menos uma vez na vida. Done (✓). Havia também aquela que estava desesperada por um namorado, alguém para finalmente poder dividir seus momentos e quem sabe equilibrar a sua ansiedade e ao mesmo tempo, havia aquela outra que precisava se libertar do namorado que ela não conseguia mais aguentar porque estava sempre presente. Done (✓) e Done (✓). Claro que a vida dessas meninas não se resume apenas nisso, como a de ninguém se resume (e se isso está acontecendo com você, pode ter certeza que tem algo errado com a sua vida) e elas também tinham outros desejos além do óbvio. Alguns escondidos, algo que só fomos descobrir agora, quando passamos a conviver um pouco mais com todas elas e fomos nos tornando mais íntimos e outros estavam escancarados o tempo todo na personalidade de cada uma das personagens.

E agora que finalmente alcançaram parte dos seus sonhos, as meninas de Girls realmente pareciam não saber muito bem como lidar com toda aquela situação e essa sensação é tão honesta. Querer alguma coisa é natural para todo mundo, desejar muito algo que parece distante, quase inalcançável, todo mundo deseja. Mas as vezes fantasiamos tanto essa conquista que esquecemos da prática, de que na hora em que acontece, tudo pode ser bem diferente do que na teoria dos nossos sonhos. Sabe quando você encontra aquele artista ou pessoa que admira por algum motivo qualquer e que sempre quis estar perto e quando isso finalmente acontece, você não sabe nem o que dizer e a acaba reagindo de uma forma inesperada e provavelmente se arrependendo e ou se envergonhando disso logo depois? Então… acho que esse exemplo bobo serve bem para ilustrar o atual momento dessas garotas.

Girls recap It's Back

Talvez por esse motivo, essa Season 2 de Girls tenha sido tão recheada de momentos pouco eufóricos e muito mais profundos do que durante a anterior, apesar de se tratar de uma temporada de realizações para todas elas. A sensação foi a de que conseguimos atingir o nosso objetivo, tínhamos motivos para estarmos mais felizes do que nunca, mas não ficamos. E porque? Por isso também essa temporada pode ser considerada como uma temporada “experimental”, porque além de novas situações, experimentamos também novos sentimentos em relação àqueles personagens, que em tão pouco tempo se tornaram tão queridos, mesmo não sendo os mais engraçados da TV, ou os mais bonitos, algo que ainda parece ser relevante para alguns (o que eu acho e sempre achei uma grande bobagem, além de soar como um “preconceito velado” quase que escancarado). Dessa forma, acho que podemos dizer que a primeira temporada de Girls foi a nossa “fase inicial de namoro”, onde nos apaixonamos completamente e finalmente conseguimos conquistar o nosso alvo e essa Season 2 seria algo mais como aquela fase pós-começo de namoro, quando a realidade começa a ficar mais evidente e chega a hora de conhecer o outro mais a fundo, conviver com seus medos, falhas, defeitos e aceitar que ninguém é feito apenas de qualidades. Algo difícil para os dois lados, o de aceitar tudo isso e encarar que nem tudo é tão perfeito assim e também o de ter coragem de deixar transparecer toda essa verdade que muitas vezes preferimos deixar escondida, principalmente no começo de qualquer relacionamento.

Apesar das diferenças no tom da série, não podemos negar que esse equilíbrio entre o drama e a comédia sempre foi o seu grande atrativo, fazendo parte da sua mitologia desde o princípio. Girls pode não ser a série mais engraçada (embora tenha ganhado alguns prêmios por isso e todos merecidos por sinal), aquela que vai te fazer rolar no chão de tanto rir (algo cada vez mais raro hoje em dia), pode não ser também aquela série que vai te dar um banho de referências da cultura pop por segundos a cada novo episódio, mas mesmo assim, a série consegue ter seus momentos de pura diversão e isso explorando perfeitamente o cotidiano, o comum, o possível de acontecer na vida de todo mundo que um dia já se encontrou em alguma situação semelhante (o que é bem provável para uma maioria). Como não achar graça por exemplo, da Hannah demonstrando toda a sua teimosia em uma cena simples de higiene pessoal, com ela indo longe demais com o uso do cotonete e por consequência indo parar no médico por conta daquela situação embaraçosa, sozinha, sem ninguém para cuidar dela? (sabe quando ela quebra alguma coisa de vidro e não tem pai ou mãe para consertar o ocorrido? Um ótimo exemplo de um dos primeiros momentos onde você se dá conta de que realmente está sozinho) E a forma completamente cínica com que o médico conversava com a personagem? E toda a teimosia aparecendo novamente no final, com a personagem persistindo no erro, ilustrando perfeitamente o atual momento da sua vida? #TEMCOMONAOAMAR e ou achar graça? Sério?

Essa é a graça de Girls. Rir dos próprios problemas sem ignorá-los ou transformá-los em comédia pastelão (apesar de também se arriscar e com sucesso dentro desse universo, vide a Hannah cortando o próprio cabelo, inspiradíssima no curto da Carey Mulligan. Quem nunca?), mostrando que a gente pode até ter vontade de gargalhar depois, mas na hora, nada é tão divertido assim quanto pode até parecer. Há também quem reclame das cenas de nudez, dos excessos que a série comete dentro desse universo mais animador e muitas vezes constrangedor, mostrando os personagens em momentos bem realistas e altamente íntimos, com detalhes que normalmente a gente esconde quando resolvemos contar algo semelhante, mesmo para as nossas amigas mais intimas. Algo que a essa altura também parece tão irrelevante, porque quem ainda não entendeu que Girls é uma série da HBO, um canal a cabo que tem muito mais liberdade para mostrar o que quiser e ou ainda não se acostumou que Girls é uma série que “faz xixi de porta aberta” (sorry, não consegui encontrar uma definição politicamente correta mais adequada), hein? Realmente, não é possível entender o que uma pessoa que ainda não entendeu ou se acostumou com tudo isso continua fazendo enquanto sua audiência.

Mas agora precisamos falar de cada uma delas individualmente, elas que embora estivessem envolvidas em situações completamente diferentes, estavam todas enfrentando um momento bem parecido na questão de estarem experimentando algo novo, seja um novo sentimento, um novo amor, ou até mesmo uma droga nova. Novos sentimentos, novas possibilidades, cada uma dentro do seu próprio fundamento, tentando ou involuntariamente aprendendo algo novo. E esse é outro detalhe bacana de Girls, que consegue encontrar naturalmente essa ligação entre personagens tão diferentes, inclusive os meninos, dos quais nós falaremos depois, claro.

girls-season-2-episode-3-bad-friend

De todas elas, Marnie (Allison Williams) foi quem mais surpreendeu de forma positiva durante essa temporada. A garota certinha, controlada e controladora acabou soltando os freios pelo menos uma vez e viu a sua vida despencar em uma velocidade assustadora, que ela mesmo quase que não conseguiu controlar. Com Booth Jonathan (Jorma Taccone), Marnie nos entregou um dos seus melhores momentos dentro da série, com ela finalmente perdendo totalmente o controle, se deixando levar e se entregando para alguém tão controlador e distante quanto ela estava acostumada a ser, se colocando exatamente no lugar do seu ex, Charlie (Christopher Abbott). Nesse simples detalhe, estava explicada toda a química que sempre existiu entre os dois personagens. Simples assim (e o detalhe da profundidade do Booth também foi bem importante para a história). Além disso, Marnie perdeu de vez o namorado, porque fez essa escolha durante a temporada anterior, se arrependeu logo em seguida, mas teve que amargar encontrá-lo constantemente com sua nova namorada. Tem situação mais constrangedora? Tem sim, mas certamente essa é um bom exemplo de uma delas. Outro momento importante para a personagem foi quando a sua relação de amizade com a Hannah foi confrontada de forma dura até, com ela tendo que ouvir que nunca foi uma amiga tão boa quanto imaginava ser. E isso nós sabemos que é verdade, embora ambas tenham suas falhas e complete perfeitamente a outra. E talvez essa tenha sido a grande descoberta da personagem durante essa temporada, a de que ela não era tão perfeita como imaginava ser. Aí descobrimos que Marnie não era apenas aquela cold bitch que nasceu para ser uma executiva em Wall Street mas estava se aventurando em galerias de arte em NY só porque achava “cool”, Marnie tinha sonhos, o sonho de ter uma vida incerta como artista, revelando só agora o seu desejo secreto de se tornar uma cantora. E que momento lindo foi aquela sua apresentação na empresa do boy magia agora rico por conta inclusive da relação complicadíssima dos dois? (não entendi até agora o porque que os hipsters da empresa torceram tanto o nariz naquele momento. Quer dizer, até entendi, mas não achei justo, porque a apresentação foi ótima!) E esse momento só não foi mais lindo do que a declaração de amor super sincera entre ela e o Charlie no final da temporada, com ambos sendo completamente honestos em relação aos seus sentimentos, nos entregando uma declaração de amor das mais lindas da TV. Pena que tudo isso talvez tenha sido prejudicado com a recente notícia de que por um desentendimento do ator com a Lena Dunham e os rumos de sua série, ele não estará mais no elenco da Season 3 de Girls, que começa a ser gravada em breve e está prevista para 2014. E isso logo agora (e só agora) que o seu personagem havia ficado mais legal. Humpf!

GIRLS-season2-episode9

Shoshanna (Zosia Mamet) também estava se sentindo uma garota realizada agora que não era mais a última virgem de NY e de quebra, havia descolado um boy magia para chamar de seu. Mas o seu maior sonho acabou se tornando um verdadeiro pesadelo, com a realidade da convivência e a rotina de uma vida a dois se transformando em algo muito maior ao que ela poderia suportar na atual fase da sua vida eufórica e cheia de sonhos. Para a sua personagem, sobrou o plot das grandes diferenças, com a Shoshanna sendo a euforia da juventude e o Ray (Alex Karpovsky) sendo o representante da amargura de alguém que teve os sonhos roubados pela própria idade a mais que ele carregava. E uma rotina que acabou acontecendo sem ela perceber, com o Ray ficando em sua casa sem pedir ou avisar, por se encontrar sem ter para onde ir. Se não fosse o detalhe de que ambos estavam apaixonados um pelo outro, algo que descobrimos ao mesmo tempo em que ela percebeu que ele havia ficado porque não tinha mais para onde ir, tudo seria uma grande sacanagem. Mas não foi (felizmente) e só assim percebemos que algo importante estava acontecendo entre aqueles dois. Algo realmente importante, só que na hora errada, com a Shoshanna querendo tudo e o Ray já se encontrando em um estágio da vida onde já não existe mais a fantasia de que tudo ainda é possível. Percebendo o atual rumo da relação, Shoshanna acabou se aventurando com outro e obviamente não conseguiu lidar muito bem com o peso da culpa após esse plot da infidelidade. Mas na verdade, apesar da imaturidade da personagem, ao contrário do que se poderia imaginar, ela não pareceu estar arrependida do que fez e sim “do porque fez”, algo que acabou pesando ainda mais, levando o casal ao final da relação. Apesar disso, a sensação que fica é a de que o Ray vai tentar ser aquele homem que a Shoshanna gostaria que ele fosse e que talvez ele mesmo também gostaria e só não achava que ainda seria possível. Veremos… (e #TEMCOMONAOAMAR ela saindo depois do break-up e ficando com um cara exatamente com o estereotipo que o agora ex descreveu anteriormente? Repito: quem nunca?)

Girls-Season-2-Episode-7-Video-Games

Agora, quem não tinha certeza de que o casamento da Jessa (Jemima Kirke) não duraria quase nada, que atire o primeiro bem casado congelado desde a cerimônia? Estava na cara que aquela relação, embora até que adorável (muito disso por conta do Chris O’Dowd, que é sempre ótimo. Höy!), não duraria nada. Jessa sempre teve um espirito livre demais para se apegar a alguém daquele tipo e a visão dela para os motivos que levaram o marido a se interessar por ela não poderiam ser mais claros. Óbvio que ele a enxergava como uma aventura, como se tudo que ele quis ser na vida e não conseguiu, pudesse pelo menos ser absorvido por osmose através convivência. Na verdade, ele parecia estar apenas interessado em alguém que tivesse melhores histórias para contar. Divorciada, em crise por ter que encarar a derrota de ainda não ter conseguido realizar a tarefa de se estabelecer em algum lugar, Jessa esteve visivelmente decepcionada com a própria falha, para nossa surpresa até, porque ela nunca nos pareceu ser esse tipo de pessoa. E o que a princípio poderia soar como um exagero para a mitologia da personagem, mais tarde descobrimos que vinha do exemplo que ela mesmo teve em casa, quando conhecemos o seu pai e descobrimos que Jessa, apesar de condenar o comportamento do próprio pai, nada mais fazia do que repetir o mesmo tipo de comportamento em sua própria vida. Um momento excelente, diga-se de passagem, com uma profundidade importante para a série e para o personagem, com ela se encontrando desolada ao perceber que o pai mais uma vez a havia abandonado (lindíssima aquela cena dela sentada no balanço com o pai). E como a personagem ainda não tinha maturidade o suficiente para lidar com a situação aprendendo alguma coisa com tudo aquilo (poucos adquirem esse tipo de maturidade tão cedo na vida), ela fez exatamente o mesmo que seu pai e abandonou a Hannah deixando apenas um bilhete, dizendo que foi ali comprar bagels fresquinhos e que voltava logo mais.

o-GIRLS-SEASON-2-EPISODE-4-570

Mas de todas elas, não tem como não reconhecer que quem mais “experimentou” em todos os sentidos foi mesmo a Hannah (a bola é minha e eu faço o que eu quiser, rs). Ela que até tentou emplacar um novo relacionamento, mas acabou não sendo muito bem sucedida, ainda mais tendo o Adam para cuidar, devido aos acontecimentos do final da temporada anterior e uma boa parcela de culpa da sua parte sobrando como consequência de tudo aquilo. Apesar de sozinha, Hannah parecia estar muito bem resolvida quanto a isso, se dedicando mais ao seu lado profissional, encontrando a possibilidade de escrever o seu primeiro livro. OK, um eBook, mas ainda assim, já era o seu primeiro passo literário e que além de tudo iria lhe render alguma coisa financeiramente. Mas sob pressão, Hannah acabou travando e não conseguindo realizar tudo aquilo que ela havia se comprometido a fazer e como efeito colateral dessa pressão toda, acabamos descobrindo um outro lado da personagem, que exatamente por esse motivo voltou a sofrer de um trauma antigo, trazendo a tona o seu nível de TOC avançado, que descobrimos que já havia sido tratado durante a sua adolescência, mas que dessa vez voltava para desestabilizar a coitada, em repetitivas sequências de ciclos de oito. Não sei se por sofrer de algo muito parecido (é, confesso, mas os meus vão até 10. Suck it Hannah Horvath), acabei me identificando completamente com esse plot da personagem e apesar de entender e dividir um pouco do mesmo problema (para se ter uma ideia, quando criança, eu gostava de ir ao supermercado com a minha mãe só para organizar o seu carrinho de compras. Sério, essa era a minha diversão, isso ou quando ela me “deixava” organizar a dispensa, rs), acabei achando divertidíssimas todas aquelas cenas com os surtos obsessivos compulsivos da personagem (o primeiro deles me fez dar gargalhadas compulsivas sem precisar do meu ciclo de 10 e ainda tem gente que acha que Girls não é uma grande comédia. O capeta está de olho, viu?) e nessa hora, não teve também como não achar deliciosa a relação que ela mantém com seus pais, com a mãe sendo extremamente rigorosa com ela sempre, forçando a filha a crescer a todo custo e o pai morrendo de preocupação e culpa ao perceber que a filha não estava nada bem e para ele não custava muito ajudar. (aliás, pelo pouco que conhecemos dos seus pais eu já acho que a Hannah tem muito dos dois)

girls-season-2-episode-3-bad-friend-lena-dunham

Dividindo o apartamento com o Elijah (Andrew Rannells) durante essa temporada, Hannah acabou ganhando uma dinâmica nova e adorável quando em casa, dividindo muito mais semelhanças com o antigo ex agora melhor amigo gay, do que todo o tempo em que ela passou morando com a Marnie, que  vamos combinar que mais parecia sua mãe do que amiga. Fato. E os dois viveram momentos ótimos juntos e obviamente que o melhor deles foi aquele “experimento” sugerido pelo novo chefe, para que Hannah encontrasse algum material mais interessante para escrever sobre. Uma sequência sensacional, ilustrando de forma bem real os absurdos e excessos que podemos cometer quando não estamos no nosso estado normal e aquela discussão entre os dois onde o Elijah voltou para o armário e contou que semi transou com a Marnie foi sensacional e a reação da Hannah não poderia ter sido melhor e ou mais honesta. Quem não se sentiria exatamente da mesma forma, apesar das circunstâncias e levando em consideração todo o histórico dos envolvidos, que atire o primeiro poster do George Michael, do Ricky Martin ou do Lance Bass, dependendo da sua geração. NOW! Aliás, acho que vale dizer que apesar de repetir algo bem próximo do que ele já vive adoravelmente em The New Normal (outra série que todo mundo deveria assistir), o ator Andrew Rannells foi uma excelente aquisição para a série e a boa notícia é que ele já assinou com a HBO e está garantido para retornar durante a já confirmada faz tempo Season 3. (Yei!)

Agora, o ponto alto dessa temporada foi um episódio que a princípio poderia parecer super aleatório (2×05 “One Man’s Trash”), mas que na verdade foi praticamente um desabafo da própria Lena Dunham, que nitidamente estava usando sua voz através do personagem para desabafar um pouco do que ela mesmo sentia naquele momento a respeito de todas as expectativas em torno do seu nome, que recentemente acabou se tornando algo gigantesco, com todo o destaque e reconhecimento (repito, merecido) que Girls andou recebendo da mídia e em quase todas as premiações. Episódio esse que contou com a magia mágica do Patrick Wilson (Höy!), vivendo o sonho do futuro da Hannah (e de boa parte de todos nós. Aquela casa dele então é exatamente a minha casa dos sonhos em NY e que eu sempre construo no The Sims e isso desde o The Sims 1. Sério), encontrando o homem perfeito na casa perfeita e que a fez enxergar que tudo que ela mais queria na vida na verdade era exatamente o que todo mundo quer: ser feliz e ter uma família, uma casa com a geladeira e os armários forrados com as coisas certas (rs). E forma com que a personagem chegou a essa conclusão, se sentindo desolada por ser tão comum, foi de uma honestidade absurda, algo importante para aquela situação (me lembro de sentir algo muito parecido quando cheguei a mesma conclusão de que na verdade, eu nem era tão diferente assim…). Sem contar que o episódio foi maravilhoso do começo ao fim, quase que como se ele tivesse sido inteiro inspirado nos filmes do Woody Allen, por exemplo. Aliás, acho que ele poderia ser exatamente um dos filmes do Woody Allen. (até a trilha que encerrou o episódio lembrava o seu fundamento)

enhanced-buzz-11634-1360780577-1

Episódio esse que ainda trouxe uma história excelente de bastidores, com várias pessoas usando o Twitter para fazer críticas no mínimo absurdas, sobretudo preconceituosas, dizendo que jamais uma menina como a Hannah (considerando seus próprios padrões de beleza) conseguiria despertar o interesse de um cara nível Patrick Wilson de magia. Um comentário preconceituoso e imbecil que não poderia ter ganhado uma resposta melhor no formato de um tapa na cara com direito a solitário de diamantes caros, com a própria esposa do Patrick Wilson se manifestando a favor da personagem e respondendo uma dessas pessoas cretinas no Twitter, dizendo que não só isso era possível, como ela que é casada com o ator, também era uma mulher que não se encaixava perfeitamente em um padrão de beleza que quem é inteligente sabe que não precisa ser regra para todo mundo. PÁ! E essa é uma crítica que vem sendo feita de forma cruel e pouco inteligente em relação a personagem na série e para essas pessoas eu só tenho a dizer que nada foi mais sexy durante essa Season 2 de Girls do que o corpo nu da Lena Dunham em meio àqueles lençóis de 180 fios egípcios na cama do personagem do Patrick Wilson, cheia de curvas e encarando lindamente uma cena de nudez, mostrando que a sorte e a beleza existe para todo mundo, basta você estar confortável com o que tem para oferecer e pronto, a mágica acontece. E a propósito, nada é mais feio do que o pensamento de que apenas corpos esculpidos em mármore a base de suplementos alimentares e outras substâncias, dietas da depressão ou gente com os dentes extremamente clareados, são as únicas pessoas que devem ocupar um espaço na TV. NA-DA. (irônico é procurar a imagem de quem diz esse tipo de bobagem e se dar conta de que em sua grande maioria, eles também não fazem parte desse padrão)

Bacana também foi ver que mesmo com a Hannah e o Adam (Adam Driver) já não sendo mais um casal, isso não acabou prejudicando o personagem dele, que durante a primeira temporada chegou com ar de sociopata, mas que perto do final acabou roubando os nossos corações todos com o seu nível adorável de foufurice. Confesso que esse era o meu grande medo em relação a essa dinâmica específica, uma vez que seria cedo demais para a Hannah se estabelecer com alguém definitivamente (considerando a sua idade e o atual momento da sua vida, seria até injusto), sem antes explorar novas possibilidades e também não seria nada justo com o Adam, se ele acabasse sendo descartado como se não fosse uma peça importante para o cenário mint (já disse que elas não são cor de rosa) dessas garotas. Aproveitando o seu personagem, ganhamos outro grande momento da temporada, com um episódio focado na perspectiva dos garotos, como se pelo menos uma vez, a visão mais importante e ou em evidência fosse apenas a deles. E foi ótimo ver o Adam e o Ray dividindo alguns momentos sozinhos, encontrando uma conexão quase que instantânea entre eles e a propósito, com uma química bem bacana também (mais até do que a do Ray ao lado do Charlie…), algo que deveria até ser mais explorado. Inclusive, esse foi um ótimo recurso que a série usou para demonstrar como pensam diferentes os meninos e as meninas, com eles resolvendo tudo de forma mais fácil, sendo apenas honestos e diretos ao ponto, sem rodeios, brigando quando achavam que tinham que brigar e se resolvendo até que facilmente e elas no final (Marnie + Hannah) optando por esconder a verdade em falsos sentimentos, não querendo dar o braço a torcer para a outra e fingindo estar tudo bem, quando todo mundo conseguia ver que não estava tudo bem. Só acho que esse episódio tinha tudo para ser mais corajoso e poderia ter ganhado uma tipografia na abertura bem de menino e ter sido inteiro focado neles, com elas apenas como figurantes ou nem aparecendo, algo que eu acho que seria bem bacana para a série. Pense nisso, Lena.

bal-girls-season-2-finale-shot-20130318

E é impossível falar de Girls sem fazer um parágrafo inteiro para o Adam, que é um dos grandes personagens da série (Adam + Ray + Elijah + Charlie, nessa ordem para os boys). Ele que assim como elas, esteve experimentando novas possibilidades, que no seu caso poderiam ser resumidas ao momento em que ele se deu conta de que estava realmente apaixonado pela Hannah, que diferente do que aconteceu com a Marnie e o Charlie (onde ela descobriu o que queria depois de perder, naquele comportamento típico que conhecemos bem), Adam acabou ficando arrasado quando percebeu que talvez ele não representasse o mesmo que a Hannah representava para ele naquele momento da sua vida. Entre alguns momentos ótimos e alguns até assustadores que ambos dividiram durante a temporada, um dos meus preferidos foi aquele desabafo super honesto do Adam na reunião do AA, entregando o seu coração com o mesmo tom de honestidade que nós sempre encontramos em Girls, demonstrando uma vulnerabilidade que nós não imaginávamos encontrar em alguém como ele. Talvez nem a Hannah nunca tenha imaginado, visto ou conhecido esse Adam e espero que ele finalmente consiga apresentá-lo para ela.

Encerrando a temporada, tivemos todas as histórias encontrando suas resoluções e até para a Jessa, que esteve ausente nessa reta final, acabou sobrando um recado na caixa postal bem do malcriado porém super merecido da própria Hannah, no momento do ápice do seu surto, ao se encontrar prestes a ser processada por não conseguir entregar o seu livro conforme combinado e entrando em total desespero ao se dar conta disso. Um momento tragicômico para a série, que novamente foi o caminho escolhido para encerrar essa temporada experimental e muito mais profunda de Girls. Para quem aprendeu a gostar daqueles personagens, foi praticamente impossível não se emocionar com todos os acontecimentos do encerramento dessa temporada, especialmente com a declaração da Marnie para o Charlie mencionada anteriormente (e só por isso vamos conseguir lamentar a saída do Charlie da série) e principalmente com a Hannah ligando para o Adam em um momento de total desespero,  com uma cara de maluca adorável e seu cabelo picotado na tesoura sem ponta (rs) e ele não pensando duas vezes ao decidir sair correndo por NY, sem camisa, claro (e eu bem besta vibrando com o detalhe aqui em casa, de PJ e comendo sorvete, que é como normalmente eu assisto Girls e só não faço máscara de pepino porque dificultaria a experiência de assistir a série), pronto para resgatar aquela que ele descobriu que amava. Apesar do clima de comédia romântica onde já era possível prever o que estaria para acontecer, confesso que me encontrei chorando e sorrindo ao mesmo tempo, ridiculamente como vocês podem imaginar, gritando “Awww… ele correu atrás dela!”. Sim, eu fiz isso, não me envergonho e inclusive contei para a Lena Dunham no Twitter. Sério, procuram o meu histórico por lá. (rs)

a3b3df2c972b11e2979f22000a1f8ae3_7

(Sorry Lena, mas tive que roubar essa imagem do seu Instagram…)

Um final até que bastante otimista para uma temporada bem mais profunda do que foi toda a Season 1. E essa profundidade pode até ter causado certo estranhamento para boa parte das pessoas que acompanham Girls, mas é como eu disse anteriormente, talvez essa temporada tenha sido realmente um teste para a nossa relação com a série, onde tivemos a chance de conhecer mais daquelas garotas e descobrimos um pouco mais dos seus defeitos, deixando o lado mais cool da história um tanto quanto de lado e mostrando que elas também ainda não estão preparadas para encarar suas derrotas, tanto quanto não estão preparadas para encarar suas realizações.

E se esse foi realmente um teste, posso dizer que apesar dos seus defeitos, continuo em um relacionamento sério e AMANDO cada vez mais Girls.

(e terminar dançando ao som da faixa acima)

ps: um sonho – trocar de camiseta com a Lena Dunham na pixxxta. Apenas. #IDONTCAREILOVEIT

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Um red carpet dos mais coloridos para o Emmy 2012

Setembro 24, 2012

Quem apostou no nude/bege, no branco ou no preto, imprimiu fraqueza e acabou não sendo muito feliz no red carpet do Emmy 2012 de ontem a noite, que além de ter sido uma premiação especialmente ruiva esse ano (aposto que eu e o Charlie Brown temos alguma influência nisso, rs),  o que já denunciava que eles estavam sedentos por cor (rs),  acabou nos mostrando que a tandancé da vez são as cores, das mais variadas possíveis.

O que pode ser um sinal de que as coisas estão mudando em Hollywood (graças a Cher!) e elas finalmente começaram a entender que nem tudo é branco, preto ou bege nessa vida, mesmo para eventos de gala e a noite. Outra tandánce da vez no 64th Annual Primetime Emmy Awards foram os decotes, que nunca estiveram tão generosos e ou equivocados em transparências bem meio assim…

Mas chega de falar, que o que a gente quer mesmo é conferir quem é que se deu bem e principalmente quem é que foi #WÓ na premiação da televisão que nos faz ter cada vez mais certeza que assistimo quase tudo, rs. Então vamos lá:

 

Yeah, They Were All Yellow

Claire Danes ao lado do seu Hugh Dancy magia (Höy! – que bem poderia estar em um outra categoria mais abaixo desse mesmo post) que estava lindíssima nesse amarelo da Lanvin, lembrando que a atriz além de tudo está gravidíssima do seu filho com o boy magia e estamos ansiosíssimos para conhecer o nosso sobrinho Dancy Danes.

#MUSE

#MARAVILEEEANDRABIPOLAR&PREMIADA

Gosto de quem se arrisca, ainda mais quem não precisa mais provar nada para ninguém, como a Julianne Moore por exemplo, que todo mundo está cansado de saber que é ruiva e linda (mentira, nunca cansamos da sua beleza Jul!) e que me resolveu aparecer linda assim em um amarelo da Dior Couture que até poderia ser bem básico se fosse em preto, mas que nesse tom acabou ganhando uma leitura deliciosa!

#MARAVILEEEANDRA

Mas parece que o sol não brilhou para todas e esse modelo também em amarelo da Kaley Cuoco by Angel Sanchez, não estava entre as melhores que escolheram a cor para a noite de ontem.

E quer saber porque?

Porque esse amarelo tem cara de antigo, diferente dos outros dois, que apesar de mais fortes, não tem vergonha de ser amarelo (rs) e imprimem uma modernidade muito maior do que esse amarelo antigo escolhido pela Kaley, que tem cara de vestido de madrinha de casamento que se encontra para alugar em qualquer esquina.

#NAOTABOMNAO

 

Verde Guacamole

E um verde guacamole, a gente aceita?

Até aceitaria, se ele não fosse a escolha da Julie Bowen, que a gente não aguenta mais sendo indicada a prêmio que ela não merece nem mesmo dentro do próprio elenco.

Sorry, mas gosto mais da moldura do quadro da abertura de Modern Family do que da sua personagem.

#NAOTABOMNAO

#NEWMONICA

 

Conselho de amigués para a Sofia Vergara

A gente te adora, te aceita com toda essa gostosura que vc insiste em esfregar nas nossa cara em todo red carpet, mas está na hora de parar de fazer a gostosona hein Sofia?

Avalie esse juri, que a gente sabe que deve ter algumas mulheres e pelo menos umas 55 bichas invejosas e mostrando todo esse corpão sempre em dia, suas chances de ganhar qualquer coisa só diminuem, porque todo mundo sabe que a inveja triunfa!

Cubra-se de vez em quando para surpreender pelo menos uma vez na vida (apesar do vestido Zuhair Murad ser lindo também), em algo que valorize as curvas mas não mostre demais. Aposto que assim vc seria mais bem vista no Team Contra Gostosas e tiraria de uma vez por todas esse prêmio que a gente não aguenta mais indo parar nas mãos da sua colega de elenco.

ps: AMAMOS sua Gloria!

 

Muito “Princesas Disney” para o meu gosto…

Gostamos da Zooey Deschanel (antes de The New Girl, a gente até gostava mais) só que tem um problema, essa aura de princesa Disney dela não convence muito…

Tudo bem que somos #TeamFelicidade e AMAMOS pessoas simpáticas, mas eu não conseguiria conviver com alguém que só consegue ver o lado bom da vida. (por isso não leio muito o seu blog, apesar de ter meninas ótimas escrevendo lá, não consigo levar muito a sério quem tende a ignorar as coisas que não gosta só para não se comprometer muito…)

Esse tule da saia do vestido Reem Acra é lindo, mas nessa cor e com esse movimento + essa cara que esbanja alegria “espontaneamente”, acabou imprimindo muito Princesas Disney para o meu gosto…

#NAOTABOMNAO

#SEJANATURAL&RECLAMONADEVEZEMQUANDOZOOEY

 

Black Fraqueza

Quem foi de preto esse ano acabou imprimindo fraqueza e temos três bons exemplos disso na sequência.

O primeiro deles com esse Zac Posen da January Jones (que até que é bem bacana), ela que eu já reparei que gosta de se arriscar mais quando o assunto é red carpet, mas que dessa vez foi infeliz no make, que acabou com a coitada que a gente sabe que de coitada e feia não tem nada.

Olha essa cara de quem foi obrigada a ir na festa de 15 anos da prima que ela nem gostava tanto assim?

#NAOTABOMNAO

ps: por favor, nunca façam nenhum penteado com um fio solto de lado, acho super cafona! Obrigado.

Ok, não querendo ser nada cretino, me parece que a Melissa McCarthy levou muito a sério a lição de que o preto emagrece, não?

Nesse caso, o look é assinado por ela mesmo e isso já vale a nossa simpatia pela iniciativa, mas fiquei sentindo falta de algum contraste já que nessa parte superior por exemplo, temos três peças e assim de longe, quase não dá para perceber.

#NAOTABOMNAO

Amy Poehler foi um dos grandes decotes da noite, algo que até nos surpreendeu um pouco… (devido as circunstâncias do seu atual momento)

Como eu não quero ser aquela pessoa horrível que falou qualquer coisa negativa a respeito da Leslie Knope, só vou dizer que se ela tivesse ido com um dos terninhos da personagem e passado naquele “barbeiro de Pawniee antes da premiação (rs), teria se dado muito melhor, hein?

#NAOTABOMNAOMASDESSAVEZFALANDOBEMBAIXINHOPARAELANAOOUVIR

 

Branco Qualquer Coisa

Jessica Paré, que a gente sabe que é linda, mas que me resolveu aparecer com esse modelo branco qualquer coisa.

Lindo, mas um pouco preguiça demais, do tipo que a gente não consegue imaginar ela cantando “Zou Bisou Bisou” com muita intensidade e parando toda uma cobertura em pleno 60’s, rs

#MAISESFORÇOPORFAVOR

 

ACE todo branco fosse assim!

Emilia Clarke  não levou seus dragões (acho difícil reconhecê-la sem a caracterização de GOT) mas foi com esse branco não tão branco assim da Chanel, que estava maravileeeandro!

E ela a gente mesmo que não estivesse tão bem a gente evitaria provocar para não sair chamuscado, rs

#MARAVILEEEANDRA

 

Parabéns Tina Fey!

Que pelo menos dessa vez resolveu nos ouvir e abandonou de vez os modelos sereias horrorendos de sempre.

Simples, mas ficamos com orgulho, ainda mais da etiqueté escolhida. (Vivienne Westwood)

 

Antigo Demais

O modelo da Vera Wang até vai, é comum mas é bacana, mas a cor e o combo com esse cabelo da Julia Louis-Dreyfus imprimiu algo antigo demais.

Pior que ela ganhou e vai ter que se lamentar por ter feito essa escolha duvidosa para o resto da sua vida. #FUÉN

#NAOTABOMNAO

 

Futurista Demais…

Versace, com cara de alegoria de escola de samba investindo no futurismo.

Elementar minha cara Watson, que vc não precisava desse tamanho todo de lantejoulas…

#NAOTABOMNAO

 

Muito simples, muito espanhola e muita falta de compostura

Kristen Wiig fez a simplesinha demais e acabou ficando com cara de quem foi de lingerie na premiação. (e o decote com transparência e renda desse Balenciaga não ajudou muito. Quase nem acreditei que era um Balenciaga…)

Outra cor ou em outro evento, ela estaria maravileeeandra. Mas hoje não deu para o seu monólogo no SNL

#NAOTABOMNAO

Peggy não estava em um bom dia e além de não ter levado o prêmio para casa, acabou também não sendo muito feliz na sua escolha, investindo nesse estampado Dolce & Gabbana que se tivesse alguns pontos em vermelho, seria a caracterização da própria espanhola, rs

#NAOTABOMNAOPEGGY

ps: Peggy também fez o que ninguém deveria fazer em dia de premiação ou qualquer outra coisa importante, que é retocar a raiz no mesmo dia…

Sabe aquela pessoa que vc se arrepende de ter convidado para a festa? Então,  Connie Britton, que quando não vai vestida de qualquer coisa totalmente fora das demais, não sabe muito bem como se comportar em público.

E olha que nós adoramos as bafoneiras, mas para isso vc precisa ser alguém na noite Connie. O que não é o seu caso…

E o tom de caramelo mais artificial do que qualquer bala Toffee?

#NAOTABOMNAOETALVEZNUNCAMAISRECEBAOCONVITE

 

Bi-Leeeandra!

Quase não reconheci a Edie Falco nesse bicolor maravileeeandro!

Tudo bem que eu não gosto nada desse cabelo, mas esse vestido tinha umas costas linda toda em branco, que merece o desvio das nossas atenções para o que realmente interessa.

#MARAVILEEEANDRA

 

De Downton para o mundo

Michelle Dockery linda de Vuitton azul. #TEMCOMONAOAMAR?

Tudo bem que esse é aquele típico vestido que foi feito para ficar de pé, caso contrário amassa inteiro como podemos bem observar na imagem, mas quem se importa sabendo que Mary casou-se recentemente com primo Matthew e talvez tenha sido a noiva mais linda que eu já vi na minha vida. (e olha que eu nem sou muito fã de noivas)

E como sabemos que ela veio de longe, perdoamos o amassado.

#MARAVILEEEANDRA (♥)

Agora, quem me surpreendeu mesmo foi a Joanne Froggatt, também de Downton Abbey, que me apareceu com essa cara de muse antiga que é claro que todos nós amamos.

O vestido poderia ser em outra cor (acho essa cor muito madrinha de casamento americano atual), mas mesmo assim, vamos dar um desconto por todo o resto.

#MARAVILEEEANDRA

 

A melhor vingança foi  a do seu vestido contra vc mesma…

… que não te favoreceu em nada e aproveitamos o momento para revelar que essa maquiador também não deve gostar muito de vc hein,  Emily VanCamp? Mais um para incluir na sua vingança…

#NAOTABOMNAO

ps: não assisto a sua série porque te acho #WÓ e credito a sua existência o péssimo desenrolar de Brothers & Sisters desde que vc apareceu na série pela primeira vez. 

 

Sorry! Não respeito quem combina a cor do cabelo com a cor do vestido

ps: Tutubarão pediu os dentes de volta, rs. Mas sério, dá para devolver?

 

Festa boa de verdade, tem que ter climão

Sabe quando o seu boy magia (nosso, porque acho que ela nem pode muito dizer isso, tisc tisc) resolve dar aquela atenção a mais para a vagabunda que vc não suporta nem pintada de vermelho do próprio sangue?

Sempre um climão.

#ESTAMOSCOMVCCHRISTINAHENDRICKS

ps: não disse que esse ano foi tudo sobre os decotes no Emmy? Höy!

 

Floral da noite

Julianna Margulies  e o seu Giambattista Valli, que foi a estampa floral mas linda da noite.

#MARAVILEEEANDRA

 

Acessórios poder da noite

Kat Dennings que além dos seus invejáveis gêmeos (sorry, não resisti, mas vc foi vc quem provocou! rs), que foi acompanhada do seu Nick Zano, boy magia que é sempre um acessório indispensável em noite de premiação.

Höy!

ps: decotes generosos, eu disse. 

Jennifer Westfeldt, que investiu no seu Jon Hamm exclusivo, acessório mais do que invejado por todas e não é de hoje.

Höy!

E a nova namorada do Michael C. Hall que a gente até aprendeu como se chama, mas já esquecemos, visivelmente deslumbrada carregando tamanha magia ruiva no Emmy 2012.

Reação mais do que humana diante da magia ruiva dele.

Höy!

 

Momento “Bow Ties Are Cool!” (♥²)

Bryan Cranston e Aaron Paul, ambos adorkables e nos fazendo morrer de tanto orgulho com suas gravatas borboletas.

Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

 

Girls³

Lena Dunham diabólica de Prada (e o cabelo novo está maravileeeandro! Mas ela estava ou não estava meio que de cara fechada?), Allyson Williams de Oscar de La Renta e a Zosia Mamet nesse bicolor, que eu acho o melhor dos três, by Bihbu Mahopatra.

#TEMCOMONAOAMAR essas meninas? (mas sentimos falta da Tessa, que teve bebê recentemente! Smacks)

 

#SÓAMOR (♥)

Adam Driver, o Adam da Hannah. Höy!

Alguém me diz se é possível não se apaixonar completamente pelo personagem dele em Girls?

 

E a noite de ontem foi mesmo dela: Snow White!

E a cara de arrogante da Ginnifer Goodwin de quem tem certeza que deitou com todas nesse tangerina maravileeeandro by Monique Lhuillier?

Clap Clap Clap!

#MARAVILEEEANDRA

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Girls – A vez das garotas que nós não estamos acostumados a ver toda hora na TV

Junho 22, 2012

Para começar a ler ouvindo essa faixa aqui ♪

Séries que se passam no período do High School/Faculdade, onde todos os personagens ainda estão lidando com os sonhos de se tornarem quem eles desejam ser um dia, existem aos montes e todos nós já passamos por algumas delas a essa altura de nossas vidas televisivas. Séries que falam da vida  adulta, quando os personagens estão prestes a solidificarem suas histórias, com tudo em andamento, encaminhados e prontos para uma grande conclusão para cada um deles, seja no trabalho ou na vida pessoal, também estamos cheios de bons exemplos na TV ao longo desses anos todos e guardamos com orgulho a memória afetiva das nossas preferidas desses do gênero.

Mas uma série que falasse tão abertamente de um período que é um grande ponto de interrogação para todo mundo, que é exatamente quando você sai da faculdade e ainda se encontra em um ponto de transição entre a ex criança e o jovem adulto, disso a gente ainda estava carente de ver na TV (que até já pode ter existido antes, mas não é tão comum) e é exatamente sobre esse período que Girls aproveita para situar a sua história. Um período onde não somos mais crianças, não somos mais adolescentes, mas ainda não somos exatamente adultos, não por completo e ainda nos sentimos perdidos em meio aos nossos vinte e poucos anos, quando já nos encontramos formados e não temos mais a certeza de nada e tão pouco fazemos ideia de onde isso tudo vai dar. Now what? É a pergunta que não quer calar para todo mundo que enfrenta esse período…

E como representantes dessa geração de incertezas, menos euforia e cada vez mais responsabilidades, temos essas quatro novas garotas do momento, cada uma com a sua personalidade e identidade muito bem definida, onde todas se encontram exatamente nessa fase de ainda estar no meio do caminho (certo ou errado) para se tornar aquilo que cada uma delas realmente gostaria de ser lá na frente.

Apesar do título, Girls não é uma série cor de rosa do tipo “menininha” ou cheia de mimimis intermináveis como se espera (preconceituosamente até) de um estereótipo que estamos acostumados a ver a todo instante na TV. Eu diria que essas garotas estão mais para um mint (que é a cor do momento e todos nós já sabemos disso, rs) embora todo esse universo “feminino” esteja super presente na série também, mas de uma forma bem menos óbvia, parece mesmo é que elas chegaram na intenção de dar uma balançada naquela mesmice de sempre, mostrando que se é para facilitar o mundo com estereótipos e rótulos, existem vários outros que ainda não estavam sendo representados na TV e agora seria a chance desses outros tipos finalmente aparecerem.

Entre elas temos Marnie (Allison Williams), a certinha quase adulta e ridiculamente linda do grupo. Sabe aquela sua amiga com os pés enfiados demais no chão, que as vezes sofre da síndrome de se achar a representante oficial dos seus pais quando eles não estão por perto? Então, essa é Marnie. Super responsável, com um emprego bacana que garante ela estar com suas contas todas em dia, embora ela mantenha um grande débito em seu coração. Apesar de ser a mais centrada de todas elas, do alto de toda essa postura responsável e corretinha, foi possível observar que Marnie ainda está longe de se realizar quando o assunto é o amor, quando vimos ela totalmente insatisfeita e sem nenhuma certeza sobre a sua atual relação com o namorado (foufo até), o qual ela nem consegue tratar muito bem e parece não suportar em diversos momentos, sem saber ao certo se gosta ou não dele. Até que ela se vê sem ele e para piorar, acaba dando de cara com a imagem do seu ex com outra, que aparentemente o está fazendo mais feliz do que quando ao seu lado, o que mesmo que a gente não goste muito de admitir, é sempre como a sensação de um soco na boca do estômago, para não dizer outra coisa. (ou um torcidão nos peitos, no caso das meninas, rs – não se esqueçam que eu sou um menino e por isso diria a outra coisa, rs)

Ainda no lado puritana da turma, temos Shoshanna (Zosia Mamet) como a representante de um espécie cada vez mais rara nos dias de hoje, sendo ela provavelmente a última virgem de NY. Mas ao contrário de outros exemplos de personagens que nós já vimos seguir esse mesmo padrão,  seja usando o seu anel da castidade ou se escondendo atrás de uma pureza forçada ou apoiada no discurso de uma religião qualquer, Shoshanna não vê a hora de se libertar desse estigma. O que ela não quer é resolver esse probleminha com qualquer um, apenas para se libertar do peso de ser a última virgem de NY, o que de certa forma, não deixa de ser bem bacana por parte da personagem, que mostra que apesar de seguir certos princípios, não é preciso ser ridiculamente radical quanto a um assunto tão natural para todo mundo. Tudo tem sua hora e ela só não tinha encontrado a sua ainda. Mas é claro que ela é a inocente da turma, a mais romântica e sentimental de todas elas e através de um ótimo momento da personagem em meio a uma festa sensacional, descobrimos que o crack é o ecstasy da nova geração.

Representando o sonho de ser livre, temos Jessa (Jemima Kirke), que logo de cara, conquistou o meu coração com seu figurino e personalidade fundamento e permaneceu empatada com a Hannah até o final da temporada como minhas personagens preferidas da série (eu seria um bom mix das duas). Com ares de new hipster (sim, já temos os new hipsters), Jessa tenta preservar a sua alma livre, de não querer se apegar a qualquer coisa no mundo e com isso vai adiando o momento em que ela precisa parar para se permitir ser quem ela ainda não se encontra pronta para ser e tem consciência disso, como bem foi dito em um dos melhores diálogos da temporada, entre ela e a sua ex patroa, discutindo o interesse do marido dela para cima da até então funcionária. Para ela, tudo é possível desde que se esteja com vontade e até um plot de aborto acabou sobrando para a sua personagem logo de cara, algo que eles conseguiram resolver de forma super bacana e extremamente realista, algo que chegou a incomodar muita gente. Mas quem nunca teve pelo menos uma amiga que já se encontrou nessa mesma situação, que atire agora a primeira pílula do dia seguinte… (não ouço o barulho de nada caindo no chão)

E como grande representante desse grupo das novas garotas e sendo dela a voz por trás da série, temos Hannah (Lena Dunham), que se fosse mais sensacional, seria insuportável. Hannah é uma espécie de heroina para a nossa geração, sendo ela uma  garota inteligente, distante dos padrões de beleza que estamos acostumados a ver a todo momento por todos os lados e mesmo assim ela é muito confortável com tudo isso, encarando super bem por exemplo, cenas de nudez que não são assim tão fáceis para ninguém, além dela vir com o bônus do humor que a faz ser capaz de rir dos próprios defeitos e assim garantir o tom exato de comédia para a série. Para ela sobra a tarefa de provar que é possível se virar sem a ajuda dos nossos pais, mas é claro que para isso, nada acontece muito fácil e para conseguir ser aquilo que ela sonha em ser um dia, o caminho parece ser longo e cheio de obstáculos, sem fantasiar ou enfeitar demais essa trajetória, o que também não o faz perder a graça ou a diversão. E tudo isso sem o  menor esforço para tentar nos enganar, mostrando o quanto é difícil para quase todo mundo conseguir alcançar o sucesso nas mais diferentes áreas de nossas vidas, o que faz ser ainda mais impossível não torcer por sua personagem dentro da série.

Aliás, muito bacana a forma como o plot dos seus pais forçarem de certa forma ela a “crescer”, o que a princípio pode até aparecer meio injusto, acabou funcionando muito bem dentro da história da personagem e temos que reconhecer que não deixa de ser um método eficaz, apesar de achar que nem tudo precisar ser tão radical assim. Bacana também é que apesar dessa forçação de barra por parte deles, existe um grande respeito dentro daquela relação familiar e não há espaço para grandes mágoas, não por esse motivo.

Desde o começo da série, tivemos Hannah frequentando um certo apartamento meio assim, onde ela se encontrava com Adam (Adam Driver), o boy magia aparentemente também meio assim,  que ela se recusava a apresentar para suas amigas por enxergar exatamente todos os seus defeitos, desde o modo como ele a tratava, até a forma como ele realmente parecia ser enquanto pessoa dentro daquele cenário. E esses defeitos todos foram ficando bem claros enquanto ambos dividiam alguns momentos dentro daqueles poucos metros quadrados, nos chamando a atenção desde o começo dessa história,  fazendo com que a gente acabasse se perguntando (apesar de enxergar alguma magia, entre outros detalhes, rs) o porque dela ainda estar do lado de um cara como o Adam?

E a resposta veio em meio ao episódio com o melhor título da temporada “Weirdos Need Girlfriends Too” onde descobrimos  um lado do Adam que até então a gente desconhecia, onde bastou colocar o personagem fora do seu ambiente natural para que ele nos revelasse suas outras camadas, essas muito mais interessantes do que o que já havíamos visto. Que foi o que fez o personagem saltar do posto de boy magia semi negra para o namorado dos sonhos de todo mundo. Quem não queria um Adam para chamar de seu que delete agora a primeira pasta de fotos do Ryan Gosling de suas HDs… Viu? E tudo isso de uma forma muito honesta, sem grandes transformações e mantendo todo o seu fundamento de antes, apenas revelando um lado desconhecido do Adam para todos nós, inclusive para a própria Hannah, que visivelmente surpresa ao conhecer essa nova versão do Adam, não conseguiu esconder a sua felicidade dentro daquele táxi, quando ela finalmente conseguiu o objetivo de conseguir ganhar o status de namordada dele. (e o que foi esse momento dos dois super “E.T” na bicicleta e na sequência aquele tombo? Eu ri sem parar!)

Sonho esse que acabou logo na sequência, com o pesadelo da convivência transformando a versão foufa do Adam que acabamos de conhecer, em um garoto que não sabe muito bem como se comportar dentro de um universo mint, como o dessas garotas, fazendo com que a sua presença fosse notada a todo instante. Agora me fala, qual outra série foi capaz de colocar o namorado com uma cara de psicopata de dar medo, fazendo xixi na namorada durante um momento a dois no chuveiro, com a maior naturalidade desse mundo, provocando uma reação também muito honesta, que com certeza muitos de nós (muitos, pq já que estamos sendo naturais e honestos, a gente sabe que tem público para uma golden shower…ew!) reagiríamos da mesma forma que a Hannah naquele momento, hein? Mas mesmo se tornando um pesadelo super presente na vida da Hannah, ocupando todos os espaços possíveis desse que antes era apenas um confortável vazio, Adam continuou sendo um foufo, onde o seu lado totalmente meio assim acabou sendo compensado por tamanha foufurice que ele foi revelando aos poucos enquanto namorado, como quando ele resolveu fazer aquele muro de lambe-lambes coberto com a palavra “Sorry” que nem era exatamente para ela. Sério, #TEMCOMONAOAMAR? Nesse momento, Adam não só ganhou o coração da Hannah, como de brinde levou os de todos nós, com certeza.

E vale a pena reconhecer que Girls não fala só bem desse universo de meninas, como consegue transformar os seus meninos em grandes personagens, mesmo não sendo eles o foco da história. Gosto muito da forma com que a série conseguiu transmitir de forma bastante simples até, o quanto esses dois universos tem em dificuldade de se comunicar e entender cada um de seus lados. Tudo é muito desconfortável para o outro e vice versa, como vimos na cena dos meninos explorando com a maior curiosidade desse mundo o apartamento delas, agindo quase como crianças . Talvez seja por isso que  as meninas são tão fascinadas por seus amigos gays ao longo da vida e os meninos se saiam tão bem com suas amigas lésbicas também, que de certa forma, são os representantes do sexo oposto que mais conseguem se aproximar de suas realidades (com limitações, claro) e que circulam muito bem dentro desses universos. Por isso dizemos que o novo gay  é o hétero do futuro. Anotem. (rs)

O mais bacana dentro da proposta de Girls é que todos os personagens são super fáceis de indentificar, independente do seu sexo. Quem nunca se comportou como uma Shoshanna (isso ficou engraçado), tendo que encarar o drama da primeira vez? Ou se viu no lugar da Marnie, presa em uma relação meio assim e sem ter a certeza de querer ficar ou querer realmente sair? Ou quem nunca sonhou ou já teve os seus momentos bem Jessa, em nome da liberdade? E eu gostaria muito de saber quem é que nunca se apaixonou por um Adam da vida, assim como a Hannah? Não valendo mentir nessa hora, posso até dizer sem medo que muitos de nós já nos comportamos até como todos os meninos da série, basta parar para pensar um pouquinho no passado…

Mas entendam que Girls, apesar de ser encarada como “comédia” e ter os seus momentos de pura diversão (quase não me aguentei quando as colegas de um dos trabalhos da Hannah resolveram dar um tapa na sua sobrancelha, rs), é mais uma das séries que acabaram sendo classificadas de forma errada. Imaginem que logo de cara a nova série da HBO já ganhou status do novo Sex And The City, o que elas conseguiram provar já logo no piloto, o quanto todos que chegaram a considerar essa semelhança estavam totalmente equivocados, que a não ser pela quantidade de personagens principais e NY como fundo para essa história, elas nada tinham para se comparar com SATC. Nada a não ser a falta de freios, talvez? Girls tem mais aquela cara de dramédia e o perfil meio loser e mais próximo da realidade que a gente tanto tem gostado atualmente, com um texto sem freios ou grandes pudores, onde elas conseguem tratar todo e qualquer assunto com a maior naturalidade desse mundo, como se a gente estivesse em uma conversa com nossas próprias amigas, uma linguagem que nesse caso sim, teria algo parecido com o que também acontecia na série antiga de sucesso da HBO. Sem contar todo o charme da cidade de NY e aquelas 4 meninas lindíssimas e nada óbvias (inclusive na beleza de cada uma delas), cada uma com características tão pessoais e tão diferentes, capazes de deixar todos nós completamente apaixonados por todas elas, pelos motivos mais variados possíveis. Höy!

Muita gente chegou a achar a série apelativa, exagerada em alguns momentos, algo que eu discordo completamente. Sinceramente, apesar de alguns momentos bem “desconfortáveis”, toda aquela verdade, muitas vezes confundida com apelação, fez parte da proposta da série e seria absolutamente impossível contar essa mesma história deixando de lado essas situações mais exageradas ou até mesmo ridículas em algumas circunstâncias, que muitas vezes a gente também passa ou já passou na vida, mas tem vergonha de admitir em público assim abertamente. E vale a pena lembrar que Girls é uma série da HBO, um canal pago da TV de lá, onde esse detalhe permite que a série vá um pouco mais além do que é aceitável e comum na TV aberta, por exemplo.

Em meio a essa primeira temporada primorosa, eu acho bem difícil não se identificar com cada uma daquelas situações, onde mesmo que você não tenha vivido algumas delas, certamente deve conhecer alguém que já passou por algo semelhante. E acho bacana que tudo isso tenha sido escolhido para ser mostrado dentro desse período de nossas vidas onde tudo ainda está dando bem errado, em uma fase ainda muito indefinida das nossas histórias onde a nossa única certeza é um grande ponto de interrogação em neon piscando em direção ao nosso futuro e que como eu disse anteriormente, não costuma ser retratado na TV ou no cinema a todo momento e tão pouco com essa carga de honestidade emprestada de uma série como Girls. Muito bem feito meninas, a minha alma feminina agradece. Clap Clap Clap!

Imagino que todas aquelas garotas estão vivendo um período que ninguém imagina que vai ser tão difícil, principalmente no passado, quando somos questionados sobre como imaginamos que seriam  nossas vidas cinco anos a frente e que quando chegamos exatamente a essa ponto delas, no presente, tudo é muito diferente e menos fantasioso de como já foi um dia em nossa imaginação. Os sonhos já não são os mesmos e a euforia da nossa pouca idade já não faz mais tanto parte do nosso dia a dia como antigamente.

E uma temporada sensacional com foi essa Season 1 de Girls, precisava mesmo de um season finale do tipo bem bom, mesmo que os nossos lugares já estivessem todos garantidos para a Season 2 da série (confirmada quase que desde a sua estreia), que é claro que nós não vamos perder por nada nesse mundo. Nele tivemos o casamento surpresa da Jessa (que mais uma vez contou com a participação do excelente Chris O’Dowd, que eu acho ótimo & maravileeeandro. Höy!), que pelo primeiro encontro dos dois, naquele outro momento ótimo da temporada onde rolou o beijo entre a Jessa e uma versão mais permissiva da Marnie, eu até cheguei a achar que talvez eles já tivessem dividido um passado juntos, pela tensão sexual que eu cheguei a sentir no ar entre os dois personagens naquele primeiro momento, mas que parece que foi só uma impressão minha mesmo.

Um casamento ótimo e maravileeeandro, que ainda contou com a Soshanna magoadíssima por ter ido ao casamento da prima vestida de branco (todas elas estavam lindíssimas por sinal), ela que ao final do episódio, ainda acabou resolvendo aquele seu pequeno problema chamado virgindade, onde também tivemos a Marnie fazendo o que nossas amigas (tá, a gente também em algum lugar do passado, admitindo com bastante vergonha esse plot) já fizeram um dia, que é encher a cara e se encantar com o primeiro que aparecer pela frente, só para ter a sensação de estar seguindo em frente, quando na verdade você acabou de ter dado 25 passos para trás, além de ter enfiado o pé em um ressaca brava e sofrível de se sair na manhã seguinte. Aposto também que no dia seguinte, ela mudou o seu estado no Facebook para “Muito feliz! 😉 ” que é o que todas com esse perfil fazem, eu eu sempre morro de rir quando me deparo com frases como essas em redes sociais, que a gente sabe que quer dizer exatamente o contrário e para alguém em específico.

Episódio que ainda contou com o grande momento da noite, com a Hannah finalmente descobrindo uma sensibilidade ainda mais profunda no Adam, que ela deixou magoadíssimo por não levar a sério o fato dele estar realmente apaixonado por ela, algo que Hannah não consegue acreditar com tanta facilidade. Ele que teve ótimas lines ao lado da personagem, dizendo as coisas mais francas e diretas na cara da Hannah, quase sempre com uma certa dose de foufurice no ar, principalmente a partir de quando eles passaram a namorar. Mas  nada foi mais sincero do que aquelas lines dele aos berros perto do final do episódio, do lado de fora da festa, falando sobre a auto-sabotagem da própria. Sério, sabe quando você consegue se ver exatamente na outra pessoa? Então nesse momento eu poderia me chamar Hannah Horvath, rs. Me senti até naquele “walk of shame” ao lado dela, dividindo aquele pedaço de bolo de casamento na manhã seguinte. Quem nunca? (AMO bolos de festa e bem casados na manhã seguinte, Yummy!)

Isso sem contar o excelente momento com o Adam não deixando de propósito ela entrar na ambulância com ele, depois daquele pequeno acidente que poderia ter sido o maior clichê desse mundo (fiquei tão aflito naquela hora), mas que mais uma vez fomos surpreendido com o tipo de humor delicioso da própria Lenna Dunham, que interpreta e escreve lindamente essa série, que com apenas 10 episódios em sua primeira temporada, conseguiu nos deixar completamente apaixonados por essas quatro novas garotas do momento e que representam muito bem esse perfíl que não estamos acostumados a ver toda hora na TV e que para a nossa sorte, ganhamos quatro novas representantes de primeira.

O tipo de série que você acaba de ver e se sente muito bem representado (seja você a boy or a girl) e fica com vontade de abrir aquele potão de sorvete caro de doce de leite, ligar paras as amigas, pedir para elas trazerem os cupcakes com tops variados daquela confeitaria bacana e passar a noite fazendo trança uma na outra, colocando pepino em volta dos olhos e falando sem a menor vergonha desse mundo o quanto todos nós conseguimos ser ridículos, principalmente quando o assunto somos nós mesmos e a nossa própria vida.

O difícil vai ser ficar sem essas meninas agora até a próxima temporada, que nós esperamos que seja um pouco maior hein HBO? Vamos liberar a verba que essas meninas merecem, vai? Humpf! (embora temporadas curtas estejam na moda atualmente…)

Uma série bem especial para toda uma nova geração de quase adultos, independente do seu sexo e que pode parecer não ter sido feita para qualquer um, mas que pare entendê-la e passar a se apaixonar, basta encarar tudo da forma mais natural possível.

Começamos ouvindo a outra faixa e temos que terminar ouvindo essa essa aqui ♪

 

ps: dizem que a Season 2 de Girls está prevista para Janeiro de 2013. Yei!

ps2: post dedicado para todos os leitores do Guilt, meninos e meninas que eu chamo secretamente de Guilters e que merecem assistir a essa delícia de série (♥)

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt


%d bloggers like this: